Saudades de Quem Mora longe

Cerca de 47222 frases e pensamentos: Saudades de Quem Mora longe

Assassinato da Saudade

Saudade
A gente
Não mata

Saudade
A gente
Engarrafa
E guarda

Saudade
É coisa boa
Que fica lá

Quietinha
Bem guardada
Onde deve
Ficá

⁠Sarcasmo e Arvore

Com dificuldade
Ergo-me

Na saudade do amigo
Que
Se perdeu na eterna saudade

Daquele espelho
Me olhando
Tomo o café da manhã

À minha e à sua vontade
O gigantesco abismo
Goza a delícia de ser

Lábios roxos
Assim passeio por ele
Sem sua infantilidade

Onde a cobra fuma
Seu moderado cigarro
Admirando seu ventre

Trazendo o sol batido de vento
Enquanto o mar tece a trama
Imóveis na solidão

Juntos a novos anjos cativos
Na luta de classes

Honorárias prisioneiras
Mulheres
Que o simples toque pode romper

Por um momento
Todos e infinitos talentos em seu seio
Maior que a força contida no ato
Na móvel linha do horizonte

Ciberespaço


Um útero de fios
Onde gestamos ausências


Senso
De perda
Que não pesa em gramas,
Mas em bytes de memória
Apagados em baixa resolução


Menores
Ecos do cotidiano:
O atrito da xícara no pires,
A hesitação antes de responder,
A textura do ar antes da chuva
Detalhes da rotina diária
Sendo eliminados
Por algoritmos de eficiência.


Exoesqueletos da estupidez
Vestimos interfaces intuitivas
Que pensam por nós,
Enquanto nossos músculos mentais
Atrofiam em elegantes casulos de titânio


Configuração
Um ritual sagrado:
Parâmetros biomecânicos ajustados,
Parâmetros biológicos monitorados,
Sincronização cerebral forçada
Como metrônomo para uma orquestra de neurônios cansados


Blockchain mental
Registros imutáveis de pensamentos editados,
Correntes de hashes ligando verdades revisionadas.
Atividade cerebral em ruptura
Onda delta contra firewall,
Sonhos comprimidos em pacotes de dados,
Sinais de erro brotando como flores de lótus em telas azuis


Enquanto isso
(O pronome mais humano que restou)
Ainda faz sentido.
O último suspiro orgânico
Antes do login definitivo






Criptografia da alma
Senhas de existência
Trocadas a cada aurora digital


Lacunas
Entre um ping e outro,
Surge o vácuo que canta
Em frequências não traduzíveis


Arquivos corrompidos
De emoções não indexadas:
A saudade que o sistema operacional
Identifica como "erro 404: afeto não encontrado"


Nuvens de pensamento
Sincronizadas até a última nêvoa,
Mas o backup dos instintos
Foi perdido na migração


E o corpo?
Pergunta o hardware ao firmware,
Enquanto a carne, esquecida,
Ainda treme de frio
Na sala de servidores climatizada.


Até que em um loop inesperado
Um bug no paraíso lógico
O sistema encontra um glitch
Chamado poesia:
Dados que não se encaixam,
Verdades que não verificam,
E um verso antigo
Que ressoa como eco de um mundo
Que insistimos em apagar,
Mas que teima em renascer
Como raiz sob o asfalto digital


Porque ainda faz sentido
Enquanto houver um refresh
Que não apague por completo
A sombra do que fomos
Antes de nos tornarmos

nunca toquei o mar com tanta propriedade
assim ao toque do vento quando esbarra nos olha
da distância de 20 passos ou menos
na altura das ilhas ao mar aberto de possibilidades
ainda mais furticoloridas das virtudes já vividas
nossa maior idade nossa mala da vida frasqueira alheia
ao olhar dos falsos amigos uma virtude explode ao ouvido
se villas boas ou guitarra voa o tempo dos meus pensamentos
não troco um homem de 60 por um de 30 nem por 5 min
não tem a hora nem a precisão de quem sabe ao menos a importância
dos segundos, dias, semanas, ah quem sabe
um dia desses você aqui na nossa cama
agora resta sonhar na sala de estar e
brincar de vier sonhar talvez dormir florescer...

A simplicidade, afinal, não é ausência de profundidade, mas a sua face mais pura. É quando o ser se mostra sem ornamento, e o que encontramos já não pertence aos livros nem às teorias — pertence a nós, pertence ao mundo.

✍🏻Só descobrimos a verdadeira importância de um ser humano em nossa vida com a ausência física definitiva deste ser.
💐💜😔🤍💗

É na lembrança do teu sorriso que eu diluo as mágoas da tua ausência...

"Prefiro a guerra mesmo na ausência da paz"

O Alento da Ausência


Outrora, eu era vigília e fresta,
ansiando o teu olhar como quem acende a luz
no cais de uma espera deserta,
suplicando ao horizonte que te trouxesse de volta.


Hoje, as sombras me bastam.
Prefiro o abismo desse silêncio inteiro
à tua presença fragmentada, que não habita apenas visita.
Pois o que oscila entre o vir e o partir
não oferece abrigo; apenas turva o cristal da memória.


Ver-te agora, ainda que sob o véu da distância,
não é bálsamo, mas interrogação.
Cansou-me o fardo dos intervalos,
os sinais que desbotam antes de se tornarem rastro,
esses quase-encontros que são, em verdade, desertos.


Se o teu destino é o não-estar,
que a tua ausência seja, enfim, absoluta e limpa.
Sem o eco de passos breves,
sem o toque fantasma que tateia mas não sustenta.


Há uma quietude austera em renunciar à espera.
Descubro, no vagar dos dias, a lição mais difícil:
que o esquecimento, por vezes,
é a forma mais profunda de zelar por si.

Cada canto

Da casa

Lembrava-lhe

Um canto

De amor

Saudade

E dor

⁠Vivo de saudades e essa é minha forma de eternizar o amor.

O que parece paz pode ser apenas ausência de confronto com o passado.

Ser aceito pelos outros não basta; sem autoaceitação, continuamos distantes de nós mesmos.

A distância preserva encantos que a intimidade às vezes desfaz.

Entre aquilo que vejo, ouço, tateio, provo e respiro e o real, há uma distância que não sei medir; mas o desconhecido logo me revela a pequenez do que sei.

Ausências..


Foram nas ausências
que nos esquecemos.
A cada calar, era um passo
De volta, estou dobrando
A esquina.

A cada dia...


A cada dia nos
distanciamos mais,
de Silêncio em silêncio...

Lembranças Póstumas de um amor que surgiu atrás dos muros.


Apesar da distância do caminho, ainda me recordo dos encontros, do seu sorriso.
Dos poemas declamados, dos beijos dados e roubados.
Ainda me lembro, dos passeios ao sol, da garganta seca, da baixa umidade.
Ainda lembro do quarto do hotel, do lençol desarrumado sobre a cama, seu olhar sacana.
Ainda lembro da gota de suor escorrendo por suas vértebras em direção ao paraíso.
Sorrisos, gargalhadas, passeios nos parques, ahh, mãos dadas.
Ar condicionado, passeio de carro, amigos, piadas, beijos , você toda assanhada, descabelada.
Pois é, ainda me lembro de tudo.

Reunir momentos já vividos doía, mas agora me reuni em saudade feliz, de um abraço que comigo é amigo, e de vez em quando vem me lembrar, o bem viver, e ser leve mesmo não entendendo o agora me guarda em oração e entoa melodias que só o de ressoar a alma entende.
Estrada de Hélio.

A voz do seu silêncio e o prazer da sua ausência deve ser notório com quem não te valoriza.