Rústico
" Almas navegantes "
Nenhum mar é grande demais para o que ficou, nem o tempo é capaz de apagar o que a vida uniu.
Valeu a pena cada porto que o teu amor tocou, cada brisa mansa que no peito insistiu.
Te deixo em terra firme, sob a luz do sol,
com a certeza de que o nosso laço não se desfaz.
Fomos o farol um do outro, o mais lindo por do sol, e o que vivemos me preenche e me traz paz.
Mas não pense que esta despedida é o fim nesse cais, pois o amor verdadeiro não se perde na imensidão dos mares.
Eu navegarei por esta vida, olhando os temporais,
guardando o teu rastro gravado no coração.
E juro, por cada estrela que guia o meu veleiro,
que farei de tudo para cruzar o teu caminho outra vez.
E na próxima reencarnação, serei o teu viajante primeiro,
para reviver, no tempo certo, tudo o que o destino nos permitir.
Até lá, viva, ame e me deixe navegar,
com a promessa eterna de que minha alma vai te reencontrar!
A felicidade de quem busca popularidade depende de curtidas e aceitação dos outros.
A felicidade do simples depende apenas de viver a vida como ela É.
Não se aprisione no passado, as pessoas que viveram bons momentos com você no passado não estão mais lá, todos vivem um novo tempo.
Segunda Feira,
Para os fracos; Dia mundial da Preguiça,
Para uma pessoa de sucesso;
Oportunidade de um novo Recomeço.
Eu gosto quando as pessoas me acham rústico, meio agressivo. Porque é a oportunidade de mostrar que nunca se julga um livro pela capa.
(Rob)
É quando penso em mim
E começo a escrever
Que percebo ser assim
Rústico ao mundo sem querer
Mesmo rígido percebo
Que existem borboletas no meu peito
Que se debatem pra sair
E rígido que sou digo, fica aí
Não quero que vejam
Não é tempo de permitir
A qualquer momento elas podem me arruinar
ao sair, todo o mundo verá
além das minhas qualidades
junto a elas meus defeitos
Existem borboletas no meu peito
Trago fumaça para acalmar
De noite banho com whisky
E diminui o debater do meu peito
Se acalma me deixando dormir
Amar é esplêndido, às vezes doloroso, às vezes doce como um som de uma melodia, rústico como um sabor cítrico, louco como uma história de amor, alta como uma onda, morta como um passado triste ou um futuro feliz, solta como uma pedra no abismo, aventureiro como viajar para lugares desertos. Sigo feliz com os pensamentos livres, amando a mim mesma, pois sou quem sou, livre como um pássaro, mas amada pelo rei.
Sou do campo _ da cidade
Sou do rústico _ da vaidade
De dia vejo caminhos
De noite vejo luar
Ali... Vaga _ lumes
Borboletas acolá.
Posso não ser flor de jardim
A vida me fez assim
Cacto cheio de espinho
Me reencontrarei um dia...
Andando pelo caminho.
Elane Chaves
Tudo que é sublime e rústico traz nas suas curvas os traços poéticos necessários para a inspiração e a construção de uma obra de arte.
Tomates-cereja embebidos no azeite de oliva, mussarela de búfala, uma fina fatia de pão rústico de centeio, folhas de manjericão fresco e uma taça de vinho tinto, talvez um Chianti!
Nada poderia ter sido mais saboroso naquele almoço ao ar livre, na praça central de Siena (IT)! Cercados de gente e sons de várias etnias, absorvíamos o dia com vagar, para não perder nada.
Muitas vezes faço esse almoço leve para relembrar aquele dia especial que, com frequência, me traz à memória o perfume dos ciprestes e o calor do sol morno em um dia de outono na Toscana.
Não me julgue pela capa... sou um livro rústico. No que se refere a caráter, minhas páginas têm conteúdo. É só prestar atenção no sentido de cada frase... neste livro que é a minha vida... não tem nada a esconder... as histórias são reais. Se gostar do livro, leia... se não gostar não abra. Quem julga pelas aparências corre o risco de nunca conhecer o seu interior...
Bodega
Às vezes, no rústico balcão
de velha tábua enegrecida
o tempo parava…
Às vezes, o vento passava
e o papel de embrulho acenava
convidando o cliente
a absorver o aroma
pungente de couro curtido
que se irradiava no ar…
Só a velha balança parada
com os pratos vazios
ponderava o que havia
de sabor no denso langor
de algo invisível a indicar
que a tarde se dissipava
pesarosa a chorar…
E quando vinha freguês
Antonio, Maria ou João
de caderneta na mão
fiava o açúcar, a farinha,
num embrulho feito com arte
com dedos magros da mão
de um bodegueiro artesão!
Ser ogro pode ser um privilégio; não sou tão rústico como deveria, nem tão requintado como poderia... Entre uma coisa e outra prefiro trair o requinte, que por sua imensa vaidade; cria um suave movimento empático de destruição.
A fixação é um horizonte longínquo, rústico e usurpador, uma harmonia de contrários, um foco autossuficiente, visualizador de si e só, cuidado com a direção dos seus olhos.
