Retratos
'RETRATOS'
Olhares fixados na Nebulosa que dá vida. Sorrisos obscuros, talvez verdadeiros. Abraços gigantes, protetores, outros singelos. Mãos escorregadias. A meia órbita exige uma corrente que comove uma nova linguagem. A fóton miragem é sempre imitante. Assim como os vasos ornamentais, o melhor alvo tem que ser lapidado, trabalhado com as mãos. Refeito às suas indisposições.
O passado congelado. Vivificado com suas folhas sob o chão de lama. A trilha encontra-se letárgica, atônica. E os pássaros voando sob o céu fatigado? A lagoa onde reavivávamos a vida ainda resiste? Nessa outra, o violão fala diversas possibilidades: harmonias, melodias, melopeias. A 'nova criatura' reflete o nobre, o profano, a vida, a morte.
Capturando estrelas, profundezas. Em cavernas colecionando meteoros. Andando descalços. Desnudo. Confuso. Sorrindo. Algumas dizem adeus, esclerosadas com o acético do tempo. Exteriormente cabulosos, mas na alma, uma infinidade bucólica, sementes, lembranças.
Não queremos perspectivas, esboços, formas livres, abstrações ou tampouco efeitos caóticos. Queremos paraíso, Ícaro. Desvenda-nos a cada olhar turvo. Faz-nos ausente, presente, poeta, singular.
O QUE SOBROU DO FIM.
Agenda com anotações, palavras soltas no ar, retratos pendurados na parede, uma corda atrás da porta onde eu pendurava minha rede.
Chegamos ao fim, porque aquilo que realmente você precisava cuidar, você não cuidou, aos poucos foi morrendo até que acabou.
O que restou do fim, se tornou retalhos, dois corações dilacerados que não se encaixam mais com ninguém, voltar não é o certo, e por outro lado não conseguimos mais gostar de ninguém.
O que restou do fim, foram as fotos na parede, elas agora retratam o sorriso de outrora, que não se compara ao sorriso de agora, sobrou para mim, escrever sobre o que restou do fim.
Retratos que sangram
As horas sussurram nomes antigos,
ecos que dançam na bruma da mente,
vestígios de dias já idos,
que o tempo levou… lentamente.
Há risos que ainda se escondem nos cantos,
e passos que o chão já não guarda,
rostos sumindo em retratos cansados,
num tempo que nunca mais tarda.
Tocava teu nome com dedos de sol,
num mundo onde o céu era perto,
agora só vejo o vulto do ontem,
num espelho partido e deserto.
As lembranças vêm como maré,
invadem, consomem, machucam,
e eu, náufrago de mim mesmo,
nas ondas do que já foi, me afundo e sucumbo.
Se pudesse, voltava no tempo,
pra dizer o que o silêncio calou,
mas memórias não têm retorno…
só cicatrizes que o peito guardou.
*"Minhas canções
e retratos"
meus Lps...com tantas
lembrancas,
como descartar,
se elas vieram pra marcar,
sim, deixaram cenários
e notas 🎶que meu coração fica a cantar"🎤
😊💭
***...🎧 Francisca Lucas...
"Me vejo estampada em pequenos retratos, que com grande estilo mostram a grandeza do que sou."
-Aline Lopes
Somos poemas
poesias e pensamentos
Somos músicas, retratos
o filme de uma vez
Somos a história
do artistaque faz sua arte
Somos inspiração
Anseio revelar, luzes do meu coração
colocar os retratos em suas devidas molduras
e apreciá-los como relíquias adquiridas no tempo
tesouros imensuráveis, testamentos
mas não pode haver solidão
onde o coração planeja entrar
seguir feito rio
marinar
solidão, não
até a saudade é feitio de vida
ainda mais quando a perdida
é a razão...
"" Somos todos retratos
e o vento passando
somos todos tão poucos
loucos por fantasias
sem ironias
somos os pecados querendo acontecer...
"" Pude perceber os medos,
retratos de uma viagem sem volta
pude contar segredos
sem aquela euforia do pode ser
diante da impossibilidade de ver o céu
tomei banho de chuva
a alma purificou-se tal qual o mato após a tempestade
tomei coragem, saltei
como ave rompi horizontes
como o vento varri tristezas
e hoje tudo que quero é paz
e um pouco de amor também...
Vivo uma aflição por você ter deixado saudades e fazer que eu olhe velhos retratos pensando em nós dois;
Inércia
Solitários...
No porta-retratos.
Sorrisos perenes
eternizando a alegria de um momento
cheios de sonhos.
Na sala corre um risco de vida.
Tão sofrida.
Há tempos não vê alegria
Só... ele só queria reviver o passado...
Poderia ser por um único dia.
Quem seu passado roubou?
Na vida presente amor ausente.
Quem assim determinou?
Não era o prometido...
Foi enganado... iludido.
VOLTAR ATRÁS
Sinais de que foi feliz:
no porta-retratos
a imagem dela...
No sofá da sala:
numa almofadinha...
“Fui eu que fiz.”
Os dizeres dela.
Na gaveta do criado mudo:
O livro nunca começado...
Por ela presenteado...
Na página da dedicatória...
O amor dela pra sempre marcado.
No solar da porta:
Um tapetinho surrado
Mil vezes lavado
Por ela... pra trás deixado...
Tantos sinais...
Que de desfazer o tempo é incapaz.
E o que ele mais queria?
Era poder voltar, voltar no tempo... voltar bem, bem lá pra trás.
As luzes acesas tingem o final de domingo com cores envelhecidas.
Como naqueles retratos que nos trazem saudades...
Não existem espaços vazios
Nem retratos amarelados
Nas paredes do meu coração
Existem sim, abraços que não dei
Existe em meu passado
Uma coleção de passos
Que não levaram a lugar concreto
Mesmo assim, concretizei de alguma forma
Aquilo que fui fazer
Existe uma infinda coleção de palavras
de gestos, de sorrisos, de objetos
Que aparentemente não alcançaram
o objetivo desejado
Foi a maneira subjetiva que utilizei
Que passa esta falsa impressão
Estas coisas estarão sempre lá
Não houve gesto, palavra ou intenção
que tenha sido em vão
Não houve nenhum segundo
Mal vivido em minha vida
Nada daquilo que fiz foi perdido
Existiram apenas
Quem não os compreendesse
Mas elas estarão sempre lá
Com o mesmo desprendimento
a mesma ausência de pretensão
E nenhum arrependimento.
Os melhores retratos são os que capturam a ausência — o vazio que a câmera nunca ousa mostrar.
EduardoSantiago
Não há nada de especial para ver ao olhar para mim. Sou um pintor que pinta dia após dia, de manhã até a noite – retratando figuras e paisagens, mais raramente retratos.
Herança
Procuro-te por toda parte sem ti não sei
viver.
Sinto que o frio da saudade começa a me
envolver.
Os retratos e recados, já não os quero
ver mais, em nada me aliviam e ainda
aumentam a dor e a aflição da tua ausência,
a cada minuto que passa.
Tenho eu o pressentimento que voltar não
voltas mais.
E deixas-me como herança,o teu rosto em mim
gravado bem embaixo do coração,de forma que
te esquecer eu não possa,
e apagar-te, ai então............
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Infelizmente no universo curatorial, ambiente dos curadores das artes plasticas e visuais no Brasil, dentro dos hemisférios públicos e privados são regidos por equívocos direcionando para um verdadeiro desastre conceitual com diversas criticas infantis e impregnadas de uma falta de conhecimento que distanciam se em muito da tradicional acadêmica apreciação da arte, da distinção clássica da técnica e do reconhecimento atemporal de valor da verdadeira obra de arte.Um exemplo claro disto aparece quando os ditos curadores atuais, assistentes e museólogos referem se ao tema da obra de gênero, da pintura da anatomia, da figura humana ou animal, ditando erradamente que estas obras são simplesmente, retratos.Conotando assim um menor valor e inespecificidade.Um erro gigantesco nacional brasileiro, afinal para todo o universo das artes no mundo inteiro, que não seja manipulado por nocivas opiniões mercadológicas de alguns ditos tubarões, as visões, valores e reconhecimentos são diferentes.
A exemplo disto temos o Retrato do Dr. Gachet, de Van Gogh que foi vendido a alguns anos passados por US$ 82,5 milhões. A Gioconda ou a Mona Lisa como um dos retratos mais emblemáticos da história da pintura, de Leonardo da Vinci e os retratos realistas de Lucian Freud (1922-2011) que chegou ao fim da vida, neste seculo XXI com rótulos: de artista vivo mais caro da história, com uma tela arrematada por mais de U$ 30 milhões em 2008 no mercado de arte internacional mas isto aqui no Brasil não vale nada, são obras sem valor, são simples retratos.
