Quem Mexe com Ferro com Ferro Sai Ferido
Ó São Paulo! Grande capital! Entre teus seios jactanciosos de ferro, vidro e concreto rastejam, como cobras, a desigualdade, o vício, a violência e a morte!(Walter Sasso)
Relíquia
Ferrugem,
O Sangrar do Ferro,
A Morte do aço,
A Escuridão, As Trevas,
A Imensidão do Espaço,
Esqueça-me!
Deixe-me empoeirar,
O Meu verdadeiro valor,
Algum dia,
Alguém ei de dar...
Esses 20 porcento de ferro
que me fugiram da alma,
Esses 10 porcento de ferro
que o vento levou das calçadas,
Deixaram-me mais leve,
o suavemente necessário
para não enferrujar.
Se Meu nervo é ferro,
Minha cabeça é maciça...
gelo em circulo de fogo
evapora em meio a vista
eu posso ser mais um crioulo
ou só mais artista,
foda-se seu problema
eu comprei mais uma fixa,
nesse poker apostaram em uma rixa,
tão invetando história ou prova fictícia?
a raiz do problema começa com... menos problema
eles sismarão que são groove street
mais não se compara
a onda do hachixi, o exemplo do big smook
em meio a salva triste
O Valor além da Aparência
Meu ferro de passar, embora funcional, exibia as marcas do tempo. O bico quebrado, o botão de regulagem de temperatura ausente, a aparência desleixada... Tudo isso não importava, pois ele cumpria seu propósito com dedicação. No entanto, minha amiga, vinda de outra cidade, ficou horrorizada ao usá-lo antes de retornar para casa.
Alguns dias depois, o correio trouxe um pacote inesperado. Dentro, encontrei um presente da minha amiga: um ferro novo! Cor-de-rosa, minha cor predileta, compacto e com um bico elegante, capaz de passar com graça os colarinhos e as dobrinhas mais delicadas. Fiquei encantada com aquela obra de arte.
Decidi colocar meu velho ferro perto da lixeira, na esperança de que alguém o encontrasse e aproveitasse seu valor escondido. No dia seguinte, reuni minhas roupas e, com um sorriso no rosto, preparei-me para estrear o novo ferro. Era uma alegria olhar para aquela belezinha cor-de-rosa. Contudo, minha empolgação logo se transformou em frustração. O ferro ora aquecia demais, ora ficava morno, e seu fundo grudava nas roupas, independentemente da regulagem.
Tentei usá-lo várias vezes, mas sempre acabava perdendo mais tempo ajeitando o ferro do que passando as roupas. Foi então que percebi o valor do meu velho ferro. Ele, apesar de sua aparência desgastada, nunca me deixou na mão.
A experiência me fez refletir sobre a sociedade atual. Vivemos em tempos onde a beleza superficial é supervalorizada, enquanto o verdadeiro valor e a sabedoria muitas vezes são negligenciados. Assim como meu velho ferro, as pessoas mais velhas podem não ter a aparência de outrora, mas carregam consigo um tesouro de habilidades, experiências e sabedoria. E, no final das contas, o que realmente importa não é a aparência, mas sim o conteúdo e a essência.
Meu tempo
Tempo que engole o dia,
que corroi o ferro,
que antecipa a saudade,
e que me faz triste a esperar.
Ah tempo...
Porque não paras,
sem abreviar as horas,
acalenta um pouco mais meu sonho,
faz mais feliz o meu agora,
e traz para perto o que tive de bom outrora.
Tempo, volta...!
Quero de volta meu bem,
Para eu reviver tudo, para não mais acabar.
Ah tempo...
Corre rápido, bem ligeiro
Não quero perder nem um minuto
Faz com que minha espera acabe.
Não, não tempo...
Não te finjas de surdo,
e ouve o que digo.
Tudo passa por ti,
tudo tem o teu olhar,
caminhe lento quando for preciso,
e te arrastes quando o bem estar encontrar.
Calma... Calma tempo...
Não me deixes assim pelo caminho,
pois sabes que de ti eu só posso esperar.
Esperar que alivie,
esperar que cicatrize,
esperar que fico bom,
e que se assim for,
vou te pedir para parar.
Mas não ignores meu clamor,
não faças pouco caso de minha dor,
pois já me esfolei,
já sofri e já chorei,
e agora quero de bem contigo ficar.
Meu tempo
Tempo que engole o dia,
que corrói o ferro,
que antecipa a saudade,
e que me faz triste a esperar.
Ah tempo...
Porque não paras,
sem abreviar as horas,
acalenta um pouco mais meu sonho,
faz mais feliz o meu agora,
e traz para perto o que tive de bom outrora.
Tempo, volta...!
Quero de volta meu bem,
Para eu reviver tudo, para não mais acabar.
Ah tempo...
Corre rápido, bem ligeiro
Não quero perder nem um minuto
Faz com que minha espera acabe.
Não, não tempo...
Não te finjas de surdo,
e ouve o que digo.
Tudo passa por ti,
tudo tem o teu olhar,
caminhe lento quando for preciso,
e te arrastes quando o bem estar encontrar.
Calma... Calma tempo...
Não me deixes assim pelo caminho,
pois sabes que de ti eu só posso esperar.
Esperar que alivie,
esperar que cicatrize,
esperar que fico bom,
e que se assim for,
vou te pedir para parar.
Mas não ignores meu clamor,
não faças pouco caso de minha dor,
pois já me esfolei,
já sofri e já chorei,
e agora quero de bem contigo ficar.
A verdadeira humildade, tem mais haver com a fragilidade do vaso, do que com a resistência do ferro, que cria ferrugem.
Calendário de Cinzas
Mais um ano se abre
como uma porta pesada de ferro,
rangendo nos nervos do mundo.
Não é o tempo que envelhece,
somos nós que ficamos sem ar
quando a história decide gritar.
Carrego nos ombros
o peso de amar demais:
a terra,
as pessoas,
o futuro que ainda não sabe
se quer nascer.
Sou feito de urgência,
de atenção que pula como faísca,
de um coração que não aprendeu
a ser morno.
E isso cansa.
Isso dói.
Há fogo onde antes havia vento.
Há sede onde o rio costumava cantar.
Há gelo endurecendo cidades inteiras,
como se o inverno tivesse esquecido
o caminho de volta.
O planeta pede silêncio,
mas os homens gritam.
Alguns brincam com o medo
como crianças cruéis
quebrando o próprio brinquedo
só para ouvir o estalo.
Enquanto isso,
alguém no sul vê a floresta arder
como uma carta nunca respondida.
Alguém no norte
aperta os braços contra o corpo
e espera que a luz volte.
Alguém em algum lugar
só queria viver.
Há guerras que rasgam mapas,
e há outras que rasgam dentro.
Explosões que não fazem barulho,
mas deixam tudo escuro
por muito tempo.
A sensação,
não dita,
não nomeada,
apenas presente
como um sol atrás de nuvens grossas.
Um amor que não coube no mundo,
mas insistiu em existir
no espaço exato entre
o que foi
e o que nunca pôde ser.
Talvez seja isso que ainda me mantém de pé,
saber que, em línguas diferentes,
em culturas distantes,
milhares sentem este mesmo nó,
essa vontade simples, quase infantil,
de acordar sem medo
e chamar a vida de casa.
Não há muita esperança hoje.
Mas há lucidez.
E há beleza nisso:
o despertar dói,
mas é sinal de que ainda estamos vivos.
Se o mundo arde,
que ao menos nossos olhos permaneçam abertos.
Se o futuro treme,
que nossos corações não aprendam a odiar.
Porque amar, agora,
é um ato de resistência.
NUNCA
"Fui moldado a ferro e fogo..."
nunca tive privilégios na minha vida,
nunca entreguei-me ou deixei-me que pisassem em minha honra;
nunca fui covarde e fugi diante o perigo;
nunca acreditei nos homens, principalmente os que usam ternos;
nunca cansei de lutar pelo meus sonhos
nunca deixei de amar a minha família
nunca abandonarei minhas crenças
nunca deixarei influenciar-me, a não ser nas causas boas
nunca esqueci de minha mãe e meu pai
nunca abandonarei meu Deus
nunca fui a terra do NUNCA
nunca acreditarei no PETER PAN
nunca deixo de acreditar na existência do CAPITÃO GANCHO...
nene policia
Estrelas que me lembram
Trago no sangue o ferro
que já foi coração de planeta.
E há, na minha espinha,
o cansaço milenar das galáxias.
Não nasci hoje.
Nasci quando Deus ainda aprendia
a escrever luz nos espaços.
Sou poeira antiga,
com nome recente.
Memória estelar em movimento —
não de um astro,
mas do instante em que o amor
acendeu o primeiro fogo.
O imediato me fere,
como quem tenta cortar o infinito
com o fio cego da pressa.
Há milênios dentro de mim.
Olho o eterno
porque só ele me reconhece.
"Deus, não deu asa a ferro... Ferro foi feito pra tá no chão. Deus, deu asas, aos pássaros. Deus deixou o dom na terra mas o homem, da terra inventa suas engenhocas, e até brincam e pensam que são Deus.
Não nasci pra perder
Não nasci pra fracassar
Fui treinada a fogo e ferro
Posso até me cansar em alguma batalha
Mas a guerra eu sempre venço
Obrigar ao outro a ouvir-lhe aquilo que ela não está disposta, é o mesmo que bater um ferro no outro, ambos saem danificados.
A sensibilidade, apura os sentidos.
Faz áureo o que é argênteo.
Faz de bronze o que é de ferro.
Faz sentir o perfume da flor, quando se respira o ar do deserto.
A sensibilidade, faz-nos enxergar a cor do AMAGO da cor.
...
Faz ver o infinito no finito.
Faz brilhar mais as estrelas.
Faz-nos ver a GRANDEZA de uma pequenina formiga.
Faz-nos ter olhos tão eficazes como os do POMBO.
Que consegue extrair do chão, o diminuto grão de seu alimento.
Mas, quem hoje sabe o que é sensibilidade?
O BEM, O MAU E A PAIXÃO
O mal é uma cadeia de ferro, o bem é uma cadeia de ouro e a paixão é uma cadeia de fogo, é quase impossível se sair dela sem se queimar.
Caráter e honestidade são como armas especiais forjadas a ferro e fogo, nas provações da vida onde continuamente eliminamos a escória!
As lições de uma mãe é como uma linha de ferro, segue fazendo muito barulho, mas sempre nos leva ao destino certo.
