Ruínas

Cerca de 283 frases e pensamentos: Ruínas

Ruínas
Vira ruína nestes olhos
Tão distantes, que se perdia...
Se curvava diante o caos
Que beirava sobre a maresia
contida em sua dócil e gentil alma
Era nítido o grito, a cada vez que via
Despercebia

Eu apenas queria
Mesmo em seu completo abismo
Que me visses, eu apenas lhe queria
Eu percebia o desespero
Sussurravas “permita-me entrar”
Quero lhe salvar
Tu sumia, o olhar permanecia
Eu apenas, morria

O vale era escuro
E tu, jamais me enxergarias.

Inserida por thaysicess

Atemporal

no fim da linha
o que sobra é a poesia:
construção sobre ruínas
plasmada em palavras
e silêncios.

quem saberá os limites
da beleza e do desespero?

a vida em sua face oculta
sobrevive de engordar serpentes.

o amor em sua loja de ourives
(relume)
a lapidar o inatingível.

no avesso do des/haver
o que resta
é o infinito não ser
em seu azul atemporal.

Inserida por pensador

Ruínas

A poesia se desfaz

Um nó se aperta

Garganta aprisiona

A sentença do sonho

Termina na angústia

Por ter amado a alma

Sereno coração segue

Recolhendo fragmentos

Soltos em suas ruínas

Amarga doces lembranças

O fim é o começo

A tragédia agoniza

Se torna tão comum

Arde em saudade

já não é o que mais dói

Quanto ao arrependimento...

Só o que foi vivido na alma.

Inserida por zeni_muniz

Minha vida está em ruínas, não há obstáculo à visão daquilo que é.

Inserida por pensador

São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha

Inserida por pensador

Nosso país está mudando radicalmente. Devemos construir uma nova sociedade sobre as ruínas da antiga.

Inserida por pensador

⁠Enquanto os organismos se transformavam, Edegar permanecia sentado nas ruínas do velho clube abandonado e elas não o abandonavam.

Inserida por michelfm

⁠Edegar despreocupado, permanecia sentado nas ruínas do velho clube abandonado. A maioria pensava que Edegar fosse apenas mais um inativo. Não, ele era notável.

Inserida por michelfm

⁠O Último Rei das Ruínas

Seis quarteirões para alguns, um complexo residencial para outros, o labirinto inconcluível de uma insana trajetória para Edegar.

Aquele lugar tinha sido em um momento de sua história passada, quase próspero.

Ali, diversos empreendimentos sobreviveram durante anos, abastecendo a população local em suas mais variadas necessidades; lojas de roupas, sapatos e acessórios, com todos os formatos, cores e tamanhos para os gostos menos exigentes;

Uma barbearia; uma padaria; uma escola; um carrinho de cachorro-quente; um carrinho de churros que também vendia doce de cocada; uma banca de jornais; uma praça arborizada com uma fonte no centro; um clube.

Os habitantes daquela localidade conheciam Edegar, mas ele nunca ocupou uma posição de destaque, na política, no comércio, no esporte, na arte; não ganhou prêmios, concursos, rifas, apostas; Edegar nunca apostou.

Ele gostava de pastel de queijo, jabuticaba, garapa, de vez em quando um trago de pinga, geralmente com vermute, a famosa rabo de galo.

Edegar era um filósofo, apesar de raramente falar algo, ele notava, notava as pessoas, as construções, os veículos, as sarjetas, o mato que nascia por entre o calçamento; notava o céu, conhecia tão bem as nuvens, as revoadas de pássaros próximas do rio que cortava a vila.

Enquanto os organismos se transformavam, Edegar permanecia sentado nas ruínas do velho clube abandonado e elas não o abandonavam.

A arquitetura se modificava, os modismos iam e vinham, tecnologias surgiam a todo vapor virtual, cada qual se ocupava com suas ocupações.

Edegar despreocupado, permanecia sentado nas ruínas do velho clube abandonado. A maioria pensava que Edegar fosse apenas mais um inativo. Não, ele era notável.

No entanto num dia desses, passei como de costume na frente do velho clube, e o ilustre guardião das ruínas não se encontrava mais em sua ocupação. O notório Edegar que por tantos anos aquele local ocupou, não ocupava mais seu lugar.


Inserida por michelfm

⁠Talvez aqui nas ruínas do velho mundo, eles pudessem começar algo novo.

Inserida por pensador

⁠“Preocupar-se com o que os outros pensam sobre você é como construir ruínas de pedra sobre a sua alma.”

Inserida por alexcavalcante

Lembre-se: às muralhas já foram ruínas; e às já ruínas já foram muralhas.

Inserida por william_hill

O Ocidente medieval nasceu das ruínas do mundo romano.

Inserida por Blagel

Quando o dinheiro falar mais alto que o conhecimento, o mundo estará em ruínas.

Inserida por taina_felipe

Ruínas de uma cidade vazia e desolada não vislumbra suas histórias, seu passado. Há tantos porquês...

Inserida por MirianAguinelo

As piores ruínas são as mentais descarte esse lixo mental que carrega.

⁠Em ruínas se caem as muralhas da farsas
Em tintas se escondem os covardes
Mas na mentira, se afogam os prisioneiros do mundo.

Inserida por BenicioEscritor

O preguiçoso terminará em ruínas, isso porque a inércia é a obra de suas mãos.

Inserida por Pr_Elcio_Meneses

O ser humano obcecado em destruir o próximo finda em ruínas. A obsessão e o ódio leva qualquer um a autodestruição.

Inserida por gislainnes

Apesar de todos meus passos,
Todas minhas Fotos e sombras
Armaduras e entregas
Sonhos e ruínas,

Ainda me sinto só.
Ainda sinto o vazio em mim.
Um transtorno de não saber quem sou.
Desconforto em não me achar.

Me busco em livros, poesias,
Ternos, gravatas, procissão.
Me busco em sarjeta, vielas,
Butecos de Vila.

Me reconheço em todos.
Me encontro em tudo.
Me arremeço em tudo.
Me torno tudo.

Porém após todos os atos;
Tiro a roupa que encontrei.
De novo estou Nu.
De novo Eu comigo mesmo.

De novo não sei quem sou.
De novo não aprendi o caminho.
Porém consegui voltar pra casa.
Para meu lar de mim mesmo.

Estou seguro aqui.
Apesar da indecisão, não feri ninguém,
Ao menos ao meu ver.
Mas se feri, que Deus e alheio me perdoe.

Mas no entanto ou tanto,
Continuo a me procurar.
A vestir e me despir do que encontro.
A me compor e me expor.

Num eterno caminhar.
Numa longa estrada de vestes.
Sóis, Ventos, Carmas, Dias
Amor, Berço, Abraço, Despedida.

Aprendendo em cada sorriso.
Em cada ranso de rancor.
Em cada tristeza de penhor.
Em cada canto de louvor.

Amanhã ao acordar, novas vestes a me esperar, a me fazer necessário respirar.
Há me fazer necessário me procurar.
Há me encontrar , e depois, a me procurar de novo.

Inserida por amauri_maia