Rua
Certa vez estava passando pela rua, quando vi um moço. Tinha quase certeza que não aconteceria como das outras vezes, tinha convicção que tinha guardado meu coração num bolso. Aproximei-me e começamos a conversar. Pode parecer estranho, mas foi esse mesmo moço que roubou meu coração. Com seu jeito de menino de me conquistar, seu charme. Foi me conquistando de pouco a pouco, mas, naquele momento eu não acreditava que isso poderia acontecer. Mas aconteceu. E como naquela velha e chicle história: “Não podemos mandar no nosso coração, minha filha. O que tiver de ser, será!”. Dias se passaram e aquele amor continuava em mim, mesmo eu nunca mais o vendo. Meu coração foi ficando sem esperanças de ver aquele moço novamente, era como se ele não passasse de um sonho, que nunca mais poderia sonhar novamente. Anos se passaram e por mais inacreditável que seja aquele amor continuava em mim. Tinha tanta vontade de olhar no olhar daquele moço de novo e dizer, sem medo da resposta dele: “Meu coração pus num bolso, mas apareceu um moço que tirou ele dali. Não! Isso não é engraçado um coração, assim, roubado bate muito acelerado... Devolve moço” Mas esse dia nunca chegou. Os anos foram passando, e como todo amor chegaria uma hora que eu teria quase certeza que teria acabado. Cresci, amadureci! Agora aqui existe uma mulher, que acha que seu coração está novamente no bolso. Sem saber que aquele mesmo moço, nunca irá lhe devolver.
O sono desaparece como quando se andas pela rua escura e a esquina chega.
E essa solidão me assombra mais sei que nunca estou só.
Qual o porquê de me sentir assim?
E a vontade? Os Sonhos?
Minha certeza foi embora junto com você, porque a levou?
Se não precisas dela encontrarás outra ou melhor já encontrou!
Retrospecto
Em seus braços ainda me aconchegava,
Quieto como uma rua à noite;
E os pensamentos em você, eu me lembro,
Foram as folhas verdes em uma câmara escura,
Foram as nuvens escuras no céu sem lua.
Amor, foi passageiro,
Invasivo, remoto, e raro,
Como um pássaro no ar
E, como o pássaro, que não deixa traço
No céu do seu rosto.
Em sua estupidez eu encontrei
O doce silêncio depois de um doce som.
Tudo sobre você era luz
Que ofusca o cair da noite;
Desejo que o sol não nasça,
Alegria do dia não comece ainda,
Com árvore sussurrando para árvore,
Sem vento, calmamente.
Sabedoria dormia dentro de seus pensamentos,
E o longo sofrimento estava lá,
E, no fluir de seu vestido,
Ternura sem discernimento.
E quando você pensou, pareceu-me,
Infinitamente, como um mar,
Sobre o mundo que você conhece,
Sua vasta inconsciência foi acionada… .
O paraíso sem onda ou maré!
Silêncio, em que todas as músicas já morreram!
Livro sagrado, onde todos os corações ainda estão!
Onde o amor fosse desmaiar e parar!
O infinito profundo eu nunca soube,
Gostaria de voltar, voltar para você;
Encontrá-la, como uma estrela no céu,
Ajoelho-me por você, e nem uma palavra;
Coloco minha cabeça, e nada digo,
É que eu deveria dormir, e eu deveria dormir!
Brilha tanto, que a noite, o sol se disfarça de lua,
Para continuar iluminando a nossa rua.
Para manter junto o pensamento da minha vida e sua.
Só Deus sabe o quanto eu precisei
engolir o choro,
o sentimento,
a dor,
para poder sair na rua e tentar
sorrir lá fora.
PORTAS
Porta da casa e da rua
Porta da escada e da lua
Porta de entrada e saída
Porta que é minha e sua
Porta da boca e do ouvido
Porta da inspiração
Da consiencia, o sentido
Porta da minha razão.
Porta que vai e que vem
Que abre e pode fechar
Porta da terra e do além
Porta dos rios, do mar.
Porta da noite e do sono
Do sonho, do anoitecer
Porta de guerra e abandono
Porta que não vou querer.
Porta da integridade
Porta da sabedoria
Porta de uma amizade
De descoberta e harmonia.
São portas que se abriram
Portas de imaginação
Que portem bençãos tais portas
Para o teu coração.
Sentada aqui, olhando para a varanda do outro lado da rua...
A varanda que me enche de esperanças e alegria de momentos bons que vivemos. A mesma varanda que continua lá, mas sem um pequeno-grande detalhe: VOCÊ! Você que preenchia tudo em mim...
As vezes eu sento aqui e olho para lá, mas não há 'lá' sem você e, apesar de saber disso, eu continuo olhando, esperando pelo dia que você irá voltar...
Eu tentando dormir hoje à tarde e uma passeata feminista passando na minha rua, as reivindicações eram quase todas sem fundamento. Não se garante direitos com passeatas, se garante direitos com atitudes. Infelizmente observo que mulheres são muito mais machistas que homens. Algumas mães criam seus filhos como retardados. Outras acham normal "o pegador, o galinha, o gostoso", mulheres que aceitam empregos na mesma função ganhando menos e por fim abusos psicológicos e físicos de acorrentadas emocionais. Vamos trocar a passeata por injeção de autoestima.
Até mesmo em uma rua com pouca iluminação consigo te reconhecer e ver seu sorriso;
Algo que me tira o folêgo, que me faz acreditar novamente em uma coisa a qual eu já havia desistido;
Esse momento, mesmo durante cerca de 5 segundos, parecem eternos na imensidão de meus sentimentos;
Te perder agora é a última coisa que eu desejo, pois, como irei viver sem esse sentimento que me conforta a alma?
'Voltar para casa é desesperador, na rua a gente sorri, brinca, fala besteira, mas voltar para casa me dá um medo, ainda mais quando minha vida está de pernas para o ar. È o lugar onde eu bato de frente com tudo aquilo que me afligia, não tem como me esconder, me engole, me absorve de uma forma que não sobra nada de mim. Cada pedacinho meu foi esmagado e espremido, só o que resta são lágrimas. Está feito: Um suco bem amargo com todas as minhas dores e futuras rugas.
Gritos são atípicos
Na rua em qualquer lugar os rostos fechados,
Cobertos de tensão.
Não cabe a mim ser tão observadora assim.
Mas todos têm algo a dizer
A falar a murmurar
Aqui ali em qualquer lugar.
Uma flor nasceu na rua
Correram para matá-la...
Pois, uma flor é fruto do amor...
E o amor... A nós imbecis repudiamos...
Uma flor nasceu na rua...
Mas, muitos nem a perceberam...
Pois, O que é uma flor perante ao caos...
Uma flor nasceu na rua...
Veio um passante... De celular na orelha e...
A esmagou...
Uma flor nasceu na rua...
Mas, logo morreu, na desesperança de olhos desatentos e perdidos...
Uma flor nasceu na rua...
Mais uma tentativa de Deus a nos mostrar...
Que o amor existe e persiste...
Mesmo nós... Cegos, egocêntricos e medíocres perante a flor...
A lua é magnífica, nos tranquliza,
Nos dá momentos para pensar,
Nos faz parar na rua à noite para adimira-lá.
Mas a lua também é a guardiã do passado,
Nos traz lembranças de nossa vida,
Nos faz querer voltar e fazer tudo diferente,
E é quando percebemos, que se voltassemos,
Faríamos tudo igual ...
Como algo tão lindo, tão gentil e inspirador,
Pode também nos deixar tristes?
E quem não tem cão caça ... sozinho, por que afinal, quem tem gato deixa em casa, que a rua tá cheia de piranhas ...
Noa Suporto Estas Pessoas Que Quase Ficam no meio da rua com Bandeiras de Vereadores Juro Que Tenho Vontade de passar por Cima
Me disseram que a vida é uma rua de mão dupla, só esqueceram de lembrar que em alguns momentos ela fica que nem a Av. Niemeyer de manhã. Sentido único...
E foi pra rua procurar o que não tinha achado por aqui. Talvez só procurasse alguém pra amar ou talvez uma missão pra cumprir. Vaga sem direção, anda com uma só função. Vender, comprar, cheirar, fumar, viver, morrer em vão.
