Recordação
Caixinhas. Hoje refleti sobre elas. Geralmente são surpresas, mas também podem ser de recordações, de chocolate, de música (daquelas com bailarina, sabe?! Me encantam) As caixinhas de problemas, essas sim, nem pense que é feita apenas dos problemas, elas são cheias de verdades, sinceridade, cuidado, respeito e crises de riso e choro (ao mesmo tempo, daquelas de ficar com a cara vermelha, vai entender). O que posso dizer da caixinha de problemas? Surpreendente! Quanto aos problemas, esses ainda não consigo ver.
Nunca esqueças de quem fostes e nem de quem és! Tanto as más recordações quanto as boas lembranças servem para julgarmos quem somos no presente.
Recordações dos teus abraços
descem suaves em minha mente.
Eram instantes de paz,
onde só importava o nosso amor.
Tudo passa...
o amor, não.
"Lembranças são memórias
e recordações do passado
Saudade é a falta que esses
momentos causam quando
foram bons"
A separação:
Ficaram as crianças/levei a recordação,
Ficaram as roupas/levei a pele,
Ficaram as almofadas/levei o cansaço,
Ficaram os lençóis/levei o sonho,
Ficaram as prateleiras/levei o bornal,
Ficaram as mesas/levei a fome,
Ficaram os fogões/levei a chama,
Ficaram os cômodos/levei o vazio,
Ficaram as plantas/levei a semente,
Ficaram os amores/levei a saudade,
Ficaram os dias/levei a alba,
Ficaram!/levei...
(Saul Beleza)
GRITO CALADO
(retalhos de recordações)
Lanço voo nos lençóis alvos que
se descortinam no campo estelar;
em meus olhos, pontos cintilantes
que ofuscam o meu olhar…
na obscuridade, a ardência e o
peso das pálpebras que insistem
em ocultar…
na deriva de meus pensamentos,
sensações vibrantes…
no céu…
um pássaro a desenhar
o esboço inglório que resplandece
em "flash", como raios de luz.
Oscilam as recordações que
costurei em retalhos e cerzi
com as marcas e as nuances,
nessa incógnita que adormece
minha sobrevivência em ti;
e na mudez de minha voz,
inerte em estado de dormência,
em transe… na garganta
estão as minhas
lágrimas presas
que ainda insistem
em cair…
magia, divagação...
nesse contentamento,
lá fora vejo o balançar
da árvore que faz
ruído com as folhas
que se dispersam
na brisa do vento…
em meu silêncio
trancado,
teu nome ecoa dentro
de minh’alma
num grito calado…
Lu Lena / 2026
O REVERSO DO ESPELHO
(Um despertar inconclusivo)
Folheando álbuns de recordações, fui resgatando épocas através de fotografias amareladas — algumas borradas, sem nitidez, carregando o peso de eras; outras de uma leveza que não consta nos mapas.
Uma saudade estranha do que o medo me impediu de batizar, de passos que ensaiei e nunca dei, temendo que o chão fosse miragem. Recordações que marcaram histórias e esculpiram memórias.
A nostalgia tomou conta de mim. Senti falta do que fiz acreditando no acerto, para depois descobrir que o destino ria noutra direção. É uma saudade feita de tudo e tecida com o nada; um desejo urgente de gritar enquanto a garganta dá um nó cego no tempo que ficou para trás.
Em algum canto, a pureza da infância ainda observa. Enquanto seguro cada fotografia, em silêncio, a mulher que agora habita em mim — na maturidade dos fios brancos que teimam em dizer que o ciclo continua — decide, subitamente, sorrir e dançar entre as ruínas que se transformaram em alicerces. Tudo guardado ali, naquele álbum de retratos esmaecidos de outrora.
Sinto saudade do que as mãos seguraram e do que escorreu pelos dedos. Saudade até do abandono, do que vivi e do que deixei morrer na beira da estrada. Habito a contradição exata entre o "sim" que me salvou e o "não" que me definiu.
Entre um sorriso contido e uma lágrima que desce, recordo-me da pérola que eu desenhava na infância toda vez que a professora pedia um desenho do mar. Eu, automaticamente, pensava em uma sereia admirando uma ostra em suas mãos.
Ao fechar o álbum e guardá-lo na caixa forrada de cetim lilás, olho pela porta de vidro. Os raios de sol refletem o agora, e a pergunta ecoa em minha quietude:
O que, dessas lembranças, sobrevive em mim hoje?
Lu Lena / 2026
Baú de recordações
Baú de espantos...
Baú de recordações...
Saudades de um passado sem volta
Resgate de um tempo perdido
Sem tristezas
Sem magoas
Pedras no caminho
Tropeços de um crescimento interior
Buscas externas
Procuras internas
Equilíbrio encontrado
Há muito tempo esquecido e adormecido...
Vendi o presente de namoro
Rasguei fotos e cartões
Vedei a caixa de recordações
Fechei os olhos ao passar por ti
A lembrança não aceita suborno
Recordação é um mundo desconhecido, não sabemos as emoções que estão a te fazer sorrir ou chorar. Por isso, penso hoje em sorri para nunca mais chorar.
Recordações
Lembrei-me:
Do meu primeiro beijo,
E já não era primeiro,
Nem beijo houve,
Apenas nasceu a sensação,
Que tive naquele dia,
Um misto de medo
E prazer,
Que desabrochou
Em uma alegria
Em explosão!
E eu hoje: Nem a vi,
Nem sua pele toquei,
Muito menos
Seus olhos beijei,
Apenas vivenciei
Uma cumplicidade,
Que até então nunca tinha visto,
E, Em profunda euforia:
Fiquei!
Tem dias em eu acordo tão cheia de boas recordações, aquelas com cheiro, com gosto e com toque... que minha vontade é encher o mundo com meus sorrisos e gargalhadas, e assim fazer não só o meu dia, mas o de muita gente valer por mil!
Hoje é um dia desses, venha sorrir e gargalhar comigo, afinal se até de tanto rir se chora, vamos aproveitar!
Prefiro não guardar as recordações ruins.
Elas além de dobrar sofrimentos, me
fazendo vivê-los novamente ao lembrar,
corro sério risco de simplesmente não
esquece-los e estar mal acompanhada
frequentemente.
Hoje tirei da caixinha a única recordação tua, a única que me restou, a única que há tanto tempo não me deixou. Pra muitos é um simples pedaço de madeira, mas pra mim é um pedacinho de ti, é ele mesmo, aquele exímio brinco - de madeira, da minha cor predileta (vermelho) -. Agente demorou um bocado de tempo pra escolher, você lembra? Experimentei muitos, nenhum te agradava (pra ser sincera, nem a mim), nenhum era bom o bastante, pra todos você soltava uma careta acompanhada de um sorriso, que me levava a rir também. Quando finalmente agente encontrou e eu o coloquei, sua mão percorreu da raiz do meu cabelo, passando pela minha orelha (e consequentemente pelo brinco), descendo pela minha bochecha e finalizando no meu queixo. Juntando teu toque, com aquele sorriso bobo eu tinha certeza que me apaixonaria, meus olhos te entregaram tudo. Foi uma noite estonteante, agente conversou sobre você, sobre mim, sobre nós, sobre tudo. Mesmo tendo de enfrentar a volta longa pra casa, caminhamos durante uns 40 minutos abraçados (acho que foi o medo de nos perder, de nos esquecer na virada de uma daquelas esquinas), nós nem sentimos a demora, estávamos bem acompanhados, nós riamos, gritávamos, fofocávamos, fazíamos a ponte da criancice à velhice. Depois de umas taças de vinho, eu estava te sustentando e mesmo assim você me vira, me olha nos olhos e diz: ‘Eu estou completamente lucido mocinha, amanhã eu vou me lembrar de tudo, cuidado com o que vai falar pra mim.’ Não adiantou me intimidar, já tinha revelado coisas demais e não tinha como voltar atrás. Foram os 40 minutos mais lindos que vive, e se quer saber andaria eternamente se você claro fosse minha companhia, meu confidente, meu amigo, meu companheiro. Meu Amor!
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