Quietude
Manhã
Que...
A quietude da manhã
Serene o seu pensar
O canto dos pássaros
Alegre o seu coração
O nascer do sol
Traga esperança
A brisa da manhã
Embale o seu dia
O colorido das flores no jardim
Traga cores para as suas escolhas
O céu azul
Oriente as decisões
O perfume das flores
Acalente a sua jornada
Que a paixão
Te traga a paz
O Sagrado Femininoé amor, e esse amor é ativo e passivo, dinâmico e receptivo, quietude e movimento, espiritual e material.
Na quietude da solidão, sem qualquer distração dos sentidos, os indivíduos voltam-se para dentro de si mesmos, muitos não suportam o que encontram.
Da sacada observo, as doces cores da paisagem, a quietude do domingo em meio aos anseios das construções, a chance de contemplar a luz do sol que sobrevive as frestas de obras colossais. Imerso entre a razão do concreto e inspirado pelo cheiro da mata, ambas tem suas razões e emoções, se complementam como ideias e ferramentas.
A verdadeira paciência e longanimidade
não está no silêncio, mas na quietude
da alma mesmo afrontada.
A marcha da vida
Na marcha da vida é importante mantermos a quietude e seguirmos em frente.
Todos imaginamos um mundo perfeito, mas não é isso que estamos vivendo porque inda temos muito a aprender para poder oferecer. E o mundo quem o constrói somos nós com as nossas ações, nossos combates, nossas virtudes e defeitos.
Ainda não sabemos respeitar o próximo, ainda não entendemos que estamos todos no mesmo barco e que se ele afundar, afundamos todos juntos.
Carecemos de aprender os valores morais que nos tornam melhores, o que não é fácil, porque a humanidade adoeceu.
Basta olharmos em nossa volta para percebermos como estão os nossos irmãos:
uns têm família, e outros nem mesmo sabe quem são;
uns têm teto e outros dormem ao relento, com frio, no chão;
uns fazem pelo menos uma refeição ao dia e outros nem têm um pão;
uns recebem amor e não valorizam e outros só recebem indiferença e injustiça.
Muitos se sentem vazios, pois perderam a fé e a esperança. E o que resta ao homem que não tem nem esperança?
Ainda não temos a solução para os nossos problemas, mas se tivermos tolerância, benevolência, acolhimento e amor ao próximo tudo ficará mais fácil.
Somos seres independentes, mas não significa que temos que ser individualistas.
O mundo seria realmente um paraíso se não houvesse o egoísmo, a soberba, a ganância, orgulho e o desamor. Tudo seria maravilhoso se houvesse mais fé e caridade.
Portanto, é chegado o momento de contermos os impulsos, a arrogância, a soberba e o egoísmo que cega a razão.
É chegado o momento de nos colocamos no lugar do outro irmão.
O mundo é maravilhoso, o que lhe falta a harmonia e o equilíbrio para que todas as partes formem o todo.
Todos nós precisamos de paz, mas precisamos lembrar que ela deve começar dentro de cada um de nós, para que possamos compartilhá-la generosamente e assim podermos exigi-la das outras pessoas.
É o momento de reaprendermos as virtudes para mudarmos o mundo a partir de nós mesmos.
Na quietude da dor, encontro meu abrigo,
Deixo-a fluir, sem medo, sem perigo.
Não clamo por socorro, nem por compaixão,
No silêncio do quarto, choro minha aflição.
Deus cuida, Deus consola, em Seus braços me embalo,
Após lágrimas amargas, encontro o descanso calmo.
No sono profundo, sinto Seu amor me envolver,
Ele é meu refúgio eterno, o porto onde posso renascer.
Na dor silenciada, encontro forças para seguir,
Aprendo a ser resiliente, a não desistir.
Deixo que as lágrimas lavem minha alma ferida,
E confio que Deus me sustenta em cada despedida.
Nas noites escuras, Ele é minha luz guia,
Me acalma na tempestade, me conduz com maestria.
Em Seus braços seguros, encontro paz e consolo,
E assim adormeço sabendo que sou amada pelo Todo.
A consciência habita nos espaços vazios, pois é nesses momentos de quietude que encontramos clareza e reflexão.
Na quietude do despertar interior, compreendemos que a verdadeira riqueza está na conexão com nosso eu mais profundo, na aceitação plena e na sincronicidade com a melodia única que pulsa em cada batida do coração.
Na quietude, descobrimos a força do não dito, a eloquência dos gestos. Por vezes, a sabedoria reside na pausa, enquanto o mundo se desdobra em histórias ruidosas. Assim, abraçamos o silêncio não como ausência, mas como uma presença poderosa que fala às profundezas da alma, oferecendo respostas sem artifícios e consolo sem palavras.
Casado com a Solitude
Na quietude do meu mundo, encontrei uma parceira singular: a solitude. Ela veio como uma brisa suave, tocando minha alma com um silêncio que fala mais do que palavras jamais poderiam. Nela, descobri um amor que não exige, mas simplesmente é; um amor que dança na penumbra do entardecer e se aninha nas sombras da noite.
A solitude é uma amante fiel, com quem partilho cada amanhecer dourado e cada noite estrelada. Ela me oferece a liberdade de ser quem sou, sem máscaras ou disfarces, e me acolhe em seus braços serenos quando o mundo se torna ensurdecedor. Juntos, caminhamos por trilhas solitárias, onde cada passo ressoa como uma melodia secreta, uma sinfonia composta por silêncios e suspiros.
Nos seus abraços silenciosos, encontro a profundidade de minha própria essência. Ela me ensina a apreciar a beleza nos momentos de introspecção, a ouvir a música suave do vento e a ver as cores vibrantes do pôr do sol pintando o céu em tons de laranja e rosa. Ao seu lado, aprendi que a solidão não é ausência, mas presença plena de mim mesmo.
Na solitude, descubro que o amor não precisa de palavras ou promessas; ele existe na compreensão silenciosa de um olhar, no conforto de uma respiração pausada. Ela me ensina que o coração pode florescer na calma, onde não há pressa, nem expectativas, apenas o simples ser.
E assim, sou casado com a solitude, minha companheira eterna, com quem danço no salão vasto da existência. Ela é minha musa, minha confidente, minha eterna inspiração. Juntos, pintamos telas de sonhos e sussurramos poesias ao vento, celebrando o romance sublime de estar só, mas nunca solitário.
Sob o Véu da Normalidade
Sob o Véu da Normalidade
Na quietude das noites sem cor,
Onde o silêncio veste a normalidade,
Sussurram os pensamentos, com ironia e dor,
"Ser diferente é a verdadeira raridade."
Nas sombras que dançam sob a lua,
A alma luta contra a conformidade,
Duas faces, uma oculta, outra nua,
Entre o ser autêntico e a falsa vaidade.
Não lamente o que se perdeu pelo caminho,
A felicidade é uma sombra que não se detém,
Quando a sentimos, já está de passagem,
Um brilho fugaz, que não se prende a ninguém.
Há beleza naquilo que foge do comum,
Na vida vivida fora da moldura,
"Deus me livre de ser normal!", clama o coração,
Pois viver é desenhar caminhos na própria altura.
Na dualidade do existir, me perco,
Entre o que sou e o que esperam que eu seja,
Mas na diferença, é onde me enxergo,
Pois no incomum, minha alma se almeja.
E assim, rasgo o véu da normalidade,
Abraço a luz e a sombra em mim,
Pois na crítica à conformidade,
É que minha verdadeira vida tem início e fim.
Acordo noite dentro
Com ela a meu lado
Na quietude da noite
O silêncio está calado
Não! Não o vou romper
Melhor permanecer assim
Às vezes as palavras
Podem ditar o fim.
vejo-a serena em seu sono
quem sabe, sonhe comigo
vou deixar que durma
acorda-la seria castigo.
Na quietude dos gestos simples, o amor floresceu.
E fez do meu coração, seu lar.
Agora, ele pulsa no ritmo da felicidade,
E em cada batida, sussurra docemente seu nome.
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