Rústico
Meu desejo
O bom seria deixar meu corpo, escrever no teu corpo,
um poema cujo os anjos fossem obrigados a desacelerar o tempo,
para observarem nós dois dando cordas ao relógio do mundo,
deixando gravado na história,
como se adora o que de fato deseja.
Desejos
Confesso que gostaria de sentir a textura e a macieis da sua pele,
ter o privilégio de sentir teu cheiro,
no mesmo instante em que estivesse beijando sua boca, até aquecer o teu corpo por inteiro, de forma nunca antes tocada,
até que você me permita explorar sua intimidade sem pressa,
até que você consiga atingir o ápice da carícia entregando na minha boca, o seu néctar da vida!
O Fluxo do Destino
Sou água de rio em direção ao mar, não faço retorno,
não sei recuar.
O leito que sigo é o que o tempo desenha,
não há correnteza que me detenha.
Eu sigo em frente, constante e valente, trilhando o destino que me faz semente.
Não carrego a mágoa,
nem peso, nem dor, de quem escolheu me negar seu amor.
Se o livre arbítrio do outro partiu, a água aceitou o que o vento pediu,
assim eu abençôo a partida, desato esse nó, pois rio que para vira lagoa e só.
Mas trago comigo, na linha do peito, o livre arbítrio que herdei por direito, e levo à risca a lição que aprendi.
Não caibo em migalhas, nunca me perdi, não me diminuo, não dobro o meu ser, no mundo de quem não me soube acolher.
Deságuo na vida,
inteira e sem fim,
o mar é o limite que pulsa em mim!
Soberania das Águas
Sou água de rio em direção ao mar, não conheço o retorno, recuso o parar.
Abro o meu leito na rocha e na mente, não faço curva que me jogue para trás,
eu sigo em frente, trilho o meu destino com força imperiosa.
Minha jornada é livre, exata e grandiosa, não carrego a mágoa, esse peso infundado, de quem usou o livre arbítrio e me deixou no passado.
Quem não me quis,
exerceu sua escolha e partiu, mas a minha correnteza não recuou, apenas fluiu.
Não há espaço para o rancor onde transborda o poder,
eu abençoo o adeus de quem não soube me reter,
mas levo à risca, como lei absoluta e sagrada,O
o meu livre arbítrio na terra moldada.
Não me diminuo, não me curvo, não dobro o meu ser, para caber no mundo de quem tem medo de crescer.
Se o espaço é pequeno,
eu sigo o meu curso profundo, não nasci para ser moldura do mundo de ninguém.
Deságuo imenso, dono do meu próprio fim,
pois o mar é o único limite que habita em mim!
Poesia e papel
É um dom maravilhoso permitir que a alma se expresse dessa forma poética,
e colocar os pensamentos no papel,
é uma das maneiras mais bonitas de eternizar o que sentimos.
Ao meu ver, a poesia tem essa magia única de traduzir o invisível e intransponível,
através de uma linha tênue,
entre a imaginação a caneta e o papel!
A felicidade de quem busca popularidade depende de curtidas e aceitação dos outros.
A felicidade do simples depende apenas de viver a vida como ela É.
Não se aprisione no passado, as pessoas que viveram bons momentos com você no passado não estão mais lá, todos vivem um novo tempo.
Segunda Feira,
Para os fracos; Dia mundial da Preguiça,
Para uma pessoa de sucesso;
Oportunidade de um novo Recomeço.
Eu gosto quando as pessoas me acham rústico, meio agressivo. Porque é a oportunidade de mostrar que nunca se julga um livro pela capa.
(Rob)
É quando penso em mim
E começo a escrever
Que percebo ser assim
Rústico ao mundo sem querer
Mesmo rígido percebo
Que existem borboletas no meu peito
Que se debatem pra sair
E rígido que sou digo, fica aí
Não quero que vejam
Não é tempo de permitir
A qualquer momento elas podem me arruinar
ao sair, todo o mundo verá
além das minhas qualidades
junto a elas meus defeitos
Existem borboletas no meu peito
Trago fumaça para acalmar
De noite banho com whisky
E diminui o debater do meu peito
Se acalma me deixando dormir
Amar é esplêndido, às vezes doloroso, às vezes doce como um som de uma melodia, rústico como um sabor cítrico, louco como uma história de amor, alta como uma onda, morta como um passado triste ou um futuro feliz, solta como uma pedra no abismo, aventureiro como viajar para lugares desertos. Sigo feliz com os pensamentos livres, amando a mim mesma, pois sou quem sou, livre como um pássaro, mas amada pelo rei.
Sou do campo _ da cidade
Sou do rústico _ da vaidade
De dia vejo caminhos
De noite vejo luar
Ali... Vaga _ lumes
Borboletas acolá.
Posso não ser flor de jardim
A vida me fez assim
Cacto cheio de espinho
Me reencontrarei um dia...
Andando pelo caminho.
Elane Chaves
Tudo que é sublime e rústico traz nas suas curvas os traços poéticos necessários para a inspiração e a construção de uma obra de arte.
Tomates-cereja embebidos no azeite de oliva, mussarela de búfala, uma fina fatia de pão rústico de centeio, folhas de manjericão fresco e uma taça de vinho tinto, talvez um Chianti!
Nada poderia ter sido mais saboroso naquele almoço ao ar livre, na praça central de Siena (IT)! Cercados de gente e sons de várias etnias, absorvíamos o dia com vagar, para não perder nada.
Muitas vezes faço esse almoço leve para relembrar aquele dia especial que, com frequência, me traz à memória o perfume dos ciprestes e o calor do sol morno em um dia de outono na Toscana.
Não me julgue pela capa... sou um livro rústico. No que se refere a caráter, minhas páginas têm conteúdo. É só prestar atenção no sentido de cada frase... neste livro que é a minha vida... não tem nada a esconder... as histórias são reais. Se gostar do livro, leia... se não gostar não abra. Quem julga pelas aparências corre o risco de nunca conhecer o seu interior...
Bodega
Às vezes, no rústico balcão
de velha tábua enegrecida
o tempo parava…
Às vezes, o vento passava
e o papel de embrulho acenava
convidando o cliente
a absorver o aroma
pungente de couro curtido
que se irradiava no ar…
Só a velha balança parada
com os pratos vazios
ponderava o que havia
de sabor no denso langor
de algo invisível a indicar
que a tarde se dissipava
pesarosa a chorar…
E quando vinha freguês
Antonio, Maria ou João
de caderneta na mão
fiava o açúcar, a farinha,
num embrulho feito com arte
com dedos magros da mão
de um bodegueiro artesão!
