Reflexão sobre a Vida e o Amor
A VIDA DEVIA SER UM POEMA
Um poema é cheinho de amor,
De todo jeito e de toda cor.
Nele não há espinhos. Não existe rancor,
Fica longe da dor. Simplesmente exala o perfume da flor
O poema fala da lua enamorada,
Fala das estrelas e da pessoa amada.
É no poema que nasce o perdão,
Onde a alma canta nas batidas do coração.
O poema tem recheio de afeto e de carinho.
É o pássaro cuidando de seu filhote em seu ninho.
É amor em redemoinho. É o cuidar direitinho.
Assim deveria ser a vida. Livre, leve e atrevida.
A felicidade seria plena. Destemida.
Ai eu recitaria o amor. Recitaria o poema da vida.
Élcio José Martins
Brinquedo
Deus fez o amor
e deu pro homem
e pra mulher brincar.
E brincaram, brincaram,
brincaram até cansar —
cansar, não de amar,
mas de tanto brincar...
E assim foi que o amor perdeu
o seu brinquedo —
seu jeito criança de amar...
De lá pra cá
tornou-se sério, tão sério
que morreu...
morreu no seu brincar...
..........................................
Mas ninguém fique triste,
que a vida é irmã da esperança —
o que morreu
pode a qualquer instante
molhar seus sonhos
no vinho de um olhar —
e renascer
em seu brincar de amar
LA
"...vida e morte, oculto movimento de plantas, o equinócio do amor, que torna a noite igual ao dia, a confiança, a luta, a respiração dos homens"
Amar é algo simplesmente maravilhoso.
Não existe nada melhor que o amor nessa vida.
Nem haverá.
O amor sobrevive a todas as provas.
A prova do tempo, da vida e das situações em geral.
O infinito, menos ou mais
quaisquer quantias,
será sempre infinito.
Já seu amor
menos você gostar de mim,
será só uma esmola...
mas se for mais,
mais você gostar de mim —
será todo um paraíso.
LA
CALO-ME NAS PALAVRAS AMOR
Calo-me com as palavras que tento ler-te
Embebedo-me nas letras que vou escrevendo
E é pelo teu amor que vou ficando louca
Tu roubas-me a lucidez quando a tua boca
Apodera-se dos meus seios já embriagada
Pelas palavras que me turvam os sentidos
Quando escrevo uma prosa de nos dois
E me sinto seduzida deste prazer da escrita
Num corpo desejado o teu de tantos gemidos nossos
Cala-me outra vez que eu preciso
Nesta ébria poética onde me deito contigo
E as tuas caricias são amor caricias que se envolvem
No meu corpo como eu gosto lentamente em paixão
Desatando todos os nós que já demos
Na profundidade sentida e nos perdemos no nosso amor
Dentro desta louca paixão e quando os raios de sol
Que entram pela janela ilumina o quarto
Cobrindo os nossos corpos
Ficamos despojados da nossa timidez
É quando a minha alma abraça ferozmente a tua
No corpo que habita o desejo que sentimos
Olhei pra dentro de mim e lembrei de onde vinha meu sorriso fácil, minha leveza e meu amor pela vida. Minha consciência sobre finitude me ensinou sobre amor-próprio, sobre o tempo, sobre prioridades, sobre o que importa.
Perdoei a mim mesma; afinal, a dor que vivi ressignificou a felicidade que sinto hoje. E, nessa jornada, aprendi que há tempo pra tudo nesta vida, menos pra se acomodar com o que incomoda.
A vida é legal demais pra ser desperdiçada, não acha?!
"A vida da irmã é vida de amor, a vida de amor é vida de sacrifício. As religiosas feridas de amor deveriam arder, consumir-se por Jesus...; se Jesus pudesse sofrer aflições, muitas destas sofreria pelo pouco amor que tem por Ele as suas esposas."
Eu descobri que era amor, quando a palavra muito, passou a ser pequena, para definir a intensidade, do meu gostar de você.
Amor??Amar??Amores??? Podemos sentir isso mesmo separados??
Essas histórias que nunca se apagam no livro da vida!!! E sem que você queira o destino se encarrega de abrir essa página e assim faz ascender as chamas apagadas e esquecidas que ficaram por anos lacradas e desaparecidas, num livro lacrado no tempo e no espaço.
Será que é possível viver assim?
Será que esperamos o momento certo?
Será que guardamos nossos livros e os lacramos novamente?
O tempo será capaz de responder as perguntas dos amores que vivem separados!!
Sobreviver não é viver
relembrar é reviver
reviver é sentir
dor
amor
dó
e tudo que fica é a compaixão que se troca
Nada mais...
Guardar amor é uma das piores economias que alguém pode fazer na vida, tanto para si mesmo quanto para a humanidade.
