Sangue
SANGUE SECO
Um sussurro no morro ecoa,
O asfalto quente guarda histórias não contadas,
Nas vielas, o vento carrega o lamento,
Sangue seco — marcas não apagadas.
A favela respira sob o fogo cruzado,
Cada treta é um verso que o tempo não apaga,
Irmão contra irmão, o ódio herdado,
Enquanto a fome rasga a alma e a chaga.
A rua tem memória, o muro tá rachado,
Sombra da bala perdida, criança assustada,
O prato vazio é o grito calado,
E a justiça? Cega, surda, engravatada.
Sangue seco na terra, cicatriz do destino,
A quebrada chora, mas não abaixa o queixo,
A cor da pele é sentença, o futuro é pequeno,
Enquanto a sirene corta o vento, rasga o ninho.
A farda que deveria proteger é a mesma que invade,
Botina no pescoço, o joelho na garganta,
A mãe chora no beco, o corpo estendido no lote,
A viatura passa, a vida vira planta.
Cadê o herói? O mapa tá manchado de roxo,
A mídia pinta o morro como covil de bandido,
Mas ninguém vê o sonho do mlk no busão lotado,
Ou o pai que vende bala pra ter pão dividido.
O sol nasce no barraco, ilumina a resistência,
A arte é arma, o grafite na laje é poesia,
A quebrada dança no funk, quebra a sentença,
Enquanto o sangue seco clama por justiça todo dia.
O sistema é laço, a favela é o alvo,
Vidas viram números no jornal de domingo,
O jovem é caça, o futuro é algo,
Mas a revolta fermenta no copo de pinga.
A paz é utopia quando a guerra é concreta,
Mas a fé tece redes onde o Estado some,
Nas vielas, a glória brota na esquina aberta,
E o sangue seco grita: "Nossa voz não some!"
Sangue seco na terra, mas a luta não seca,
A favela é raiz, não tem medo de trator,
Cada passo no beco é uma semente na terra,
E o grito do morro ecoa: "Amanhã vai ser maior!"
(O vento leva o verso, a quebrada não esquece,
No sangue seco, a história insiste em doer.
Mas enquanto houver chão, o povo pé-no-chão reescreve
O amanhã com as mãos — pra quebrar o que vier.)
FANTI MC
O coração não sente
Ele se corrói.
As lágrimas desaparecem
Trocadas por sangue
Cortes fervem
Em uma doce agonia.
sangue paradise
Estava pensando...
O que é real?
estamos apenas sonhando,
ou vivendo o Atual?
será que tenho mesmo voz?
será que meus olhos enxergam tudo?
será que aqui estou existindo?
Será que... os Humanos... nós somos nós?
já alucino de pensar,
esse não é meu maior sonho...
nem sei mais do que tô falando,
isso só me faz cansar...
Eu perguntei demais....
esse era meu maior pesadelo,
não posso Vencê-lo,
A morte me deseja mais.
Calma! deixa eu explicar!
não é necessario me matar...
Ah... tarde demais agora...
a faca agora me consola.
Esperança e Otimismo compõem o sangue que corre nas minhas veias e artérias, abastecidos da mais pura, consistente e insistente fé raciocinada
Estrelas que me lembram
Trago no sangue o ferro
que já foi coração de planeta.
E há, na minha espinha,
o cansaço milenar das galáxias.
Não nasci hoje.
Nasci quando Deus ainda aprendia
a escrever luz nos espaços.
Sou poeira antiga,
com nome recente.
Memória estelar em movimento —
não de um astro,
mas do instante em que o amor
acendeu o primeiro fogo.
O imediato me fere,
como quem tenta cortar o infinito
com o fio cego da pressa.
Há milênios dentro de mim.
Olho o eterno
porque só ele me reconhece.
Se vires sangue nas minhas letras
Podes crer...
É porque estou a escrever com o coração
Eu vivo escrevendo
Ideias incontroláveis
Pela minha mente
Hoje eu só te vejo...
Apenas em fotografias
Lembrando do que falávamos
Ideias todo dia
As nossas promessas
Foram escritas A beira-mar
Até a onda mais pequenas
Foram suficiente pra apagar-lhes
Nunca mais irei escrever
Se não for pra tu leres
Nunca mais irei escrever
Se não for pra mexer com
Os seus sentimentos
Eu escrevo enquanto chove
Não é mera coincidência
É o céu chorando comigo
Entre o sangue que jorrava da minha alma e o fogo que ardia em meu espírito, vi meu próprio rosto na guerra interior.
sangue e lápis
asas da liberdade
entre linhas
algo que poucos
podem captar
perdi-me e me refiz
em refúgio abstrato,
disforme.
depois que te conheci,
ó Poesia,
ganhei forma no caos
que era meu rosto
torto.
meu eu-lírico
tornou-se
meu sangue,
meu respirar,
meu garfo.
dou corpo à dor,
a entalho—
para que ela
encontre o cinzel
e ali morra.
me dissolvo na escrita;
morro no papel
para renascer em cada linha.
se um dia eu calar,
morremos juntos:
verso e peito.
entre escrever e alívio,
escolhi sangrar.
quem escreve pra curar
continua doente.
Sangue se cobra e se paga com sangue. Amor, zelo, raiva, inveja, todos têm seus preços. Na vida, tudo que tem valor requer um pagamento, tudo precisa de seu sustento. No comércio da vida, o próprio caminho cobra seu preço. De uma forma ou de outra, ninguém sai devendo, mas alguns pagam preços altos e dolorosos. Por isso, sempre grata, Esú traz, e ele mesmo leva.
"A criatividade está no sangue de cada gente do Brasil,
População que tem que ser estudada, de um a mil"
Almas Gêmeas
A minha irmã querida,
Que amo além da vida,
Não de sangue,
Mas, se precisar te dou o meu,
Te amo mais que a vida,
Minha irmã querida,
Meus dias todos contigo,
São sempre mais floridos,
E até nos dias nublados ou frios,
Ou quando olhando para o lado,
Só o vento e calafrios,
Você sempre esteve lá,
Seja,
Para rir,
Seja,
Para me salvar..
Te amo amiga que hoje chamo de irmã,
Porque foi-se o tempo que esse tempo passou,
É eterno,
Tão eterno como sou, é e somos.
Pensamentos intrusivos me geram a energia necessária para materializar a minha arte de sangue em poesia e fazer valer a pena esses pequenos momentos da vida que estou vivendo. Pra mim é uma questão de inteligência e sagacidade viver esse extinto de sobrevivência da vida enquanto não vamos para o sono eterno. Essa existência é simplesmente a energia gerando mais energia para a lei do universo continuar sendo essa eterna harmonia e destruição onde os seres vivos mortais estão inseridos e se auto digladiando para se resumir tudo em teorias de vida pós morte ou a inexistência absoluta.
Sangue em Silêncio
Quero rasgar a pele,
abrir fendas onde a alma sangra em segredo.
Cada corte é um grito mudo,
um pacto silencioso com a escuridão que me habita.
Não é só dor física
é o vazio que corrói,
o peso da ausência que não cabe no peito,
é o eco das palavras que nunca chegaram,
das mãos que não seguraram.
Sou terra partida,
fragmentos que caem,
cacos de um ser que não sabe como se recompor.
Na lâmina, encontro a agulha que fura a névoa,
a única verdade tangível neste mundo insano.
O sangue escorre
vermelho, quente, real.
É o meu grito sem voz,
a minha resistência à anestesia da dor sem nome.
Mas mesmo nesse abismo,
há um fio frágil, quase invisível,
que prende o caos ao desejo de existir
uma luta sangrenta, feroz,
entre o desespero e a esperança que insiste.
Grito invisível
Lâmina rasga,
almas despedaçam.
Sangue é silêncio,
dor que não passa.
No corte, a urgência,
no sangue, a prisão.
Corpo em guerra
grito sem voz,
mutilação.
"Nenhuma batalha vence mais que aquela onde se evita o sangue e se planta o perdão. O mundo precisa de mais pontes e menos muros."
"O sangue de Jesus representa a justiça eterna em nosso favor. Sem esse sacrifício, não haveria nenhuma possibilidade de escaparmos no dia do juízo, pois nossa absolvição diante de Deus depende da aceitação de nosso substituto. A nossa resposta ao sacrifício de Cristo determina nossa sentença: se aceitamos, não há condenação, se rejeitamos a condenação
é certa" Justificação para Principiantes, pág. 242.
Ela é linda como aurora boreal,
Como sangue no gelo,
Como uma pintura de Vicente van Gogh,
Que apenas um homem sensível pode entender,
Que pode decifrar os segredos de sua beleza
