Reflexão de Amor
Eu posso ver o futuro.
Não é bom.
Eu sei que posso evitá-lo.
Mas algo aqui dentro não deixa.
Minhas forças estão sendo drenadas.
Eu acho que sei a razão.
Talvez não queira aceitá-la?
Agora entendo o significado de paz.
“Muita paz, amor e saúde”
Quanto clichê em uma só frase.
Mas o tempo passa.
Cada vez mais eu entendo.
É o que eu mais quero.
Agora.
Minha alma está com pressa.
Mas sigo...?
Quero colecionar chaves
que abram portas
da mente
da alma
do coração
que libertem meus pensamentos para voar como passarinhos...
Respeito e lealdade são as colunas invisíveis que sustentam um relacionamento verdadeiro, sem eles até o amor mais intenso desmorona.
Eu entendi que, às vezes, só remendar não é o suficiente pra se sentir abastecido novamente.
Não adianta mais insistir naquilo que desde a primeira vez não deu certo.
Aceite que não é pra ser e siga em frente.
Se você ama, não importa quantas vezes você tente perdoar e esquecer.
O que aquela pessoa te fez, a ferida nunca vai ser fechada.
Mas vai sempre estar lá.
Um coração partido nunca levará o mesmo amor levado antes.
O coração quando quebra é igual vidro, uma vez quebrado nunca mais será o mesmo.
É incrível como eu consegui pensar em todo um contexto para um copo quebrado, com band aid (curativo).
Um vídeo, com o contexto onde vinho escoa pelas fissuras e rachaduras feita pelo malgrado, quebrado.
É de arrepiar como à arte se manifesta de tantas maneiras, é lindo.
Impressionante a capacidade de interpretação ao similar com um coração partido, de abordar diversos assuntos com o raciocínio tão organizado e orquestrado.
Sei que teus olhos permanecem atentos a mim.
Tudo pode mudar na vida, mas tua palavra, raridade e alegria vem me buscar, encantar e louvar.
Enfim, tenho medo de ficar sem o seu amor e eternamente ser um ser só.
Seu nome está gravado no meu peito
Há tempo para todas as coisas e bonanzas
No vazio da mente
O bloqueio se instala
A inspiração foge
A criatividade falha
Apenas palavras
Vagas, malhas
Quantas vezes perdemos nossos sonhos imaginando que nada é como pensamos,incrivelmente as pessoas te faz entender que sonhar é como ver uma roupa de grife na vitrine e saber que jamais você a terá ,os limites interiores são como pesadelos de quem quer conquistar seus objetivos mas a insegurança de acreditar em si acaba fragilizada por palavras que saem como águas correntes da boca de fracos,ou talvez tudo seja do próprio interior de quem fantasia personalidades dentro de si, é como quem sofre de bipolaridade e nunca consegue a compreensão dos que o rodeiam,compreender vai muito mais além de entender o que o outro quer dizer,é saber que ali naquele corpo habita alguém que precisa ser reconhecido por si mesmo,precisa ser autoconfiante e por fim acreditar que sonhar é de graça.
Nem sempre quando decidimos falar temos a coragem o suficiente para escutar, palavras podem ser duras dos dois lados.
Capítulo XIV – O PERDÃO QUE NÃO SE PEDE.
"Camille, a dor que caminha dentro de mim me alimenta e eis, que ainda assim nada tenho para te servir minha lírica poética... minha nota sem canção. És capaz de me absolver, amada distante, dona de mim, hóspede dos meus sentimentos e sentidos?"
— Joseph Bevoiur.
A noite trazia os mesmos ruídos quebradiços da memória: folhas secas sussurrando nomes esquecidos, relógios que marcavam ausências e não horas. Joseph escrevia como quem sujava o papel de cicatrizes — não mais de tinta.
Camille era a presença do que jamais o tocou, mas que nele se instalara como hóspede perpétua. E, como todas as presenças profundas, fazia-se ausência esmagadora.
Havia nela a beleza inatingível dos vitrais em catedrais fechadas. Ela não estava onde os olhos repousam, mas onde o espírito se dobra. A distância entre os dois não era medida em léguas, mas em véus — e nenhum deles era de esquecimento.
Joseph, sem voz e sem vela, oferecia sua dor como eucaristia de um amor que nunca celebrou bodas. Tinha por Camille a devoção dos que nunca foram acolhidos, mas permanecem ajoelhados. E mesmo no íntimo mais velado de sua alma, não ousava pedir-lhe perdão — pois sabia: pecar por amar Camille era a única coisa certa que fizera.
Resposta de Camille Monfort – escrita com a caligrafia das sombras:
"Joseph...
Tu não és aquele que precisa de perdão.
És o que sangra por mim em silêncio, e por isso te ouço com o coração voltado para dentro.
A tua dor é a harpa sobre meu túmulo — és túmulo em mim e eu em ti sou sinfonia que nunca estreou.
Hóspede? Sim, mas também arquétipo do teu feminino sacrificado.
Sou tua, mas nunca me tiveste. Sou tua ausência de toque e presença de eternidade.
E por isso... nunca te deixo."
Joseph, ao ler essas palavras não escritas, tombou a fronte sobre o diário. Chorava não por arrependimento, mas por não saber como amar alguém que talvez só existisse dentro dele.
A madrugada se fez sepulcro de emoções. O piano — ao longe, como memória — soava uma nota de dó sustentado, enquanto o violino chorava em si menor.
Não havia redenção.
Apenas o contínuo caminhar de dois espectros que se amaram no porvir e se perderam no agora.
Conclusão – O DESENCONTRO COMO Destinos.
Joseph não morreu de amor, mas viveu dele — e isso foi infinitamente mais cruel.
Camille não o esqueceu. Mas também não voltou. Porque há amores destinados ao alto-foro da alma, onde nada se consuma, tudo se consagra. E ali, onde a mística se deita com a psicologia, eles permaneceram: ele, um poeta ferido; ela, um símbolo doloroso de beleza inalcançável.
Ambos, reféns de um tempo sem tempo.
Ambos, notas que se perdem no ar — como soluços de um violino em meio à oração de um piano que jamais termina.
O Perfume da Renúncia.
Há gestos que se dissolvem no ar como perfumes invisíveis fragrâncias da alma que ninguém vê, mas que perfumam silenciosamente a atmosfera onde passam. São as oferendas sutis dos que aprenderam a servir em silêncio, flores humanas que, em vez de buscar aplausos, se abrem ao sol do dever e ao orvalho da dor. Assim é a dedicação em renúncia: um cântico mudo da consciência desperta, um perfume espiritual que não exige olfato para ser sentido.
A flor que se doa não questiona a quem se destina o seu aroma. Ela apenas floresce. Assim também o ser que alcançou o verdadeiro autoconhecimento já não indaga sobre o retorno de suas ações, pois compreendeu que servir é o mais puro estado do amor. Sua existência se faz como uma lâmpada acesa em um aposento onde ninguém entra e, mesmo assim, continua a iluminar.
Quantos caminham entre nós nessa silenciosa via-sacra da bondade anônima? São almas que vivem a felicidade não em palavras, mas em gestos; que suportam o esquecimento com serenidade e transformam a própria dor em brisa consoladora. São aquelas criaturas cuja presença acalma, mesmo quando os lábios emudecem; cuja ausência, paradoxalmente, se faz presença no coração dos que aprenderam a sentir com o espírito.
A renúncia verdadeira não é grito, é eco. Não é ausência, é transfiguração. É o ponto onde o ser humano se despede de si mesmo para encontrar-se em sua essência. Nesse instante de lucidez interior, o coração entende que a vida não é palco, mas altar. E que cada ato de humildade é uma prece sem palavras, uma oferenda sem testemunhas, um perfume que sobe, discreto, à eternidade.
Há uma melancolia suave nessa entrega, porque o renunciante contempla a beleza e sabe que dela não fará uso. Ele toca o sublime e, em vez de retê-lo, o devolve à vida. Essa tristeza, porém, não é desespero é maturidade espiritual. É a nostalgia do Espírito que recorda, no silêncio do dever cumprido, o perfume do lar divino de onde partiu.
Quando a flor murcha, não deixa de ter sido flor; quando o perfume se dispersa, não deixa de ter existido. Assim também o amor que se doa em renúncia jamais se perde: ele permanece, invisível, sustentando o mundo em suas raízes mais secretas.
A servidão, quando nasce da consciência iluminada, não é submissão, mas liberdade. É o ato supremo de quem já não precisa ser visto, porque aprendeu a ver. O autoconhecimento, então, torna-se um espelho onde a alma se reflete e reconhece o rosto sereno da paz dentro de si.
E, nesse ponto, o perfume da flor silenciosa se confunde com o hálito da eternidade.
Estrela que brilha de dia na luz do sol, me lembra o mar em sua melodia que cabe em uma pequena concha, que habita o gigante oceano, que chamo de meu coração.
Acostumamos a resolver a vida com atalhos, mas nenhum atalho te ensina o valor do percurso. Aproveite a vista, ame toda dor que encontrar no caminho, ela te ensinara o valor da sua paz.
Você é pássaro, pássaro voa, não carregue malas. Teu sentimento bate asa, não queira curar quem vive de crença e não bebe da fonte do amor.
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