Existem livros que são divisores de águas em nossas vidas. Após lê-los, nunca mais enxergaremos o mundo com os mesmos olhos!

Confira algumas das obras mais impactantes da literatura mundial e que, com absoluta certeza, te farão refletir profundamente sobre muitas questões.

1. A Condição Humana, de Hannah Arendt

A Condição Humana

Viver é um ato político. Por isso, a obra de Arendt ganha o status de “obrigatória” para todas as pessoas que desejam entender como se adequar aos diferentes tipos de “esferas” da sociedade.

Em “A Condição Humana”, Arendt também constrói um histórico sobre o desenvolvimento da existência humana no mundo ao longo dos séculos, desde a Grécia Antiga até a Europa Moderna.

Você nunca mais verá a sociedade com os mesmos olhos…

Quando a bondade se mostra abertamente já não é bondade, embora possa ainda ser útil como caridade organizada ou como ato de solidariedade.

Hannah Arendt

2. O Mundo Assombrado pelos Demônios, de Carl Sagan

O Mundo Assombrado pelos Demônios

Sagan é uma verdadeira fonte de conhecimentos!

Neste livro, o cientista norte-americano apresenta uma análise sobre os mais variados temas relacionados com a diferença entre a ciência e a pseudociência, criando relações entre a razão científica e as superstições populares.

O principal propósito de Sagan com “O Mundo Assombrado pelos Demônios” é apresentar e estimular o uso do método científico entre os leigos, encorajando as pessoas a procurarem ser mais críticas e céticas.

Porque os adultos têm de fingir onisciência diante de crianças de seis anos é algo que nunca vou compreender. O que há de errado em admitir que não sabemos alguma coisa? A nossa auto-estima é assim tão frágil?

Carl Sagan (O Mundo Assombrado pelos Demônios)

3. O Diário de Anne Frank, de Anne Frank

O Diário de Anne Frank

Um dos relatos mais emocionantes e icônicos sobre o impacto que a perseguição nazista contra os judeus provocou na vida de uma adolescente de 15 anos: Anne Frank.

Em forma de diário, Anne narra todas as dificuldades e sofrimentos que a sua família teve que enfrentar para conseguir sobreviver ao Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial.

Em meio a tantas tragédias, os sonhos e esperanças de Anne Frank permanecem sempre presentes em seu diário. Este, com certeza, precisa ser o seu livro de cabeceira em algum momento da vida!

Quero amigos, não admiradores. Pessoas que me respeitem pelo caráter e pelo que faço, não pelo sorriso encantador. O círculo ao meu redor seria bem menor, mas o que importa, desde que fosse composto por gente sincera?

Anne Frank (O Diário de Anne Frank)

4. Extraordinário, de R.J Palacio

Extraordinário

Sempre ouvimos que devemos “saber lidar com as diferenças”, certo? Mas, você já parou para refletir sobre o que isso significa?

Em “Extraordinário” somos apresentados ao pequeno August “Auggie” Pullman, um menino que nasceu com uma doença rara, responsável por provocar diversas deformidades em seu rosto.

Quando Auggie começa a frequentar a escola pela primeira vez, somos confrontados com as dificuldades que sente em conseguir se adaptar e fazer amigos…

Prepare os lenços de papel, pois em “Extraordinário” o que não faltam são cenas comoventes para te ajudar a pensar sobre como o significado da vida pode ser mais profundo do que você julgava.

Carregamos dentro de nós as coisas extraordinárias que procuramos à nossa volta.

R. J. Palacio (Extraordinário)

Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo.

R. J. Palacio (Extraordinário)

5. Vidas Secas, de Graciliano Ramos

Vidas Secas

Considerado um ícone da literatura modernista e regionalista brasileira, Graciliano Ramos retrata a miséria do sertão nordestino durante os primeiros anos do século XX, assim como o poder da opressão e exploração política sobre o povo local.

Esta obra ficou marcada pela sua “secura” de adjetivos, que faz com que o leitor consiga sentir a aridez e constante apreensão vivida pelos personagens.

Admirava as palavras compridas e difíceis da gente da cidade, tentava reproduzir algumas, em vão, mas sabia que elas eram inúteis, e talvez perigosas.

Graciliano Ramos (Vidas Secas)

6. Ratos e Homens, de John Steinbeck

Ratos e Homens

Um clássico de Steinbeck que, além de apresentar o comportamento humano perante o desejo de lutar por seus sonhos, também nos mostra, de modo particular, o amor fraternal que caracteriza as verdadeiras amizades.

George e Lennie são dois personagens difíceis de esquecer e, com certeza, te acompanharão por toda a vida!

Um homem precisa de alguém, alguém que esteja perto. Uma pessoa fica louca quando não tem ninguém. Não importa quem seja o outro, desde que esteja acompanhada. Eu lhe digo – gritou-lhe – eu lhe digo que uma pessoa sente-se tão só que até fica doente.

John Steinbeck (Ratos e Homens)

7. 1984, de George Orwell

1984

Um clássico distópico de 1949, mas que se torna cada vez mais atual com o passar dos anos! Esta deveria ser uma leitura obrigatória para todos os seres humanos!

Após ler 1984 você irá perceber que conceitos aparentemente surreais como a “Novilíngua” ou a existência de um “Grande Irmão”, na verdade (e assustadoramente) existem no mundo contemporâneo!

Para quem não sabe, a “Novilíngua” é uma ideia proposta no livro como um idioma criado pelo Governo para eliminar o maior número possível de palavras. Desta forma, a população fica privada de termos para construir argumentos contra o próprio governo. Bizarro, não?

Depois de 1984 seus olhos estarão muito mais atentos a vigilância do “Grande Irmão”.

Num tempo de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário.

George Orwell (1984)

Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.

George Orwell (1984)

8. A Arte da Guerra, de Sun Tzu

A Arte da Guerra

Este livro foi escrito por volta do século IV a.C, mas continua a ser muito contemporâneo e você já vai entender o motivo!

Sun Tzu foi um famoso estrategista militar e nesta obra o autor desenvolve 13 temas centrais para combater seus inimigos e vencer uma guerra.

Atualmente, todas as dicas e estratégias de Sun Tzu foram adaptadas para o mundo moderno, nas mais diversas áreas, com destaque para os setores de marketing, administração, empreendedorismo e economia.

Aliás, muitos empresários e profissionais de sucesso garantem que o “A Arte da Guerra” serviu como um “divisor de águas” em suas carreiras e até mesmo no modo como lidar com a própria vida!

Aquele que se empenha a resolver as dificuldades resolve-as antes que elas surjam. Aquele que se ultrapassa a vencer os inimigos triunfa antes que as suas ameaças se concretizem.

Sun Tzu

9. A Desobediência Civil, de Henry D. Thoreau

A Desobediência Civil

A filosofia de Thoreau é admirada por ninguém menos que Martin Luther King, Gandhi e Tolstói!

Em “A Desobediência Civil”, o chamado “Pai da Anarquia” apresenta a ideia avançada para a época (1849) de que mais vale o indivíduo viver em paz com a sua própria consciência do que com o governo.

Por este motivo, Thoreau era visto como um “anarquista”, mas na realidade foi o precursor de conceitos como a resistência pacífica e o pensamento ecológico, por exemplo.

Após a leitura deste livro, a visão sobre o seu pensamento e posicionamento político nunca mais será o mesmo!  

Devemos ser homens, em primeiro lugar, e depois súditos. Não é desejável cultivar pela lei o mesmo respeito que cultivamos pelo direito.

Henry D. Thoreau (A Desobediência Civil)

10. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis 

Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis 

O homem que elevou o nível da literatura brasileira não poderia ficar de fora dessa lista! 

Se você tem qualquer tipo de preconceito com livros nacionais, este é o título que vai fazer você ter orgulho de ser brasileiro. 

Começa com a morte e vai até o nascimento, narrado inteiro pelo próprio defunto, Brás Cubas, que conta para gente as peripécias de sua vida. É inteligente, inspirador e engraçado. 

Você vai se surpreender como um livro escrito há mais de 100 anos ainda está sempre na lista dos mais elogiados do mundo. 

Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes.

Machado de Assis (Memórias Póstumas de Brás Cubas) 

11. O Poder do Hábito, de Charles Duhigg 

O poder do hábito

O título parece um pouco óbvio, e para quem não tem afinidade com livros de autoajuda, pode haver aquele leve desconforto no início, mas… Dê uma chance. 

Aquele objetivo que você sempre fica pela metade, a dificuldade de acordar ou chegar no horário, o vício que você se acha incapaz de largar: para Charles Duhigg, tudo é questão de hábito

Milhões de pessoas no mundo estão encantadas com os efeitos deste livro que analisa profundamente o que é um hábito, como mudá-lo, abandoná-lo ou iniciá-lo. Não são simples lições e passos, mas sim uma conversa sincera e interessante que vai revelar uma perspectiva das coisas diferentes de tudo que você já viu. 

Um hábito é uma escolha que em algum momento tomamos deliberadamente, e depois paramos de pensar a respeito. Porém, continuamos fazendo, à vezes todo dia.

Charles Duigg (O Poder do Hábito)

12. Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex

O Holocausto Brasileiro

A palavra holocausto sempre remete aos horrores nazistas da Segunda Guerra, mas você sabia que cerca de 60 mil pessoas morreram no Brasil em um só hospital

Este livro-reportagem retrata a história do Hospital Colônia de Barbacena, um hospital psiquiátrico (ou antigo manicômio), onde as pessoas viviam de forma deplorável. Muitas delas, mais de 70%, inclusive, eram sequer doentes. 

Ser epiléptico, homossexual, alcoólatra, ou simplesmente fazer algo socialmente desviante, como perder a virgindade antes do casamento, era motivo de internação. Um show de horror que mudou completamente a forma como o Brasil passou a lidar com psiquiatria, e vai mudar a sua forma de entender o que é “loucura”. 

O paciente morreu ali mesmo de parada cardíaca, na frente de todos. […] “Menos um.” pensou o guarda a fazer o serviço de retirar o corpo.

Daniela Arbex (Holocausto Brasileiro) 

13. O Sol é Para Todos, de Harper Lee

O Sol é Para Todos

Por trás dessa linda expressão muito comum hoje em dia, O Sol é Para Todos traz uma narrativa crua e emocionante da sociedade estadunidense na década de 1930, especialmente sob o olhar racial. 

O livro, que é considerado um grande clássico da literatura mundial, narrar a história de um advogado incumbido de defender um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca. Por ser narrado através do olhar de crianças, é uma das experiências mais tocantes que você vai ter literatura. 

Foi importante na década de 1960, quando lançado, e continua sendo agora. Um clássico desses que merece lugar especial na estante. 

Eu queria que você visse o que é realmente coragem, em vez de pensar que coragem é um homem com uma arma na mão. Coragem é quando você sabe que está derrotado antes mesmo de começar, mas começa assim mesmo, e vai até o fim, apesar de tudo. Raramente a gente vence, mas isso pode até acontecer.

Harper Lee (O Sol é Para Todos) 

14. A Árvore Generosa, de Shel Silverstein

A Árvore Generosa

Sabe aqueles livros que parecem bobos, mas ensinam lições que são difíceis de esquecer? A mesma fórmula que fez do Pequeno Príncipe um sucesso para todas as idades, faz desse livro um clássico que comove gerações. 

Um árvore que oferece tudo ao menino, e acompanha o seu crescimento, enquanto ele vai se tornando uma pessoa egoísta. Para além da lição ecológica, o livro faz pensar sobre mudança de valores, afeto, a relação do homem com a natureza. 

Com certeza um bom livro de cabeceira. 

Eu sou apenas um toco, mas um toco é muito útil pra sentar e descansar.
Venha, Menino, depressa, sente-se em mim e descanse.

Shel Silverstein (A Árvore Generosa)  

15. A Caixa Preta, de Amos Oz

A caixa preta

É difícil colocar livros que falam de amor uma lista como essa, afinal, como um romance pode influenciar tanto a sua maneira de ver o mundo?

É justamente esse o mérito do escritor israelense Amos Oz, que conta nos apresenta Ilana, uma esposa rejeitada que, anos após o divórcio, resolve se aproximar de Alex Guideon, seu ex-esposo, agora um professor e escritor muito famoso. 

O que tem na caixa preta? Relações intensas, lições amargas, e o panorama social, religioso e político da complexa nação de Israel na segunda metade do século XX. Se procura por um romance relevante, é este. 

O triste é que o sentimentalismo está constantemente tirando o melhor da minha razão pura. Memórias antediluvianas me ligam a você como um par de algemas. Você está preso na minha alma como um prego enferrujado sem cabeça. E aparentemente eu estou preso em você também, em algum lugar entre as engrenagens que funcionam na sua cabeça em vez de uma alma. 

Amos Oz (A Caixa Preta)

16. A Coragem de Ser Imperfeito, de Brené Brown

A Coragem de ser Imperfeito

O título já diz muito, não é? Quantos de nós temos coragem de demonstrar medo, vergonha, fracassos?

Bené Brown apresenta uma pioneira pesquisa sobre vulnerabilidade, toca em feridas delicadas e traz grandes ideias para a nossa forma de nos relacionarmos com os outros e com a gente mesmo. 

É um livro que vai te desarmar, para depois te dar as melhores ferramentas para continuar lutando. 

Porque a verdadeira pertença só acontece quando apresentamos nossos autênticos e imperfeitos seres ao mundo, nosso sentimento de pertencimento nunca pode ser maior que o nosso nível de autoaceitação.

Brené Brown (A Coragem de Ser Imperfeito) 

17. Um Defeito de Cor , de Ana Maria Gonçalves

Um Defeito de Cor

O que a maioria das pessoas sabem sobre os homens e mulheres que foram trazidos da África para o Brasil? Pouco ou quase nada. 

Bom, neste romance histórico, você terá a chance de mudar totalmente o seu ponto de vista sobre os africanos escravizados e a história do negro no país. É um título referência para afinar a sua sensibilidade para a dor, a violência, e o “defeito de cor”.

Conhecemos Luíza Mahin, uma africana idosa, à beira da morte, que viaja do Brasil à África em busca do filho perdido da décadas. No caminho, conhecemos a sua história. E a chance é de que nunca mais possamos esquecê-la. 

As mulheres passaram a ser as que geram, as que fertilizam, as donas da barriga, que é por onde circula toda a energia e a vida do corpo, através do sangue. É por isso que as mulheres têm as regras, porque o grande poder feminino segue o rastro do sangue.

Ana Maria Gonçalves (Um Defeito de Cor)