Saudades de Quem Mora longe
Às vezes fico com saudade
De momentos que eu ainda não vivi
Às vezes peco na vontade
De sentimentos que eu ainda não senti
Te vejo nas paredes dos hotéis
Eu vivo interpretando papéis
Às vezes não sei mais quem sou
Me deu vontade de voltar
Pois eu sei, que você quer viver comigo outra vez
Que você quer viver ao lado meu, até a luz do sol se apagar
Se tudo que você oferece não for o suficiente; ofereça ausência.
O sal não está no cardápio, mas, quando não está presente, faz muita falta!
O silêncio não é ausência de som, é presença de si. É onde as respostas param de gritar e começam a aparecer.
“A saudade é uma das manifestações do desejo. E assim como este, ela não é falta, é produção.”
(Aparecido Galindo)
“Há feitos que nascem na solidão, espinhos cravados pela ausência. Outros florescem na solitude, raízes profundas no silêncio escolhido.”
“Existe um momento em que a ausência de sentido impera, e nossa vida clama por ressignificação. Uns chamam de maturidade; outros, de libertação.”
“É na ausência, e apenas nela, que a consciência nos cobra o que o conforto silenciou. Pois é fácil calar-se quando tudo ao redor nos embala em omissão.”
“Escolhas negligentes não nascem do mal, mas da ausência: ausência de presença, de consciência, de coragem para olhar o que realmente importa.”
“Nada permanece sem equilíbrio. Até o amor, quando demais, pode sufocar e precisar de ausência para continuar.”
O Tempo de Agora
Não olhes para trás com pesar ou saudade,
o que passou já escreveu sua história.
Guarda no peito apenas a verdade,
o amor que ficou e a tua memória.
O que foi dor, serve como aprendizado,
mas não deixes que te prenda ou te impeça.
Liberta o que já não está ao teu lado,
o mal se desfaz, o bem permaneça.
Quem partiu deixou sua marca e lição,
seja doce ou amarga, ficou lá atrás.
Hojo tu segues com fé no coração,
fazendo do presente a tua paz.
Tens em tuas mãos o poder da mudança,
a força que vence qualquer batalha.
Crê em Deus, crê em ti, mantém a esperança,
que o futuro se tece com o que hoje trabalha.
Vive intensamente esse momento,
sorrir, amar e florescer.
O mundo responde ao teu sentimento,
e a felicidade... já está em você.
"Existem dias que se definem apenas pela nossa ausência; neles, o mundo acontece à revelia do nosso olhar."
A Resiliência do Tempo, Quando O Passado Ecoa no Presente
Eco de um passado distante, mas que ainda se faz presente como uma grande porta que fica aberta permanentemente, ecoando o fato de autora, talvez, uma prova de que o tempo também é resiliente.
Ecoa materializado em alguma construção antiga, nas suas paredes, utensílios, artes e cenários ou guardado em uma memória viva — na mente daqueles que vivenciaram ou dos que ouviram e leram atentamente.
Ecoado por estar descrito nas páginas de algum livro de história entre a escrita, a fala e a leitura; nas suas marcas deixadas pela natureza, ecoando de várias formas e até espalhadas pela selva de pedras.
A tarde ensina o crepúsculo nos últimos raios do pôr do sol, quando pássaros distantes se acomodam no céu do dia, que passa lento no domingo pleno de paz e esquecimento. A cidade silencia a máquina no dia das mães e comemoro os filhos que eu não tive a habitar os espaços com uma doce ternura de ausência. E não há arrependimento se muito se sabe das escolhas da vida. Estou viva e não há na sala nenhum ser que fala. Nas linhas de minha mão encontro o meu mapa, que afirma que tudo tarda e nada indaga. Penso em você que pode ser qualquer pessoa que a câmera enquadra. Sua figura em imagem que menos diz do que uma cantiga passada. Porque tudo é contemplação se os pés serenos pisam o chão da história construída com a memória de dias leves que deixam sua marca no destino, se o passado e o agora faz o futuro. E sinto algo dúbio entre uma saudade vaga e a vontade de não revistá-la. É como querer e não querer simultaneamente. Uma figura que mais bela se faz no passado e no presente encontra pouco espaço. E se demora além da hora, se ainda falo e digitam os dedos. E penso em uma calma certa, que nada me falta, se te ver deixa minha alma atravessada, mais procuro minha voz encarnada. A calma e o tédio cruzam um limiar, que é justamente onde te encontro em minhas lembranças. Tudo é pura distância se desconheço o passar dos instantes e habito o tempo psicológico que muito mais é relativo, se memórias esquecidas ainda povoam o presente e se senta em minha frente. O encanto se perte no palpável. As coisas findas, muito mais que lindas ficarão. Ouço murmúrios de poetas antigos que na sala conversam comigo. E cito seus versos como se fossem meus, já que em meu ser floresceu. E muito além vou quanto mais autêntica me faço e poemas revoltosos são mais teatro do que verdade, se me tenho contida e mais me abro para a vida. Também não me calarei, mas que minhas palavras sejam sucintas e não se demorem, pois que o verso chore calado e se vai fatigado quando se alonga em controversas que não acrescentam cores a minha tela. Mais um domingo se passa e no silêncio de minha casa tenho um coração em brasa, que é intenso quando fala e é intenso quando cala. Senhora Dona Sancha, coberta de ouro e prata, mostre a felicidade rara. Queremos ver sua cara. Logo vai raiar a madrugada. Fui no tororó, beber água não achei, achei a Mona Lisa, cujo sorriso não me esquecerei. A renascença chove em meu rosto e haja vista o que já está posto. Fui no tororó, beber água não achei, de sede de amor eu não morrerei.
Eu percorri km de distância, a distância que nos separava, moldei meu ser, me distanciei de muitos contratempos, me senti amada em muitas situações, afastei o que conheço e apostei todas minhas fichas no desconhecido porque me apaixonei, porque ele era tudo o que eu queria, tudo o que eu visualizava diante de mim, desisti de momentos, empregos, apegos, material, moradia, tempo, ignorei todos os fatos que me faziam querer desistir e perdoei cada situação e honrei cada passo que ele deu enquanto estávamos distantes pois a distância só fazia aumentar a vontade de amar ele, honrar, tornar ele uma pessoa importante pois ele não se sentia assim, sentia como um pássaro numa gaiola e eu o libertei de suas amarras mas ele simplesmente me deixou pra trás e saiu voando sem olhar pra trás, sem ligar para como eu me sentia e para o quanto eu sofreria com a partida dele, a partida das emoções, do amor, do respeito, da honra, todas as partidas possíveis, mesmo depois de tudo o que eu sacrifiquei por ele, eu fui um vulcão de amor, carinho e sentimentos perante suas costas mas seu amor só vale diante da minha face, pois era só eu me tornar costas que tudo mudava e eu deixava de existir, saiba que você sempre existiu pra mim.
Se por algum motivo, um dia ficarmos distantes, serás pelo menos uma agradável lembrança, quando eu avistar um pôr-do-sol radiante no fim de tarde diante do mar, bem no horizonte ou algumas flores, principalmente, as tulipas, cativantes e delicadas e ao admirar um luar apaixonante de uma noite enluarada.
Tendo esta presença tão simples, linda e marcante, não podes ser esquecida, já que, assim, evidencia a tua natureza entusiasmante que inspira e alegra ricamente o semblante, então, és notadamente resultante da sabedoria divina, um regalo expressivo na mente pra ser lembrado sempre que possível.
Dito isso, espero honestamente que possas mudar aquilo que for necessário, mas que a tua vívida singularidade seja preservada, guiada continuamente por Deus, contrariando as possíveis adversidades, desta forma, serás felizmente lembrada, abençoando e sendo abençoada.
Saudades,
Baú do Passado
que possui duas Chaves
Uma é a da Tristeza
para as perdas não superadas
A outra é a da Gratidão
Para cada ocasião desfrutada
também guardada no coração,
Ele é sempre carregado,
mas deve ser sabiamente aberto,
o presente não deve ser atrapalhado,
é preciso seguir em frente.
