Sangra
Palavras dissolvidas
O poeta sangra quando escreve
Uma vertente de verdade
Mesmo quando escurece
Ofuscando a claridade
Palavras de amor
De dor e de saudade
São apenas palavras
Sobrepostas uma á outra
Que sangram sozinhas
No silêncio de suas sílabas
Palavras dissolvidas
No fervor da língua
Que afiada, fere e xinga
E eloquentemente grita
Angra, Sangra?...
Avalanche...
Pedras nos sonhos.
De um paraíso, a outro...
Obs.: Que Deus acolha todas as, nossas, almas...
Rosa
A rosa sangra porque mata, o vermelho que a cobre nunca a pertenceu;
A rosa pintou-se frágil, mas fere sem piedade.
Esta rosa já não é mais uma flor, seu aroma perdeu com cheiro de dor, trocou seu brilho, apenas sombra restou.
Agora rosa sem amor é rosa sem cor!
A natureza é sábia...
Não reage aos golpes do machado que a sangra,
A perversidade do motosserra que a dissipa...
Permitindo ser convertida em carvão, móveis... Cinzas...
A natureza é humilde...
Se curva ante a ignorância do homem
E se entrega ao holocausto...
Consentindo ser reduzida com a extinção de espécies...
Para que o agressor cientifique
Que a cada dia reduz o seu oxigênio, a água que mata sua sede...
... Eleva a temperatura...
Tornando-se mais difícil ostentar a vida no planeta terra.
A natureza é serena...
Não se esbraveja aos roncos dos motores das máquinas
que a tritura, a arranca pela raiz...
Preenchendo o seu espaço com hidrelétricas, plantações, pastagens... Cidades...
A natureza é cordeira...
Pois mesmo agredida, suprimida em míseras reservas
Não pede socorro, implora clemência...
... Para que a sua dor sensibilize a raça humana...
Mas a natureza tem as suas leis...
E é implacável quando decreta:
Quando os meus olhos se turbarem
Sob o impacto da última árvore caindo...
Os homens despertarão para assistirem ao passo derradeiro da humanidade.
Nildo Lage
O homem, no ápice da sua ignorância,
Desconhece a importância do viver com sustentabilidade.
Pois a cegueira da ambição o impede de valorizar a vida
Impelindo-o a romper, numa atitude irracional, os limites da natureza.
"O caráter era forte outrora
Agora abatido e recortado sangra.
O querer restabelece e o escuro se vai
A alma dolorida levanta e sorri"
O coração sangra na hora da partida, mas o Senhor Jesus tem o remédio, chamado consolo. A saudade vem, mais que seja de lembranças boas.
Poeta mundano
À cadeira que range,
à carne que sangra,
ao céu que me abrange,
à água da angra.
Canto minha palavra
com vil esforço:
de Deus sou a lavra
e do diabo faço corço.
E o ouro de meus dedos,
como o belo couro de javali,
é pedra para os outros ali.
nele residem meus medos.
Mas se da agua se faz vinho,
pode-se fazer feliz o vizinho.
E com essas palavras,
traço meu caminho.
É impossível sair de um coração sem sangra-lo, mas é totalmente possível tornar as lágrimas dessa dor, combustível para seguir em frente.
"Quanto tempo ainda me resta? Qual o sentido de tudo?
A dor me corrói, me sangra a alma...
Fui um pouco de tudo, agora quase nada.
Caminho por um vale de solidão com os pés machucados.
Há vozes ecoando, há sonhos roubados...
Tento sepultar o que me prende ao passado, mas por torda parte há momentos congelados...perdidos, destorcidos.
Onde eu estou? Como juntar meus pedaços?
O sábio tempo me transformará em pó, me fará indolor...
E eu serei a brisa que tocará o seu rosto".
O amor é dor profunda e amarga sempre sem destino...
com correntes sobre o coração que sangra...
intermitentemente sob sua face fria...
a alma desmorona nas profundezas,
a única virtude foi lacrando a vida...
dentro das labaredas desta paixão.
“Nascendo de mim”
Qual dor é essa que sangra...
Tão transparente em minha face?
Uma espécie de corte na alma!
E não há tempo que passe...
Não quero subir mais às escadas do medo!
Degrau por degrau...
Voltar cansada de tanto correr!
Chegar caindo os cabelos, agarrada a mim mesma.
Uma espécie de loucura e repetições,
Que se definem...
Fico sem ações!
Paraliso as pernas e digo amém...
Não preciso mais acordar...
Como antes desejei!
Preciso tocar minhas mãos...
Segurar minha alma e sentir o vento no rosto!
Ter um pouco mais de calma.
O silêncio da estrada!
É o que sinto pesar... Estou acabando!
Em meios olhares que me fazem chorar...
Estou rasgando a nado os rios que me afogam,
E morro em mim mesma, nascendo!
07/2016
https://www.facebook.com/VidaAires/
Publicado na página @Vida Poética no mês 07/2016
Depois de todo sofrimento que vivi, não morri, estou aqui e bem mais forte, a ferida ainda sangra e sei que será eterno, mas aprendi a sobreviver e valorizar quem realmente merece, quem esteve ao meu lado quando precisei, quem chorou comigo, quem suportou a minha dor e secou as minhas lágrimas.
E aqueles que acharam que era meu fim, saiba que estou de pé e cheia de fé!
Hoje tudo dói
As lágrimas pesam
A caneta chora no papel
O coração sangra
As palavras entristecem
Cores que escurecem
Mas amanhã quem sabe,,,,,sonhos acontecem!
Sergio Fornasari
Ele sangra
Mas mesmo assim é belo
Ele chora, mas consegui sorrir
Ele se doa
E não tem medo de ser feliz
Sobrevive
Sobrevive em meio a guerra
A durezas que a vida lhe impõe
Mantem-se firme
Desbravador por natureza
Não teme o perigo
E na primeira oportunidade
Está ele lá
Aberto para amar outra vez.
Poetisa
IsleneSouzaLeite
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