Raça Humana
A pedra que rola para massacrar a extinção da raça humana é exatamente sobre aquele que retira o calço da honra de quem trabalha com humildade e gratidão.
Eu me vejo pensando
Que coisa mais desprezível
Ter nascido na condição Humana
Raça sem jeito
Se olhar direito
Dificilmente alguém se salva
Mas estão todos certos
Nos seus tortos argumentos
Praticamente perfeitos
Se lhes damos ouvidos
Em suas teses e pontos de vista
É uma conquista pessoal
Pra nós mesmos
Qualidades que vão ao longe
dá até pra perdê-las de vista
Pessoas tão desprendidas
Abrem mão de tudo
O tempo todo
Pra logo em seguida
Abarcar a tudo que é seu por direito
E um pouco mais
Usando os dois braços
E mais aquela mão, que estava aberta
Certos das suas convicções
Que quase me convencem
Pois a sua razão
É sempre a razão mais certa
Sabem sempre de tudo
Sempre sabem onde vão
Cobertos de razão
Imbuídos de certeza
Pobre gente
Eternamente perdida!
Edson Ricardo Paiva
A raça humana só caminha para a sensualidade e degradação: Se alcançar o topo, precisaremos manter nossos filhos em quarentena bíblica.
A raça humana é toda cheia de defeitos e doenças: mas a maior e a pior delas e a epidemia da corrupção que contamina multidões, atrasa uma nação e impede o seu crescimento.
Se as crianças fossem trazidas ao mundo apenas por um ato de pura razão, a raça humana continuaria a existir? Um homem preferiria ter tanta simpatia pela geração vindoura, a ponto de poupá-la do fardo da existência? Ou, de qualquer forma, não se encarregaria de impor esse fardo a sangue frio.
O que estou buscando não é o real nem o irreal, e sim o inconsciente, o mistério do instintivo na raça humana.
A vida não é uma questão de tirar pedaços de si ou pôr pedaços em si. Ela é a notória vinculação e desvinculação desses dois elementos imprescindíveis na composição intrínseca e irrefutável da raça humana. Se eu retiro do meu ser um tanto de mim, em contrapartida, outros tantos de mim são postos em relevo; ocultos ou explícitos. Não são as partes que me constrói, mas sou construção de um todo, em partes que me delineia e me permeia entre singular sentido, que não condiz com teu ser de humano. Ponho-me em traços vastos e inquietantes da figura antinotória do que seja eu. Abstraiu-me do falso pudico, da faceta contesta do santo obscuro profano e de relíquias consagradas pelas sujas mãos ofertadoras de mentiras, de pura leviandade, pelo fugaz e patente orgulho exibicionista. Pois jamais troco pedaços de fragmentos de traços natos que me completam, com toda (in)completude que te revela oca existência pluralista de um ser (quase) nada. Porque sou eu exclusiva de mim. E, de mim, vivo eu em ser assim.
Eu não estou em uma competição com ninguém, nenhum de nós será lembrado, nossa existência como uma raça, a humanidade é um blip, um milisegundo na história de todo o universo. Todos esses muros que não nos deixam amarem uns aos outros como uma só família, como uma só raça: racismo, religião, classe social, tudo isso que nos torna tão egoístas, tão focados em nosso legado individual ao invés do legado de toda nossa raça, por exemplo, os dinossauros não são lembrados por nada além de seus ossos, então quando a humanidade estiver extinta, o que nós acrescentamos a esse pequeno planeta ?
"Já estou morto será que não percebem? já não espero nada, não sinto nada, não almejo nada, não sonho nada, é só este nada infernal a todo momento, Deus Morreu, tudo esta acabado, maldita raça humana, deveríamos todos sermos dizimados como se faz á uma peste"
Demorei para entender que a inveja, a ganância e o ardente desejo pelo poder não é privilégio dos ricos, mas inerente a raça humana.
O racismo começa quando se cria data pra ele, quando se cria cotas por aí e principalmente quando se divide uma raça chamada HUMANA em raças diferentes, afinal feche seus olhos ouça a voz e toque em uma pessoa, é possível dizer sua cor? Do pó viemos ao pó voltaremos...
