Sapatos
No caminho da vida, você pode mudar de sapatos,
mas os pés sempre serão os mesmos!
Então, cuidado ao caminhar...
Calcei um par de sapatos
Molhados
E o som que a chuva faz
Batendo na porta da frente
Me entristece e faz
Já tanto tempo
A roupa atrás da geladeira
E as traças do meu quarto têm
Seus objetos de desejo
Meias novas esquentam mais do que abraços
Casamento de Cláudia
A igreja estava preparada, a noiva bordada do fio de cabelo
aos sapatos pontiagudos. O noivo pronto, embrulhado para ser somente ator coadjuvante, os violinos afinados para chorar e os pais ansiosamente educados.
Convidados paramentados, outros salivando a festa, flores aprumadas à passagem de quem tinha fita no cabelo e queria se casar e já podia se casar.
Todo casamento vibra em um só acorde: o emocionante que escorre das pedrarias até as lágrimas dos mais íntimos.
Lágrimas escorridas talvez nesta única vez aos sons musicais.
Promessas sacudidas, retumbadas, vibradas e ecoadas ao pé direito do Altíssimo de todas as igrejas. Amarrando intenções de amor, de muito amor, amor que transforma, modifica a cada dia, face a face ao espelho.
O sacerdote pergunta a todos:
– Quem acha que se casou com o mesmo homem/mulher que há 30 anos?
Murmúrios... e continuou.
– Se acharem que são os mesmos, estão todos mentindo, não são, todos mudam. Vocês se enganaram, equivocaram e acham que permanecem felizes.
Rita assustou-se, soluçou, escorreu lágrimas e Rosa abriu a magia de toda bolsa e lhe deu maquiagem para representar e atuar.
Na festa, surpresas do talher, ao som que empurra pares a sacudir o que lhes fora ofertado: bebidas geladas em copos suados.
Madrugada, a noiva não desiste, joga o “bouquet” com golpe de astúcia para que todos alcancem e apreciem a sua vitória.
Alguém alcança, transpirada, e mostra a todos que ela também tem chance.
Na saída, o café perfumado, a montanha dos “bem casados”
empilhados à espera.
Rita apreciou, tinha que levar todos; eram bem casados, na bolsa ficariam espremidos e escolheu o decote como esconderijo.
Encheu, contornou os seios do que era mais doce, os “bemcasados”.
Na saída, a champanhe borbulhou em sua cabeça, o salto agarrou em alguma greta, caiu de ponta, espremeu “bem-casados” contra o peito.
Amarrotados, não restou nenhum para que pudesse degustar, amassaram-se e esborracharam.
E todos foram socorrer a vítima transbordando doce de leite.
Mas toda boa intenção também é doce.
Rita só queria ser bem casada.
“QUEM QUER CASAR COM D. BARATINHA? QUE TEM FITA NO CABELO E DINHEIRO NA CAIXINHA?”
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
Aliviar o stress
Quero um chinelo ao invés de um par de sapatos que só me calejam os pés
E desse modo a vida se fez de louca
Desdenhou da realidade com um doce na boca
Não penduramos chuteiras nem sapatilhas, apenas trocamos por outros sapatos - nossos pés cresceram - foi no bazar da vida.
Tudo na vida tem solucao
Meus sapatos...
Que comprei com tanto gosto.
Meus sapatos...
Que só tem o meu rosto.
Meus sapatos...
Sempre estragados
Sem dinheiro, nem uma quinhenta recomendada...
Meus sapatos...
Que nunca tiveram medo de nada
Meus sapatos...
Sempre velhos,
Mas que sapatos bonitos !
Meus sapatos...
Quem me dera encontrà-los!?
Uns iguais a estes.
Meus sapatos...
Que dia-a-dia fazem o pão dos sapateiros,
Por tanto serem velhos.
Meus sapatos...
Que são o pão quente dos sapateiros,...
Meus sapatos...
Que são tão diferentes
Meus sapatos...
Que dão de comer aos sapateiros
E esses são os meus sapatos.
Mulher africana
Mãe da África
Mulher tão bacana
Mulher africana
Sempre rica
Mamana wa Àfrica
Que ouve não acredita
Mas a escrita tornou o largo mais livre e cheios de tantas maravilhas.
Oh,mulher do continente
A mulher mais adimirada
Essa que é tão diferente e nunca teve medo de nada
Quem me dera fosses o custo do nosso pão
Que arriscamo-nos a procura da vida
Quem ousa te derrubar e te tirar o que por muito tempo conquistara
Lutaste muito, ninguém deve reclamar
Sopraste para o nosso continente a vara que ninguém quer pegar...
A sua coragem...
Foi magnífico ver no teu rosto
Quã, nós não pensavamos na sua primazia de seres o custo do nosso pão.
Quem me dera ser tão feliz
Quão castigo oferecido n~ao foi o que fiz
Ha tanta disputa do amor
Que no fimso nos dor
Sorri em vez de ficar na minha dor
Sai,em vez de ficar muito fechado
Aprendi a ficar e escolher a minha flor
Agora sei de que o eu queria esta organizado
Procurando você ♥
Andava eu na beira do ma r
Querendo me distrair , descalço
Querendo sentir a suavidade da areia,
Mas na verdade, querendo sentir o teu perfume no ar
Lembrar do rebolar do seu corpo nas ondas do mar
O teu sorriso no brilho das estrelas,
E o teu olhar no luzir da lua
“Estrato”
Nuvens de cabeça
Caminhos na contra mão
Pressa nos sapatos
Amigos de refrão
Flores no fogão
Calor entre a escuridão.
entao pintei de azul meus sapatos
por nao poder pintar as ruas
depois vesti meus gestos insensatos
e colori minhas mãos e as tuas
Tentei manter a casa arrumada
Não espalhar roupas e sapatos pelo chão
Fazer o jantar todos os dias
Não deixar toalha molhada no colchão;
Um dia bati na porta e ninguém abriu,
Liguei e ninguém atendeu,
Eu não estava lá, não era eu.
Cheguei em casa e já se acabou mais um dia, ao tirar os sapatos agradeço por olhar o relógio e já passarem da 00:00.
A vontade é de apagar todas as luzes, me jogar no sofá, agarrar uma almofada e chorar. E numa súbita raiva eu quero sumir. Esquecer.
Esquece que você existe. Esquecer que um dia já existiu 'nós'.
As mentiras continuam e as desculpas, mesmo verdadeiras, eu já não faço questão de aceitar.
Eu ainda não sei o que se passa dentro de mim, amor e ódio, felicidade e infelicidade, lembranças e indiferença,...
Eu conheci alguém que me fazia feliz, alguém com que eu podia confiar, alguém que me contava tudo e com quem eu podia contar. Hoje é mais provável que eu converse sozinha.
Hoje conheço alguém que não reconhece minhas mudanças, meus desapegos, meus sacrifícios, minhas dores,...
Alguém que me prova de ser eu mesma.
Eu quero acordar e ter coragem para não te ligar e se você fizer o mesmo, ter coragem para seguir minha vida. E daqui a um tempo me auto-reconhecer novamente; brincar e sorrir a toa; sair e me divertir; e no final olhar para o passado e não te enxergar lá. Não, não quero que você esteja nem no passado. Quero que você simplesmente não exista. Quero que não seja real. E finalmente conseguir sorrir, bem longe de você.!
“Em minhas turnês eu levo alguns pares de sapatos, meu laptop, meus acessórios faciais e para cabelo. Enfim tudo aquilo que uma menina precisa para uma viagem.” (Revista Elle Girl, 04/03/04)
"MEU FIRMAMENTO"
"Me pego sorrindo, cabelos ao vento
Sapatos jogados... com pouco, contento
De dia ou de noite, me vejo correndo
Atrás de uma nota pro meu instrumento
Eu canto a vida, sem 'ais' ou tormento
Sem dores, sem mágoas, eu vivo o momento
Se dizem ser pouco o que trago aqui dentro
Respiro e repito: é o meu firmamento!".
Mais em lavinialins.blogspot.com
Eu uso sapatos n°35, que cabem confortavelmente nos meus pés,e só as vezes dão uma machucadinha. Mas eu já tive um sapato n°34, esses são quase impossíveis de usar, machucam demais, sem contar que quase não cabem no meu pé, eu tenho que fazer um esforço enorme. Mas depois eles machucam tanto, incomodam, apertam, criam bolhas. Eu não compro um sapato n°34 porque eu quero, mas eu vejo aquele sapato vermelho lindo na vitrine, e só tem o n°34, como não comprar? Mas depois ele me machuca tanto que faz eu não querer ter pé. É como se amor pra mim fosse um sapato n°34...
Passam as horas, rabisca-se o calendário, os sapatos vão ficando gastos, os livros amarelados, o tempo se revela análogo a tudo e a todos.
Pensando bem, amigos são como sapatos. Não importa quantos modelos novos você tenha, não importa o quão bonitos, brilhantes e elegantes eles aparentem, não importa o status que eles lhe ofereçam.
Quando você realmente precisar de conforto, precisar relembrar boas lembranças, precisar de compreensão e atenção é á ele que você vai recorrer. O all star velho. Seu bom e velho amigo, aquele que nunca te machucou, aquele que nunca te levou as alturas, justamente por cuidar de você, por nunca querer sua queda. Aquele que nunca te trouxe status, fama, popularidade mas que nunca te abandonou, aquele que você pode sempre confiar, aquele que só de olhar de longe, já te faz sorrir e lembrar o quanto a vida foi boa, e quão boa ela ainda pode ser.
E quantos outros sapatos novos não queremos, desejamos, e fazemos de todo o possível para consegui-los, não sabendo que para isso perderíamos o direito de andar.
Deus é como um par de sapatos.
Você pode calçá-lo ou deixá-lo em um canto, a escolha é sua.
Se calçá-lo, ele vai até te proteger dos espinhos, mas nunca fará sozinho a caminhada por você.
