Relógio Parado
Registro
Toda está saudade comovida
Meu relógio toca, hora a hora
É dura dor, badalada e doída
Toando solidão, ao ir embora
Como é vazia toda despedida
Incontida aflição, então, chora
Aperta a alma, se faz sentida
Soando numa privação sonora
O ponteiro marca cada sensação
E, seus minutos, tão singulares
Pulsam na cadência do coração
Ah! toada em toada, os olhares
De segundo a segundo, ilusão
Não mais há tempo de voltares!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20 agosto, 2023, 13’18” – Araguari, MG
Ainda ouço as batidas deste relógio que insiste em marcar o amargo compasso destas horas.Porém ainda me resta a certeza de que não vou morrer antes que eu tenha de me despedir de meus sonhos...
Não é o movimento do relógio que produz uma nova vida;
Mas sim o movimento da nossa mente o nosso comportamento o nosso próximo passo.
O relógio parou. O mundo acabou. Você morreu ou algo trágico aconteceu. E agora? Tudo o que fez valeu? Percebeu?
O que te encantou? Quem amou?
O que ensinou? Os sonhos que sonhou...
A vida é um grande aprendizado. Seja feliz com quem está ao seu lado. Mas seja feliz com sua própria essência. De Deus procure estar na presença. E faça a diferença, antes que o inesperado aconteça!
Caiu a madrugada , arrastou se o escuro o relógio na parede ja marca meia noite. A noite sempre trás á tona pensamentos e sonhos. Gotas de chuvas molham o vidro da janela ,o vento faz ruidos assobrados em meu quarto, a calma é tao profunda que posso escutar dentro de mim os meus pensamentos, tentando buscar soluções. Ao longe a lua amiga fala pra min:Vim ver meu amigo. Como tem passado? A noite as estrelas me contaram dos seus versos. Falavam de Lua, de Sol e de Amor. Tu os alcançava com as mãos enquanto escrevia seus mistérios.Ou apenas dormias enquanto acordado. Não se apavore e nem se assuste diante de uma noite cinzenta e escura. As lágrimas que outrora lavavam sua face hoje, serão o prefácio de uma nova história. Boa noite.
Atraso de relogio sem ponteiro
distância do que não foi embora,
metade do que foi inteiro
ontem,amanha e agora.
Pra mim o mundo é um relógio
E o dinheiro é a mola que controla os relógios dessa vida
Congele o tempo, pare o relógio!
Porque, se for efêmero há de perecer,
O tempo é voraz e levará consigo.
O tempo que as vezes é amigo, não toma conhecimento do efêmero, do transitório.
Esse se pudesse ser congelado esse momento, que seria passageiro, não passaria ligeiro,
Nem que fosse na memória, ou num trecho de alguma história
Ele seria eternizado, como se fosse um conto fantástico, o efêmero que durou pra sempre, o efêmero romantizado.
O mal é como um relógio, a partir do momento que você para de dar corda, ele perde toda a sua força.
Hoje o Sol sorriu
O relógio se partiu
E o coração se feriu
A saudade entrou
E estraçalhou
O tempo cura
Só quem jamais amou
Saudade:
Loucura dos amantes,
perdição dos apaixonados,
castigo do tempo
prisão dos condenados.
Pobres corações amarrados...
Um Beijo ajudaria,
Salvaria,
Melhoraria
Ah, Que Selvageria!
Dura e gelada!
De nada agrada!
Pobres corações apaixonados
Que com a saudade são condenados
Pagam pelo crime da paixão
Mas jamais retornam à solidão."
O tempo não é medido pelo relógio, mas pelo aprendizado, o amadurecimento e toda a bagagem de uma vida. Messo o tempo pelos brinquedos que troquei por um salto, por uma agenda cheia de compromissos e responsabilidades. Pelos valores e prioridades agora mais claros, renovados. Vejo o tempo além do meu cronometro diário que me limita, me prende, me sufoca, percebo é nas mudanças de conceitos, na tecnologia que meus precedentes não acompanham e minha juventude, ontem criança dominam. É pelo distanciamento das pessoas, pela transformação de arvores em prédios, pelas brincadeiras de ruas substituídas por frias máquinas. Mesmo que eu quebre todos os relógios eu não deteria o tempo e suas consequências. Porque o tempo não se passa no relógio, mas no tic-tac da alma. Quanto tempo cabe nessa minha falta de tempo? Reprogramo meus horários, atraso meu relógio e me permito uma visita ao passado, onde eu era "rica, rica, rica de marré, marré, marré", inocente e de pés descansos. Que doces sejam sempre minhas lembranças. Relembrar é reviver. Viva hoje tudo quanto queira se lembrar amanha.
Nos ponteiros do relógio vejo teus olhos
O teu sorriso no espelho quando acordo
A estrada que sigo me leva à você
Está sendo impossível te esquecer...
O reflexo que bate na água do mar não é mais meu
E meu coração agora é teu
Luzes que refletem em meu olhar
Me leva para mais perto de quem quero está.
O relógio insiste em caminhar marcando o tempo de mim, traçando meus dias de melancolia. Mas ei, não espere por mim não, ainda falta fechar três botões da minha blusa.
O olho pesa
Já passa da hora de dormir
Mas a esperança me cega, e os ponteiros do relógio já não apontam.
O relógio pode bater meia noite, mas é Deus o Senhor do tempo, não de tempo ao tempo, de tempo a Deus que ele dará corda em sua vida.
Enquanto ela observava os ponteiros do relógio pela madrugada, sentada em uma cadeira de balanço com seus rolos de tricô a tiracolo, lembrava da vida e de todos os momentos que passaram como em um piscar de olhos. Lembrava das crianças pequenas correndo pela rua em frente da casa que por anos viveu e que hoje já não estão mais pois seguiram suas vidas e aparecem de vez em quando para uma visita, querendo saber mais da sua saúde do que da sua própria vida. Lembrava dos amigos, dos ainda vivos e presentes e daqueles que não estavam mais ali, para dar um sorriso, uma risada ou uma palavra de conforto. Lembrava ela dos amores que teve, alguns ruins, outros bons, outros que deixaram algumas marcas e por fim do amor inesquecível. Lembrava que tiveras em outro tempo quando a sua faceta se fazia menina, jamais dispensada seria por tão belo corpo esbelto que se tinha. Ela lembrava de tudo e tudo que a cada momento ia ficando mais distante e perdendo detalhes por tal cabeça já não ser tão lúcida, mas que com muito esforço ainda conseguia visualizar a luz daqueles dias tão bem vividos. Por fim, ela via aquele seu momento e não acreditava que o fim seria aquele, um fim solitário, sem amigos, sem amores, só. Esse sentimento entranhado em sua alma tão grandiosa mas que naquele momento se fazia pequena, prestes ao fim, a um apagar das luzes que ela mesmo não acreditava e já entregava seus pontos ao passar das horas. Eis que então ela entendeu que aquilo tudo era necessário, para que ela pudesse lutar com todas as forças para que aquela pequena fagulha que ainda existia viva não se apagasse e fosse possível ainda poder olhar o seu último nascer do sol.
Teatro da noite
Teatro da noite apresenta:
Ela vai chegando
No tic-tac do relógio
Vai se aproximando.
Agora sim
Luzes apagadas!
No palco?
Frias e tristes estradas.
Vazias e empoeiradas.
Apenas soluços ecoam
O que tem para além da estrada
exceto o dia e a noite que vem?
O que tem?
O que tem para calar o soluço da noite que vem?
No teatro da noite.
No palco da vida.
A noite mostra as feridas
Do amor que não tem.
No teatro da noite
No palco da vida
Estradas se cruzam
Soluços se misturam
Abre-se às cortinas
É o espetáculo da vida fazendo amor
Fecundando dia e noite.
Lavando a dor.
21/01/14
