Razão
A moral nasce no berço da razão para no final presenciar a felicidade deixar flores no túmulo do desejo
Todas as vezes que um filósofo procurou enxergar a verdade como veio ao mundo, as luzes da razão eram imediatamente apagadas para que ela pudesse se recompor
Talvez seja pelo grande desequilíbrio causado no mundo que a razão realiza-se num mistério profundo
Somos responsáveis pelo que sentimos, com razão devemos assumir o poder sobre as nossas emoções, ou seremos escravos de nossos sentimentos.
Tristeza tão triste
Tenho razão de sentir tristeza.
Meu coração de teu amor nunca teve certeza.
Foram tantas idas e vindas...
Muitos silêncios... muitos desencontros...
Quanto amor foi perdido.
Meu coração vive tão sentido
em não ver nesta vida nenhum sentido.
Alma triste, desolada...
Muito silêncio, muitas sombras...
São muitos os perigos desta estrada.
As árvores olham-me tristemente.
As flores exalam um perfume que quase ninguém sente.
Vestem-se de mistérios os rios caudalosos...
‘Siga’... dizem-me... ‘mas siga dando passos cautelosos’.
"Definiria a vida, como uma matrix de realidade com poucas dimensões perceptíveis, onde a razão e a racionalidade enfrentam a emoção e a fantasia, na busca em definir o Desconhecido".
"A razão tida como inverdade, e a Fantasia tida como veracidade absoluta, essas coisas mostram o quanto falta para os humanos evoluirem como seres racionais de verdade".
A ignorância que se recusa aos fatos não é falta de conhecimento, mas um tumor da razão que corrói a verdade e sepulta a própria humanidade em sua arrogância.
Na escuridão dos séculos, onde fé e razão duelam em silêncio, apenas aquele que ousar decifrar o código da alma encontrará as chaves para o reino oculto.
ECO LÓGICO
as vezes planto bananeiras
na minha consciência
não frutifico na minha razão
e não encontro nenhum eco lógico
nessa dissonação
VOZ DA POESIA
Às vezes o meu olhar sobe o morro
Quando morro de saudade
E a razão pede socorro...
Eu já fui tão feliz um dia
Que a raiz que me sustenta,
E a luz que me ilumina
Se inclina pra colina
E colore a tarde de salmão, rosa e dourado...
Eu ponho de lado o meu orgulho
Às vezes e sem querer fazer barulho
Eu canto um samba;
Algo que batuca no meu peito
Eu não tenho jeito,
Eu sou escravo desse amor...
E de outros amores que eu não soube,
Mas li em algum poema
Ou assisti em algum cinema
Eu sou a voz da poesia
Mas tenho medo do seu cântico,
Eu que já fui feliz um dia
Prefiro ser sozinho do que ser romântico...
Eu, a Caneta e o Vazio
Sempre achei que a razão pela qual escrevo era colocar meus sentimentos em palavras — assim, sem compromisso, sem obrigações. Só para me sentir liberta de algo que talvez eu guarde sozinha, para mim.
As palavras foram a forma que encontrei de não me afogar em sentimentos desorganizados.
Mas hoje está tudo uma bagunça.
Misturei obrigações com minhas poesias.
Gastei palavras demais porque alguém, um dia, me fez acreditar que eu devia essas palavras a ela.
E hoje, me faltam palavras para expressar o que sinto.
Mas eu não julgo — a escolha foi minha.
Hoje, vivo com as consequências.
Consequências da escolha de, um dia, ter colocado alguém acima de mim.
Estou me afogando —
Afogando na insatisfação de minhas frases e textos não superarem minhas expectativas como antes.
Defendo a razão com a ousadia de quem detém a verdade. Porém, mesmo o homem mais justo às vezes precisa adiar a hora da justiça a fim de evitar a calamidade. Afinal, razoabilidade e sensatez são uma necessidade quando se lida com estúpidos, pois eles se esquivam da verdade e desconhecem a razão.
