Saudades de Quem Mora longe
A saudade da viagaem
A distância e a sensação de solidão
dentro de nossos corações faz uma reflexão
O que realmente é importante?
O dinehiro que traz segurança ou a família reconfortante
Para se ver longe das coisas que você detesta
muitas vezes você fica distante das que ama.
E só nesse momento que você passa a dar valor
aos pequenos fatos que desapercebidos passavam.
A iritação pela marca de pata no piso limpo
O pelo do gato no sofá recém aspirado
O barulho daquela árvore que tanto o irritava
e você a conhecia pelo simples som de suas folhas
Ou pelo Galo do vizinho ou passáros barulhentos
que o acordam quando ainda querias dormir.
No fim você só se da conta das coisas importantes quando as perde.
Quando não conseguis mais tocar, abraçar e ver quem ama
quando não conseguis ajudar quem não precisa de ajuda
mas você faz questão apenas para estar perto deles.
No fim você só sabe quem é de verdade
quando você deixa ser quem era.
Ao passar os dias a saudades só aumenta conforme a distância que ficaremos um do outro dois corações longe e o que faz esses corações baterem são a sintonia da intensidade de estar ao seu lado todas palpitação vão na direção de encontrar a solução que depois que te conheci hoje desconheço a palavra solidão.
Sentimos saudades
De quem nos faz feliz
Nem que seja por instantes
Porque na distância...
desta curta passagem
A vida é um sopro,
de luz, de momentos,
De instantes fugazes,
De amores efémeros
Intensos e audazes...
O espaço que nos distancia não é vazio, nele se acomoda a saudade. Quilômetros ou metrôs de saudades, mas jamais centímetros é notoriamente impossível alojar sua falta em tão pouca distância.
SONETO DE CARNAVAL (de outrora)
Distante da folia, o cerrado me afigura
A saudade como um saudoso tormento
Lembrar dela é uma sôfrega tal tristura
Esquece-la é nublar o contentamento
Ausentar de ti é a mais pura amargura
Todo momento é gosto sem fomento
Máscaras sem brilho nem alegre figura
Uma fantasia no samba sem afinamento
E no saudosando os tempos de outrora
Enquanto fugaz vão-se os anos, enfim
O que tenho pra agora, só silêncio afora
De toda a diversão a quietude em mim
É regente, pois já não sou parte da hora
E meu carnaval vela o traje de arlequim
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Carnaval
Cerrado goiano
Toda hora
Saudades e desejos
Vontade dos teus beijos
Caricias distante
Pele
Arrepios
De longe apertos
Braços e abraços
Em sonhos
Em mim que há calamidades,
Naufrágios, incêndios, guerras,
Longas ausências, saudades
Das caras pátrias cidades
E do sonho de outras terras...
Só quem teve uma saudade sabe o valor dela. Saudade flagela a alma da dor do que distante se tornou!
Shirlei Miriam de Souza
Retóricas
"O que fazer quando a ausência é tão presente?
Quando a saudade é vizinha?
Como esquecer o inesquecível?
O que fazer quando seu silêncio grita?
Como agir quando suas palavras me calam?
Pra onde seguir se meu caminho ainda é você?"
Iasmin Borges
A dor, na ausência, às vezes machuca. A dor, na presença, o tempo inteiro fere. A saudade, na ausência, às vezes caduca. A saudade, na presença, a ausência já confere.
(Vanessa Brunt)
