Quem Vive
O ambiente em que vive e estar, é dominado pelo impulso da intenção, da atitude e de sentimentos de quem mais tem força. Semeia-se a essência do que se é e traz.
Para dar vida a linda flor querida, beijada com amor e emoção, sua raiz vive enterrada no odor da terra no chão da escuridão.
Mente preguiçosa, se alimenta da mídia tendenciosa, não é imparcial analítica, vive do mal da falação sem autocrítica, sendo a mesma, vítima da exploração política.
O que faz a ansiedade é viver na incerteza do amanhã, como não se vive o amanhã, consequentemente vegeta no hoje.
Uma multidão vive no mesmismo , a reclamar do dia a dia, enquanto o coração com romantismo, se delicia em voar nas asas da poesia
Não entendo o ser humano que não vê a beleza no cotidiano. Vive reclamando constantemente, não está vivente só vegetando.
Um apaixonado vive mil amores num coração rompante, um verdadeiro amor vive apenas um, num coração ardente
O que a gente sente é individual, experiência única e sentida só por quem vive.
O sentimento é sensação, nada racional apenas para se sentir, por isto temos que ir por conta nestes assuntos, pois qualquer conselho, conselho que pode vir do melhor amigo ou dos pais ou irmãos serão concelhos com fundamentos racionais sobre algo que é irracional, é energia que passa por você de maneira que só você entende, por isso quando seguimos conselhos contrários à energia que nos envolve entramos em crise existencial, viemos ao mundo para aprender a viver e se amparar sós e quando possível um ombro amigo, e mesmo assim pedimos conselhos e mais conselhos até chegar ao que mais se aproxima do que queremos e mesmo assim não chega nem perto, não blasfemo os conselhos amigos, mas acho que servem para refletir sobre nossos pensares e não seguir los ás cegas, como se não existissemos, como se a opinião sobre algo que nem ao menos conseguimos explicar ao certo por ultrapassar qualquer tentativa de racionalizar fosse a certa, escute para analisar, mas siga sua intuição.
Vazio Absoluto
Você é tão vazia,
um buraco que engole luz e cospe amargura.
Vive de vitimismo,
aponta o dedo para o mundo
enquanto o fracasso mora dentro de você.
Não reconhece os próprios erros,
prefere lamber as feridas e culpar o destino.
Sem amor-próprio, sem respeito —
palavras que mal cabem na sua boca.
Tão perdida dentro de si,
que não evolui,
um ser sem luz, sem alegria,
que nunca entenderá o gosto da paz.
Pode mudar de ciclos,
refazer a linha do tempo,
mas como pessoa continua presa
a tudo que te corrói e te diminui.
Você é decepcionante.
Usa os outros como peças baratas
no seu joguinho miserável.
Acha que tem maturidade,
mas a idade só expõe sua futilidade,
sua incapacidade patética de crescer.
Pessoas vão chegar e te abandonar —
como sempre.
Você foge do espelho,
porque olhar para si mesma
é enfrentar a grande falha que habita em você.
Deveria sentir vergonha,
não essa pena nojenta de si.
Petulante, arrogante,
refém da própria vaidade podre,
imatura até o osso.
Vazia.
Irremediavelmente vazia.
"Quem desdenha da erudição científica que você possui, vive em um lugar, onde o conhecimento é uma parte quântica de sua realidade, e que ele não consegue ver, por não querer explorar e descobrir, como você faz."
Os segredos de jhúlia
Jhúlia vive entre seus medos
Seus amores, paixões, e segredos
Corajosa, atrevida
Intensa, tão cheia de vida
Nos corredores ela caminha
À procura, na surdina
Ardente, envolvente
Quer entregar-se completamente
Seu constante delírio
Sua insaciável libido
Que grita com sede
Segurando-se nas paredes
Em seu mistério conturbado
Jhúlia vive entre seus laços
Em si mesma afugentada
Querendo voar, ser resgatada.
A ferida mais dolorosa e corrosiva
Não vemos, apenas sentimos,
Ela vive alojada
Nas entranhas do coração
BANDAS
Numa banda da lua vive o dragão, Na outra banda tem os anarquistas
Houve um tempo que o dragão
Quase dizima essa população
A banda ficou menos romântica e mais escura
Assim surgiu o heavy metal
Um bando de vampiro bandeava a loucura bandida,
Matilhas de lobos uivavam de solidão
Dividiram a lua em fases
E a parte mais fina ficou pros anarquistas: a lua nova,
As outras fases eram motivo de lutas pela conquista
O dragão foi ferido por são jorge
Que defendia a fauna e os anarquistas,
A lua cheia ficou para os lobos e os vampiros
O quarto crescente e o quarto minguante
Eram fases esquisitas,
Essas fases ficaram com a quibanda
Que ao luar derramava sacrifícios
Aos deuses da lua e da umbanda
Assim a lua foi fatiada; ficou a lua da rua
A lua da namorada, a lua dos russos e dos americanos
A lua das marés, a lua de mel,
A lua dos poetas, a lua dos loucos
E a lua ficou sem lua porque, convenhamos,
Só uma lua para tantos é muito pouco
