Rua
O passeio do outro lado da rua
Gente
Que não conhecerei nunca
Ninguém mais nesta mesa
De um café milenário –
Raras vezes
Terei estado menos só
A nave espacial chamada terra
Singra comigo tarde adiante
Tudo volve milenário
As pedras da rua
O cimento gasto do passeio
As recordações
Não diga para outras pessoas o que você pensa dos outros, seja na rua , na escola ou no trabalho. Se você não tiver coisas boas para falar de alguém, cale-se. Não confie em ninguém , não se abra achando que certas pessoas que de repente se aproximou de você, é um amigo (a), pois o que muitos querem é ver o mar pegar fogo e te ver descascando um pepino que não é seu.
Ninho de cobras
Passaste por mim na #rua
Passaste toda #dengosa...
Olhei e pensei:
que #cobra sinuosa...
Quando abre a boca
O que escorre é #veneno...
palavras engolidos por esse corpo #obsceno...
Se murmuras, para agradar...
na verdade só consegue #sibilar...
Um dia após outro
sempre a caçar ....
Essas são as minhas cobras.
que estou a criar....
Vem vc também para cá....
Sandro Paschoal Nogueira
Uma rua comum, um prédio comum, uma janela comum com uma cortina comum, uma pessoa comum, de olhar bem comum, contemplava o céu e acreditava no seu sonho incomum.
Ainda agora na rua já vi trio elétrico, gente já com enfeites no cabelo fantasiados de foliões. É uma agonia danada, um fogo! Carnaval começa na realidade no réveillon e vai até o começo de março. Foi-se o tempo que eram apenas três dias, quer dizer tinha o sábado de um tal de seu Zé Pereira, e quarta-feira de cinzas de agá, tinha, sempre tem, uns blocos aqui chamados bacalhau na vara, quer dizer acho que não penduram mais bacalhau no estandarte de verdade, ficou caro, deixaram de tirar onda com bicho, o bicho foi promovido, enricou, agora penduram bacalhau genérico, ou de plástico. E as musicas são um tal de esqueça isso, esqueça aquilo, a dor, a falta de dinheiro, a crise, como se isso resolvesse, tem é muita gente faturando, isso sim, em cima dessa mentalidade, carnaval também é um grande negocio, pra uns. Alias a crise, a corrupção, deve ser tema de alguma escola de samba, certamente, o povo fantasiado, mascarado de político, rindo dele mesmo. Né que a gente deva ficar pensando nessas coisas ruins o tempo inteiro, mas carnaval é uma inconsequência, imprudência só. Quando terminar, ao baixar as cortinas, a vida real tá esperando, todo mundo do mesmo jeito, ou pior até. E a gente aqui ainda se orgulha de ter o maior bloco carnavalesco do mundo! Grande coisa... Queria ser melhor noutras coisas mais relevantes, essenciais, básicas, os outros cantos tá é incomodada com isso. E povo já extravasa nos dias comuns, no carnaval então, que faz de conta que é criança, criança mal educada isso sim, rebelde e diz que vai brincar. Nos outros países são felizes o ano inteiro tem reais motivo pra comemorar, não precisam fantas
Se você passar por uma rua ao invés de outra, apenas um detalhe, tudo poderá ser diferente na sua vida. Só não pode ser diferente a vontade de pavimentar, da melhor maneira possível, a estrada, qualquer que ela seja.
"A rua que leva a perda das conquistas são pavimentadas com as desculpas, trilhadas pela insegurança, e indicadas pela falta de atitude"
Ser LUZ na rua é pra muitos, pois não existe convivência diária. Mas ser LUZ dentro de casa, com as dificuldades enfrentadas no dia-dia, é para poucos.
Seja LUZ, edifique o seu lar!
"te vi na rua"
hoje eu te vi na rua
o teu sorriso me levou
da terra a lua
e o seu olhar
me fez viajar
viajar o mundo todo
parece que quando eu te vejo
eu me apaixono de novo
OUTRO CARNAVAL
Longe do agitado turbilhão da rua
Eu, num oco silêncio e aconchego
Do quarto, relembro, num sossego
Os carnavais com a folia toda nua
Mas a saudade palia de desapego
De desdém, mas numa trama sua
De tal modo que a solidão construa
Lembranças, e assim eu fique cego
Teima, lima, este fantasiado suplício
Dum folião, com o seu efeito de ter
Que no tempo não tenho mais início
Porque a disposição, gêmea do querer
A alegria pura, tão inimiga do artificio
Agora é serenidade e fleuma no viver...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 de fevereiro de 2020, Cerrado goiano
Olavobilaquiando
#Milorde...
Você nunca me viu...
Sou apenas uma sombra na rua...
E lá vou eu por caminhos que aqui não me trouxeram...
Que me trouxeram a ti...
Uma paragem a seguir ...
Perfeito nos meus quase...
Às vezes basta...
Uma ilusão milorde...
Que a vida, com certeza, oferece...
Milorde se você pensa que pode me conquistar com essa conversa...
Você está certo milorde...
Acreditou que eu ia por minha saudade na sua mão milorde?
Você tem razão...
Você tem razão...
Milorde...
Vai com calma...
Com alma eu amo a carne...
Onde tudo o que existe se seduz...
Quero um tempo longo...
Milorde...
Dentro de mim mora um animal...
Que talvez lhe faça mal...
Em mim germina uma força perigosa...
Que contamina...
Nenhum poder domina...
Sopro de vida...
Que explode...
Fulgaz como um desejo...
Saindo do meu peito ....
Eu te entrego Milorde...
Sandro Paschoal Nogueira
Numa Esquina da Rua Bresser
Numa esquina da rua Bresser, em uma noite congelante de sexta feira, com semelhantes temperaturas do Alasca, o clima dentro do barzinho segue favorável. A reunião entre amigos é aquecida entre uma bebida quente e um bom papo que da o clima de verão ao ambiente.
Numa esquina da rua Bresser, a resenha marca a batida das risadas, as ideias são compartilhadas e os celulares vão enchendo suas caixas de mensagens com chamadas perdidas das patroas que não entendem que esses momentos são particulares.
Numa esquina da rua Bresser, os pensamentos sufocantes em relação ao trabalho e as dívidas ficaram de fora, não foram convidados para participar da festa.
Numa esquina da rua Bresser, esta rolando a tal "vida Bohemia", a noitada fria vai ganhar um clima tropical, bem caliente e não tem hora para acabar, afinal de contas, "hoje é hoje, vamos bailar"!
Numa esquina da rua Bresser, hoje vive a diversão, o respeito e a amizade, no amanhã viverão as lembranças e as saudades.
Quando comecei me entender como gente, aprendi que tinha que me virar na rua para não apanhar dos mais velhos e mais fortes, quando os moleques do ponto final estavam na paz nós atacamos e colocamos todos pra correr, assim ganhamos respeito nas quadras, era porrada quase todo dia.
A sabedoria e a ignorância humana, andam de mãos dadas pela rua, dentro da mesma pessoa, basta saber distinguir...
Rua com Rua
Em um mundo líquido as relações são como
pequenas gotas de chuvas caindo na rua.
Rua esta que faz o favor de levar a gota ao evaporar.
Nessa relação a rua sempre vencerá, seja pela força e rigidez,
ou por sua teimosia de sempre estar no mesmo lugar.
Nessa amizade não quero ser uma gota nem tão pouco uma tempestade,
que mesmo tendo o poder de levar tudo,
não pode ultrapassar a temporalidade e constância de uma rua.
Aqui sinto a essência de sua amizade.
Pois muitos olharam e não enxergaram.
Outros pisaram e não perceberam que ela serve de caminho,
e nesse caminho há vida, ou melhor esse caminho é a vida.
Alias! Não apenas sinto, pois sou
rua que encontra com rua, sou caminho
que contigo cria caminhos.
Somos força e sempre estaremos
no mesmo lugar, pois os amigos possuem a certeza que não importam
o tempo e a tempestade, tudo passa menos
a nossa teimosia de permanecer.
Eu ainda era Bambina
Quando fomos àquela rua
Na época só queria
Ser completamente sua
Não respeitei meus limites
E não conhecia o meu corpo
Mas ainda assim acreditava
Que eu te veria de novo
Os anos passaram
E com o tempo eu cresci
Mas até hoje penso
Em um dia te ter aqui
Não seria má ideia
Tomar um café ou uma cerveja
Para reconhecer alguém
Que tanto te deseja
(Bambina)
Acordei
Resolvi caminhar pela rua para saber o que poderia ter de tão belo aqui que ainda não encontrei
Encontrei
O motivo do sorriso discreto e o porque da minha paixão pela vida
Parei
Apreciei um delicioso prato tradicional, uma especialidade, muito bom, não tinha experimentado nada igual
Cultura
Uma tradição bela, cheia de vida, cores, respeito, músicas que alegram a alma e uma literatura simpática e admirável
O lar de ex é na rua
Música Sertaneja -modão sertanejo
Música O lar de ex é na rua
Compositor poeta Adailton
Pegue os chinelos embaixo da cama
Põe as tuas roupas na mala e não diz que me me ama
Sai por essa porta, pois, avida continua
O LAR DE EX É NA RUA (REFRÃO)
O LAR DE EX É NA RUA (REFRÃO)
Vou trocar o cadeado do portão
Vou tirar você de uma vez do meu coração
Vou te deletar do meu pensamento.
Sai de uma vez desse apartamento,pois,a vida continua
O LAR DE EX É NA RUA (REFRÃO)
O LAR DE EX É NA RUA (REFRÃO)
E não adianta me ligar, vou te bloquear no meu celular
Não adianta me procurar nas redes sociais
Acabou não dá mais, a culpa foi toda sua.Sai da minha vida de uma vez, pois o lugar de ex é na rua
OH! O LAR DE EX É NA RUA (REFRÃO)
O LAR DE EX É NA RUA (REFRÃO)
poeta Adailton
poeta Adailton
Enviado por poeta Adailton em 20/07/2019
Código do texto: T6700087
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poeta Adailton
Cores (Parte 3)
A noite começa, lembranças aparecem.
A rua está cheia de pessoas e ao mesmo tempo vazia.
A loucura renasce no músico, as estrelas falam e eu assisto.
A beleza das estrelas falam comigo, mas a Afrodite não.
O poeta solitário se senta em sua cadeira, coloca um cachimbo na boca
e reflete um pouco...
O cachimbo é acendido, mil ideias vem à cabeça
e logo após pensa em um paraíso que deixou escorrer pelas mãos.
O que eu faria com esses bons sonhos insanos?
Talvez deve-se transformá-los em psicodelia amorosa.
Olhar profundo era o de Afrodite e logo me hipnotizou,
minha cabeça nunca mais foi a mesma.
Garota doce, que jardim lindo esse que você guarda na sua boca!
Jardim hipnótico me deixou louco como nunca no doce mel.
A minha imaginação voa quando reflito e as cores me invadem
e deixo-me em transe.
Uma canção tranquila é composta, já é de madrugada
e o tempo parece devagar...
Tudo se derrete com esse fogo intenso do meu amor.
Ela é a faísca para a minha psicodelia amorosa.
SOUSA, Rodrigo. 2018
