Sai
Mesmo quando o sol não sai
e os caminhos das nuvens
nos levam a dias nublados,
ainda assim é uma beleza sem par.
Ver a chuva reavivando as plantas,
limpando e purificando o ar
e ouvir o som dos pingos no telhado.
"VIAJEI SEM SAIR DO LUGAR"
Viajei sem sai do lugar lembrando o toque de suas mãos sua pele na minha encosta
Me senti nas nuvens ao seus lábios beijar
Sentir meu corpo arrepiar
Um frio de nervosismo a me tomar
Euforia, alegria, prazer não sei como explicar
Mais sempre com receio de te decepcionar
Expectativa criamos meio a uma fantasia
Viajem essa qual não quero retornar
Filho, ser amado que mesmo sendo pedaço da gente, sai andando, saltitando em busca de novos mares. O desejo de navegar, veio agregado a ele, desejo de viver e conhecer o tudo... tão distante dos meus olhos. Então, somos acometidos de um desejo, às vezes tolo, de abrir o mundo, rasgar todas as fronteiras e revelar a todo o universo, tamanha beleza contida naquele ser indefeso, que é parte NOSSA. O sentimento em mim presente, é bem próximo. Desejo dividir e espero que a leitura deste, desperte em você algumas luzes, sinais resplandecentes, e que principalmente desconstrua dentro de você, ideias rígidas e preestabelecidas que o mundo violentamente implantou em você, arraigou ideologias e assim fechou os olhos seus.
Se o traçado sai da linha.
Aproveite as entrelinhas.
Se o poema saiu da rima.
Encontre outra, não se deprima.
Cave mais fundo na sua mina.
Continue sua obra-prima.
Vatapá do Cerrado
Um dia ele chegou e disse:
— Acabou! Não volto mais.
Saí da caixa das comodidades e perguntei:
— Por quê?
Ele disse:
— Não sei, falta... Tempero.
Saí depenada na partilha, minha única herança:
Um velho livro de receitas.
Mas havia um sentido ao acontecido:
Casa dividida
Filhos partindo
Amigos indecisos
Família desconfiada
E eu sozinha...
...e o pior, ser acusada de ser sem tempero!
Realmente, naquele lugar, não havia espaço para que eu pudesse descarnar minha alma e retemperar minha vida.
Passei pelo quarto de minha AVÓ, que disse:
— Tenha fé! Se tivesse pernas lhe acompanharia.
Parti.
De lembranças: mudas de alecrim, coentro, manjericão, ora-pro-nobis.
Talvez a outra fosse assim:
Com a boca besuntada de manteiga de cacau, escorrendo ignorância, pele cor de açafrão de tanto vadiar ao sol, cabelos negros como tinta de lula.
Mas...
Eu tinha as faces cor de pimenta rosa e um modo de fazer diferente.
Precisava remexer e fazer um VATAPÁ e mostrar a todos que o amanhã é outro dia.
Desossei uma galinha, desfiei sua carne e modifiquei meu "penteado".
Coloquei um quilo de camarão, imaginando que o mar é grande...
Deitei azeite de dendê em abundância para lustrar meu ego.
Despejei leite de coco, pensando que o vento no coqueiral, vira a qualquer hora.
Apertei os tomates maduros para que não sangrassem antes da hora.
Piquei e chorei junto às cebolas e acreditei que elas exorcizam o ambiente.
Com parcimônia no sal (à gosto) e acreditei em Deus e na criação.
Usei alho em lâminas para espantar a inveja
Salsas e cebolinhas trituradas para dizer que tenho tempero.
Abracei a azeitona para dar um toque aveludado à vida
Troquei... era hora... o amendoim dominado pela suavidade do baru do cerrado e acreditei no equilíbrio do sabor.
Retemperei e acreditei na receita, estava tudo pronto... mesa posta e farinha de mandioca para engrossar minha intuição.
Cansada, eu agora, precisava de um banho, de um mergulho. No quintal uma banheira jazia também abandonada.
Lustrei vida nova a ela. Forrei com alecrim para perfumar meu corpo.
Cerrei as vistas de curiosos, com lençóis, para que não criticassem minha nudez e filtrassem somente bons ventos;
Mergulhei!
E foi assim: era fim de outono, as folhas caíram na virada da tarde.
Pétalas coloridas inundaram a banheira e eu me senti importante com tantos confetes!
Na verdade, ele me perdeu, o tempo avisou que as folhas velhas cairiam, dando lugar às folhas verdejantes e elas inundaram a banheira. E eu cheirando a alecrim, engatei uma nova estação e pensei:
“Amor requentado
amigo reconciliado
nunca dão um bom-bocado”
Aceite e acredite na sua receita.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury
Sejamos diretos sem rodeios, o combinado não sai caro, sem mimimis, porque jogador que beija o campo sempre é escalado.
Quem tem medo de errar nunca sai do lugar, o que já é um grave erro!
Então erre logo! Erre o quanto antes. Erre buscando e focando no acerto!
Saudades do Rio pulsando em meu coração
Melodias de samba da mais linda tradição
Já não se sai mais nenhum som das duras cordas do violão
Vou pedir para o criador devolver minha paixão
Meu amor, não me dê mais lamento
Não me abandones mais
Fique no meu pensamento
Devolva-me seu ar
Preciso continuar a viver
Preciso respirar
Me devolva a alegria carioca..
É difícil determinar a linha entre ser agradável e não ferir as pessoas, sempre alguém sai perdendo.
"Carro novo perde o valor quando sai da concessionária", todo mundo fala, ninguém ouviu. Lute por coisas que tragam valor a sua vida ao invés de lutar por coisas que tenham valor. Não é um chamado para sermos todos eremitas, mas para darmos verdadeiro valor as coisas, para que ninguém perca a sua vida na luta vã por aquilo que corrói.
Já notou que nem tudo sai como a gente espera. Isto em todos os aspectos na vida pessoal na vida profissional. Mas temos que conformar. A vida e uma eterna ilusão. A ilusão e os sonhos que dão ânimos para viver esta vida atribulada. Vamos vivendo ate quando Deus quiser.
