Rondo Poesia de Cora Coralina
O Amor e o Tempo
O tempo passa vagarosamente
As horas passam e eu perco o rumo
Passeando por minhas lembranças eu entendo
Você jamais saiu dos meus pensamentos
Penso no amor que poderíamos ter vivido
Se tivéssemos coragem
Se conseguíssemos demonstrar
Seria um felizes para sempre?
Se… há, tudo passou
O que sentimos nunca foi dito
Mas ainda penso com carinho
No que poderíamos ter vivido
A verdade é que no fundo
Eu sempre estarei cultivando
Esse belo amor platônico
Que guardarei só para mim
CABELO CURTO
Os cabelos curtos,
São poesias curtas,
Que dizem textos enormes,
De uma feminilidade sem igual,
De um poder feminino,
Da mulher,
Que diz: Liberdade, Força, Guerreirismo.
Por acaso, um mero acaso, um ajuntamento promovido pelo caos cósmico, nos encontramos
E por outra vez você passa à porta, por conta dessa insensata sina ou dependência emocional
Todos são assim, com palavras e olhares, e referências sensitivas e culturais
E toda a história se desenrola e como ainda em tudo é humana, corresponde ao chamado
E os minutos comem os dias e as horas todas, e nos regozijamos de todo o nosso ser
E já não pedem, já não apenas querem, precisam
E o feitiço, como soe aos incautos, virou-se contra si mesmo
E sílaba após sílaba
Mão a mão
Cheiro e gosto
E vislumbre após vislumbre
O que era um flerte transformou-se, em última instância, em química psíquica, e tudo se transformou numa substância que era necessária à sua subsistência.
Daí por diante, vieram todas as consequências de mais que uma paixão, um metabolismo cru, molecular, que atingiu toda a fisiologia, indo até o comportamental.
Cria-se um mito, uma divindade, uma instituição, um universo desejado, uma utopia confessam, uma pulsação nuclear.
Não era mais nada deste mundo, era do seu, só seu, embora nem você soubesse.
E um encontro verteu em uma obsessão inglória, um ciclo vital da conjunção carnal ao choro umbilical, e segundos depois aos trôpegos passos e às dúvidas adolescentes, e fase após fase a imensidão do instante se propaga.
Tudo humano, tudo visceral, todo desejo, tudo milenar e animal.
E dias após, você desperta.
E a vida segue
E eu fico.
Manjedoura, em Belém
É Natal, Jesus nasceu
Três reis magos visitam
Menino, Filho de Deus
Virgem Maria, José
Vinham lá de Nazaré
Viva o Rei dos judeus!
Bem Mais Fácil é Dizer a Um Vivo Que o Ama
Do Que Gritar o Mesmo à Quem Já Teve Seu Fim
É Tu Que Fazes o Teu Próprio Drama
Pois o Não, Sempre Foi Mais Fácil Que o Sim
Ao poeta, três são os seus martírios:
Primeiro, perder aquilo que pensou antes que pudesse escrever.
Segundo, viver aquilo que com palavras não se pode descrever.
Terceiro, reler aquilo que deixou escrito e ver que o tempo tratou de reescrever.
A paixão é que nem esse cigarro
É brasa quente que arde, mas aquece
E é bom até o derradeiro apagar da brasa.
tu
dona dos sentimentos nus
detentora de meu lado cru
partiu meus tabus
e da canção que compus
é aquela aquém me opus
virou a chave do meu baú
maçaneta do meu corpo
nu
naquilo que pode ser
sentido
não há quem sequer encontre
sentido
tu já me tens
sustido
em teu pélago
tens escondido
e se este calvário
tornar meu próprio castigo
é culpa do coração
que fechou o postigo
e de refém lhe tens
mantido
"Lembranças"
A Tardinha deixo atrás de mim
Mais um dia que chega no fim
O sol some no horizonte
E por detrás daquele monte
Um lindo clarão colorido
E a saudade guasqueia o meu peito
Deixando-o dolorido
Por não ter esquecido
Um cambicho desgarrado
Mas que me deixou apaixonado
Que esquecer não tem jeito.
Hoje ouvi tua voz...
Me lembrei de tudo que fiz.
Toda rixa por mim causada, toda estima por mim dilacerada.
Mas não dá pra voltar no tempo.
E se desse, apenas teria nos poupado desse trauma.
Tua risada soava tão gostosa no meu ouvido...
A nostalgia me pegou.
Agora só quero deitar. Adormecer.
E mais uma vez,
ouvir a tua voz.
Me permiti sentir meu amor
Aquele guardado no meu peito
Não me lembro bem de quando fiz isso nos últimos tempos.
Quero ser brisa ao voo de uma ave,
da rosa o perfume em sua mais pura essência,
numa pauta a mais doce clave
e em seu coração nunca ser ausência !
Coloquei um bloco de gelo rodiando o coração,
Mas não por maldade apenas por proteção
Porque essa vida é louca demais
E ela é coberta de crueldade
É fato,é apenas a tal realidade
Eu tô aqui fazendo poesia na continuação dessa minha missão
Muitos já tentarão me abalar mais eu não cair na tentação
Então como guerreiro tentando sobreviver nesse louco lugar
Prazer tô estilo vulcão que nem jogando água pode apagar
Sei que poucos tem coração mais eu ainda tenho e tá nesse lugar
Paixão é o que me mover me faz acreditar que isso tudo ainda pode mudar...
Boi com sede no sertão,
É de partir o coração,
Ver os quarto arriar,
Sem um pingo de água pra dar,
Ver o bicho chorar,
E não ter como consolar,
Ver tanto lugar com água a fartar,
E tanta gente a desperdiçar..
A velha porteira no cerrado
De madeira e de saudade
Compondo verso calado
E da recordação, suavidade
Suspiros ao coração, alado...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
eu não desejo
mudar o passado
ele me fez
quem eu sou hoje
eu apenas quero
aprender com isso
e viver de uma nova maneira
Pensei em dar-te a lua
Com a luz do sol toda vestida
Queria que fosse sua
Mas para muitos já foi prometida
Então te darei Saturno
Pois ele me faz sonhar
Com seu sorriso inesquecível
E o brilho de seu olhar
Sua beleza que fascina
Como um disparo no peito
Esse seu jeito, menina
O imperfeito mais perfeito
Uma alma nova então ascende
Mostrando toda sua beleza
Contra tudo que há na natureza
Acordando um antigo arcanjo
que costumava ficar em toda mente
Para o mal fazê-lo
Nada digo eu para aquelas plumas
quando as vi caindo
Enquanto jogadas nas ruas
passava dançando, sorrindo
e nenhum pingo de mágoa escorria
E as noites foram passando
cada vez mais as plumas brilhando
E cada vez mais o corpo decaía
e nenhum sorriso mais -senão o delas-
naquelas ruas surgia
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