Quedas e tombos
FATAL
Ao assistir-te, pétala, da rosa desprendida
Em devoluta queda, no ciclo em conclusão
Deixando-se ir arrematada, fatal condição
Me vi, semelhante, no ser, em despedida
Tempo idos, e a quimera do sonho parida
Remindo todos os arroubos meus, sanção
Vou em subida, com a versada imaginação
Seca, ocorrida, suspirante, no chão caída
Agora só, e a escrever a solidão a vagar
Numa saudade que do peito dá pra ouvir
Traçando conto, sem capricho no contar
Olhando a rosa, sempre formosa, a sorrir
Por que o despetalar? Sina, que faz chorar
A dor do verso, de quem, mais, quer ficar...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12/10/2022, 14”45” – Araguari, MG
Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98)
Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Eu sei, eu sei que eu não preciso ser bagunçada e a todo momento estar em queda livre pra me sentir viva, eu sei que a adrenalina é viciante e me deixa extremamente entorpecida por garotas com sorrisos largos, olhos semicerrados e com um cheiro de algum shampoo que eu não consigo identificar, eu sei que amar é um perigo constante e estar à beira do abismo faz eu me sentir um tanto quanto anestesiada e em êxtase.
Eu sei, eu sei que eu devia parar de me dopar e de usar tantas substâncias viciantes, mas acontece que, eu fico fora de mim e isso me faz flutuar e eu amo a sensação da liberdade, e as borboletas no meu estômago sentem fome e me pedem café e poesia. E eu sou essa mistura de cafeína, adrenalina e algumas doses de whisky e gelo. Há, e guaraná pra quebrar o álcool.
Suas palavras nas parede enquanto você reza pela minha queda
E as risadas nos corredores
E todos os nomes que já me chamaram
Eu os guardo comigo e espero pelo momento
Em que vou te mostrar como é ser definido por palavras jogadas ao vento
Nota: Trecho da canção Enemy, em parceria com J.I.D., canção feita para a série "Arcane", da Netflix, lançada em 2021.
...MaisCorações Painita:
Colares reluzentes, almas acorrentadas pela sofisma
A queda nunca foi sutil para tais que fomentam a idolatria.
Seja ela por aquele ou aquilo, não houve Rei que não fora a ruína
Seja ela por embolsar poder ou carisma, não houve embusteiro que fora ladeado pela graça divina.
Nessa queda de braço pra saber quem é mais forte
Quem pisa mais
Quem menos sofre
Eu vou me deteriorando
Vou me perdendo
Me matando
Vou me permitindo sofrer
Sofrer novamente
Por quem não entende
Que o meu amor
Não vai sobreviver
Que o amor não tem pilha
Não tem bateria
E não sabe se um dia
Vai conseguir aguentar
As suas patadas
As suas “pisadas”
A sua frieza
Frieza de amar
Tenho um sonho para acreditar.
Dou um passo, vacilo, tenho uma queda,
E como uma pedra que jogada ao mar,
Afundo sem suspeitar.
Eis que um mundo novo consigo enxergar.
Tenho um caminho, uma jornada, sigo pela estrada,
Repleta de curvas, retas e lombadas,
Desperto para a vida a me moldar.
Não desistirei, continuarei, acreditarei,
Pois todo o começo tem um fim,
E no fim, recomeçarei,
E então, eternizarei.
Evitar segurar a mão de alguém em queda, as vezes não é o sinal de falta de amor, em alguns casos até pode estar a salvar-se de tocar cobras venenosas.
Daniel Perato Furucuto
Depois de uma queda ao levantar, tenha cuidado para não tropeçar novamente pelo mesmo motivo.
Daniel Perato Furucuto
Santo em Queda
Mundo
Contemporâneo
Repleto
De
Adultos
Infantis
Em clima
De
Egocentrismo
Adolescente
Politicamente
Estamos
Em crise
De puberdade
Que
Nossa Santa
Novinha
Em folha
De nós
Tenha
Piedade
O intervalo entre uma queda e o recomeço parece uma eternidade. É muito sofrido. Mas o mais incrível de um recomeço; são os novos parâmetros e oportunidades.
