Sai
Faça dieta! Regule o que sai de dentro da sua boca tanto quanto tem se preocupado com o que entra. Sabe aquela famosa frase de que você é o que você come? Quando o que sai de nós só causa danos, precisamos questionar o que tem alimentado a nossa alma. Somos um ser integral, precisamos de alimento físico, mas não nos esqueçamos do alimento espiritual, que deve ser diário para você se manter saudável!
Destino
Desatino
Sai do prumo
Não tem sentido
É confuso
Não entendo
Sigo o rumo
Um fio de linha
nos é dado
Lá no início
Ainda pequenino
Não somos
costureiros
Nem bordar
sabemos direito!
A vida ensina
tal profissão
Sem remuneração
Predestinação
Usamos a intuição
E tecemos
com a própria mão
Destino
Desatino
Sai do prumo
Não tem sentido
É confuso
Não entendo
Sigo o rumo
Destino
Vai traçando
Entrelaçando
Cruzando
Marcando
A vida
Até o fim da linha
Apressado, sai do prédio deixando o portão bater sozinho, ainda ajeitando a camisa por dentro da calça enquanto ligeiramente caminha.
Aperta o passo, não há tempo nem para olhar para os lados, apenas baixa os olhos para seu Tissot folgado no pulso esquerdo... A cada trinta segundos.
Dezembro, céu de brigadeiro, o sol a pino de quase meio dia faz grudar o tecido da camisa as suas costas. Sua fotofobia lhe faz apertar olhos protegendo-os da luz diurna; continua seu trote, não há tempo para procurar seu Rayban Clubmaster em meio à bagunça de papeis, livros, cédulas amassadas, moedas e dois maços de Marlboro em sua bolsa carteiro de couro.
Sinal vermelho, para bruscamente na calçada olhando o semáforo com a mão a frente da testa fazendo sombra aos olhos, não vê nitidamente as cores, baixa a cabeça correndo mais uma vez os olhos ao relógio, mas nota o cadarço desamarrado de seu velho tênis preferido e bem gasto por sua pisada pronada. Articulando num reflexo mental o movimento de como se abaixar rapidamente para amarar seu cadarço, ouve os sons da aceleração dos carros; sinal verde, não há tempo, continua seus ligeiros passos. Incomodado e pisando cautelosamente, agora sente seu tênis frouxo no pé.
A pisada manca lhe faz perder segundos preciosos, sua ira se aflora por estar em cima da hora e ter de desacelerar par dar passagem a uma senhora e seus três poodles negros, que encabrestados em suas guias tomam a calçada. Mais á frente, quatro idosos lado a lado caminham em passos letárgicos na inversão proporcional de sua pressa; em meio aos carros invade a pista, ultrapassa os anciãos e volta à calçada, um skatista vem em sua direção, incólume desvia mais uma vez.
Os batimentos já acelerados, respiração ofegante, rosto tomado em suor e metade da camisa molhada por fora da calça fazem esquecer-se do cadarço tocando o chão; seus passos rápidos se transformam num ritmo fundista embora sem sincronia; correndo variando os ritmos, desviando dos vendedores de eletrônicos, do carrinho de mão do fruteiro e do guardador de carros que monitora a vaga; esbarra no entregador de papeis com anúncios de compra de ouro, apenas acena discretamente o pedido de desculpas.
Não bate um vento, apenas o clima seco e sensação térmica de 46 graus; parado novamente no sinal, que acabara de avermelhar para o pedestre, encontra a lacuna do tempo para amarrar o cadarço, abaixa-se e assim o faz, ergue os olhos e avista a portaria do edifício do outro lado da rua na qual fará sua entrevista de emprego; assim que os carros param, ele segue desbravando seus últimos metros antes de cruzar a portaria espelhada e moderna.
Ainda com pisadas fortes adentra o edifício, sem muitas dificuldades se apresenta para a recepcionista no lobby central; corre para a porta do elevador que está parado no vigésimo terceiro andar; toca o indicador aceleradamente e renitente o botão para subir. Entre a contagem dos andares no visor eletrônico na parede e os olhos no relógio, sua ansiedade faz dos segundos virarem uma interminável espera.
Abrem-se as portas do elevador, sozinho ele entra, retira a anotação do endereço do bolso da camisa e diz o andar para o ascensorista; no segundo andar o elevador para, não há ninguém a espera; somente com a cabeça para fora o ascensorista anuncia a subida. Ninguém.
No monitor interno do elevador, informa as condições climáticas do dia, da hora e data.
Em seu primeiro momento de entretenimento, olhando a tela, o jovem apressado repara que de acordo com a hora do monitor, está adiantado quarenta minutos, olha seu relógio novamente; incrédulo consulta as horas ao ascensorista que lhe confere com as do monitor.
Soltando o ar dos pulmões num alivio imediato, vidra seus olhos mais uma vez ao monitor, sua pupila corre a tela até parar na data. Num estalo temporal busca sua anotação agora no bolso da calça.
Tomado de cólera solta três palavrões seguidos ao constatar que sua entrevista é no dia seguinte.
Pq meu coração estremesse e um fogo dele sai...uma dor enorme não sei dizer...
Uma vontade enorme de correr para seus braços...
E te beijar a beira da praia até o sol se pôr
E me aninhar em teus amassos...e sorrir até sentir dor...e chorar a despedida de não te ver de novo...
Por que te amo mais q tudo nessa terra...te amo...te amo.. te amo
Escuta :
Quando alguém ignora o que sai da su'alma
ofertada com puro amor ...
É porque tudo acabou !
Chega uma hora que precisamos
nos priorizar e nos auto amar
Se alguém não te olhas como anseias ...
Não insista ... Siga !
Sempre haverá outras pessoas que irão
lhe sorrir , te abraçar e fazer questão de te amar .
Nunca duvide disso!
Lembre-se sempre:
O barco só pode navegar sereno e manso
conforme a direção do vento !
Nunca force e nem mendigue por
alheio sentimento !
Tu tens tuas virtudes e teu devido valor .
Ah, Se Ame !
A melhor prece é a que sai do coração daquele que já entendeu o que o AMOR significa, mesmo que ainda se saiba limitado na sua capacidade de amar.
Era primavera
26º graus
quando você me deixou
e eu continuo não entendendo
se fui eu que sai ganhando
ou você que saiu perdendo
Ah! ...
...Se pudesse
Saí às ruas
Pichar os muros
Com versos.
Contagiar
A alma
Daqueles
Que por covardia
Esconde-se
Não pinta o mundo
Com cores vivas
Nem descreve
Numa tela
A poesia da vida.
Deixando o medo
Ter tanto efeito
Que nem cabe
Num embrulho
Mal feito.
E se afunda
No abismo
Dos sonhos adormecidos
Em passados esquecidos...
Nós realmente dividimos quando algo importante sai de nós, não querer ter filhos é dividir tudo o que temos com qualquer pessoa, mas esquecer que o mais importante a ser dividido deixou de nascer, os filhos.
Não tenho pai
Meu pai me disse um dia
e esta coisa não me sai:
“não sei se ajo certo
como amigo de um rapaz
ou devo ser mais sério,
eu nunca tive pai.”
Não vejo a magia:
se todos são “normais”
briga, não brinca, “boa noite” “bom dia”
todos formais;
no tratar de assuntos, grana, carro, mulher
que passa na rua, meu pai
somos dois imorais.
Te digo neste dia:
não aprenderá jamais
se tu não percebeu
não é assim que faz
porque inventaste um novo amor,
vai muito além de pai.
E quando o sol, sai de manhã não se sabe se você o verá novamente. Então aproveite a vista em quanto pode.
Se das mil palavras que falei, você notou o meu olhar, eu saí vencendo! Se de um olhar, você notou minhas mil palavras, não passaremos da cama!
Sou mulher de olhar os fatos e ordenar sequencialmente as soluções. Respostas para as perguntas. Saídas nos casos mais desesperados. Mas dessa vez eu me sento na calçada sozinha, viro a bebida, esfrego o braço para secar a boca enquanto continuo segurando a garrafa fielmente. Ando cheirando a álcool, mofo, lágrimas ainda úmidas. Estilo caminhoneiro de filme mexicano independente sabe? Sei que sabe, você sempre odiava quando eu insistia em assistir os mesmos. Fico batendo a cabeça na parede, falando coisas sentimentais, choramingando pra essa eu que me olha de dentro do espelho. No fundo, se quer saber, nem sei mais o que ainda existe. Sei que eu gosto de fazer isso, essa aparência de madalena sofredora me faz ver o quanto eu mereço por um batom vermelho, um salto alto, um sorriso na boca e ir enfrentar teus olhos e de todos os outros. Desse jeito mesmo, do jeito que você se acostumou a me conhecer, como essa mulher que não se dói por coisas pequenas. Não que você saiba.
