Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Na casa do mar (Trecho - Livro Momentos /2007)
... Na casa do mar
minha alma e a tua estarão livres
para namorar à vontade
no quarto, e na sala ... sobre as coisas ...
na varanda, e na orla marítima
sentindo o frescor da noite
aspirando o cheiro da maresia.
Amor! Qualquer dia desses te pego no colo
te levo para a casa do mar
para nos amarmos loucamente ...
Minha mãe sempre citou, “Nunca deseje o mal aos seus inimigos", mas como não desejar isso? Não há como amar quem te aflige moralmente e fisicamente...
O amor está me matando por dentro; mas se isso está mesmo me matando, que minha morte seja serena de felicidade, deleitosa como açúcar e apetitosa como um banquete.
|Carta de Guerra|
"Olá, minha garota", isso seria bom? Acho que nunca escrevi uma carta
Eu sei que está brava, mas precisa saber de tudo antes que eu parta
Despedidas não são o meu forte, mas é uma etapa da vida
Então, sem choro, que eu não quero manchar essa cartilha...
|"Olá, minha garota, minha pequena Mary
Moça dos olhos azuis, azuis como blueberry”
Eu estava pensando em fazer essa rima desde o momento em que peguei a caneta
Seria um bom verso para iniciar uma carta perfeita
Eu acho que vai ser perfeita... já que penso desde sempre em escrevê-la
É sério! Eu até bolava as frases enquanto estava de vigia na porteira
Na hora do almoço, eu também pensava em como te deixar mais apaixonada
Até porque, não basta ser apenas um belo cara
A beleza uma hora vai embora e o que fica é a personalidade, a graça, a criatividade
Eu queria ouvir você dizendo isso perto do meu ouvido agora com toda serenidade
Queria sentir seu doce e suave aroma de rosas e mel
Queria te admirar com aquela roupa vermelha que você usou por debaixo do véu
Você foi bem teimosa usando a cor do pecado no casamento
Foi pra me provocar? Era isso o que estava querendo?
Essas lembranças me fazem demorar no banho...
Você permite que eu continue vivendo um sonho
Você mantém um fogo acesso dentro do peito
Acho que, se eu não te amasse de verdade, eu teria encontrado aqui o homem perfeito
Acontece que alguns estão longe de suas garotas, ai acontece isso...
Tem soldados muito lindos que foram alistados comigo
Uns simplesmente se apaixonam por seus parceiros
Outros se escondem com o medo de deixar escapar os seus desejos
Eu juro que não paquerei ninguém, de boa?
Eles podem ser fortes e tudo mais, mas eu já tenho a minha pessoa.
Sabe aquela foto sua de tranças e uma fita branca no cabelo?
Eu fico exibindo ela pra Hitler e o mundo inteiro, e parece que é o meu "defeito"
Isso porque eu nunca paro de falar de você
É como se fosse a única lembrança que me impedisse de enlouquecer
Você é o meu oásis, é quem me deixa são
Eu... não queria estar mais nessa prisão
Queria estar por perto para te proteger
Queria te amar mais do que posso, queria sentir o prazer
Eu sinto falta do seu beijo gelado
Sinto falta de te esquentar no meu abraço
Sinto falta de te fazer um cafuné
De acordar bem cedo para te preparar um café
Garota, eu preciso ser sincero com você
Eu estou com muito medo de morrer...
Mas saiba que não precisa desistir de amar, certo?
Vivemos, nos apaixonamos, perdemos e seguimos o trajeto
A vida não para. E ela pode tentar te tirar a chance de continuar
Mas é normal... Acontece, por que iria se importar?
Saiba que vou lutar em honra ao nosso país
Poderia continuar ai com você, mas foi por um triz
Se por vontade do destino eu não sobreviva
Não permita que eu seja o ponto final na sua vida
Lembre-se de mim, mas permita se apaixonar de novo
Encontre uma pessoa elegante, um cara bem formoso
Que não te ame por partes, e sim, por igual
Que não seja judeu e que celebre o Natal
Que viaje com você para algum lugar afrodisíaco e tropical
Curta cada momento que essa pessoa lhe proporcionar
E, por favor, não pare de se apaixonar
...
Bem... Não sei como me despedir agora
Parecia tão fácil naquela história...
Eu vou escrever tudo o que estou vendo aqui no pelotão
O sargento cumprimenta o general que, nos soldados, estava dando sermão
Estão abastecendo com diesel os tanques de guerra
Eles são enormes e, se eu fosse do outro time, pediria trégua
Alguns outros soldados também estão escrevendo cartas
Eu estou vendo homens durões chorando como crianças desesperadas
Eu tentei não me emocionar, mas é triste saber que iremos dar nossas vidas pela população
Me perdoe minha Marie por ser teimoso e não seguir sua orientação
Mas eu não queria que você visse apenas foto e frase motivadora
Precisava ver a realidade cruel e destruidora
Eu... Preciso parar de escrever
Tenho que me preparar para morrer
Mas... Se minha morte significar a vitória da Alemanha
Saiba que lutarei com garra... Estou com a dignidade ganha
Eu te amo muito e sempre amarei, nunca esqueça disso
Então... Adeus minha amada, minha Marie, meu abrigo
13 de agosto de 1945
*MB*
O livre arbítrio me permite andar sozinho
Mas não importa minha escolha,muito menos meu caminho
Porque todos que eu escolhi sempre tinham espinhos.
Alguns machucavam,outros nem tanto,nunca colho oque planto,pra mim não é espanto.
Oportunidades aparecem e eu jogo fora,a vida me fez aprender mais coisas que a escola,vc escolhe o seu destino,não me enrola, já escolhi diversas vezes e nunca chegou minha hora.
Enquanto isso passam as horas,e eu espero o momento de ir embora.
Cada caminho que tracei
só me levou ao fundo do poço,acho que eu já perdi o curso,eu olho minhas escolhas com desgosto,e todo dia penso em me refazer de novo.
Refazer minha meta,sem ir em direção a minha queda,
faz um tempo que pra vida eu peço uma trégua.
Já faz um tempo que perdi o compasso,acho que a melodia me fez perder os passos,o certo na minha vida se tornou algo escasso,por isso cansei de escolher um lado,dessa vez eu não estou errado,esse poesia se tornou um desabafo.
''Minha mente tem estado como um dia de tempestade cheio de nuvens, agitado pelo vento gelado e pelas chuvas penetrantes... Porém, mantenho-me paciente diante à adversidade, pois sei que no final de tudo, restará acima de mim apenas um céu azul.''
Um segredo trancafiado.
Tentando não me inebriar...
Sacio minha sede na fonte...
E vou controlando as insanas curvas...
Onde não há caso e nem limite...
Águas correntes...
Nascem na serra...
E deságuam no mar...
Rios de águas puras...
Umas verdes...
Outras escuras...
E ao chegar na mar...
Ficam azuis da cor do céu....
Oh terra!....
Natureza perfeita....
Oh mar!....
Animais aquáticos em ti...
Vem se alimentar...
Queria eu...
Poder tocar o Sol...
Queria eu...
Poder tocar as nuvens....
Sentir e delirar....
Apreciar o melhor...
Apreciar a perfeição....
Sol...
Tão perto....
E ao mesmo tempo...
Tão longe....
Semblante de fogo...
És radiante....
A grafite...
Desliza junto á inspiração...
Aroma da terra...
Aroma da selva....
Verde até no aspirar....
Inebriante e possante....
Em uns causa uma imensa solidão...
Em outros...
Causa uma gloriosa sensação....
Ao mesmo tempo....
Um estado de tamanha satisfação.
Sozinho...
Me contemplo ao perceber...
Corro atrás de respostas...
E mais longe ficas sem eu te ver...
Imenso universo...
Minhas lágrimas são poucas para te dizer....
Teu controle é absoluto....
Infelizes são aqueles que não te tem....
Mas só o Criador tem a raiz de tudo...
Em minh'alma....
Tem um guardado trancafiado....
São segredos que nem sei se um dia terei o prazer de revelar....
A ti...
Oh!...
Universo perfeito...
Impossível é te esquecer...
Um dia sei lá...
Aqui ou acolá....
Gritarei alto...
Falarei alto....
Quero apenas fazer meu grito ecoar....
Unir ou separar....
Mas...
Poderá eu...?
Posso eu....?
Não sei...
Mas guardado aqui...
Ficará....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Meu lar é todo e qualquer lugar onde descanso meus pés e minha alma sem medo do que vou sentir ao acordar...
O Remo
Um dia caminhando achei um remo aquilo me parecia sereno,
E o mar na minha frente resolvi a remar,
Chegando no remo, coloquei minhas tralhas e me dispus a remar,
Talvez eu ainda não sabia o que era aquele remo
Mas depois descobri que era a única plataforma que me separava de me afogar.
Eu ser tão pequeno perante um oceano
Justo eu que me achava tão soberano,
Percebi minha inferioridade,
Talvez seja minha última carta antes que meu remo entre em desgaste
ou talvez um navio me localize e me ache
Mas antes disso estou a deriva, remando…
Sem destino, sem norte, sem sorte.
Talvez eu encontre o caminho das andorinhas,
e siga os pássaros,
Mas já estou tão longe que me parece impossível uma vida sobreviver acima desta água, isto me dói profundamente
Saber que morrerei sozinho nesta mágoa.
Ontem de novo eu tive uma miração
Eu vi um pouco de terra firme,
Me parecia certo seguir para aquela região,
Afinal é sensato no meio de um oceano seguir para onde pede seu coração
E mais uma vez eu remei,
gastei todas as minhas energias, os braços doem de lembrar, aos poucos fui percebendo que não estava crescendo, estava diminuindo e assim foi-se, sumindo.
Isto acontece sempre
Nunca acho terra
Maldito dia que resolvi remar
Agora não consigo voltar,
Meu caminho não é pra lá e nem pra cá,
Talvez eu esteja tão corroído que deva me afogar…
Diante de minha pequenez e miséria humana o Evangelho vem me resgatar e me ensinar que por maiores que sejam minhas limitações, pecados e fraquezas, nada será maior do que a misericórdia de Deus.
Melodia improvisada.
Troquei as cordas de minha viola...
Arrumei uma flor que exalava o choro da madrugada....
E tentando acalmar um verso...
Pois afoito ele estava...
Fiz uma canção que chorava...
Nesta bagagem...
Xícara e açúcar me acompanhava....
Café extra forte...
Pra tirar o sono da minha jornada....
Um manto quente...
E um passarinho que soltei da gaiola...
Enfeitei a poesia chorona...
Dando vida naquilo que eu cantava....
Viola de ouro....
Perguntei ao perfume da flor...
Oh senhora flor...
Andar é preciso...?
-Ela me respondeu assim...
-Amar muito mais....
Fui no contra versos...
Trouxe um verbo escondido no bolso...
Viagem programada...
Viagem planejada....
Um som de viola...
Enfeitando a noite enluarada....
Oh coisa bonita....
É cantar nas madrugadas....
Afoito é esse texto aspirado....
Se fazer canção é isso tudo...
Que seja então pra minha amada...
No repique em uma só corda...
Notas e notas se faz como prova...
Oh melodia sofrida....
Perfuma o lençol que me cobre....
Mas não me tire o Sol....
Ahoooooôôô paixão.....
Sou poeta sinsinhô....
Xô daqui....
Tudo o que me causa pavor....
A paixão falou pro amor....
És amor porque ama...
Sou paixão porque xono....
Leve embora as amarguras...
Devolva-me....
O que era meu....
Ainda quero conquistar me trono...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
O TEMPO
Volto o olhar para o relógio do meu tempo
Em reflexões que remetem à minha mente
Vou recordando os antigos e bons momentos
Para avaliar o meu tempo no presente.
Faço no presente comparações com o passado
Cujas lembranças com saudades eu procuro
Vou aprendendo no dia a dia com o que faço
Para lembrar, com alegria, no futuro.
E sob os giros apressados dos ponteiros
Vão-se contando todos os instantes e segundos
Eu vou girando pela vida o tempo inteiro
E como o vento vou girando pelo mundo.
Vou caminhando com o tempo pela vida
Realizando pouco a pouco os sonhos meus
Como os ponteiros a cada volta nova partida
Sou um relógio humano, criado pelas mãos de Deus.
O que se passa entre nós?
Que parece nada dar certo.
Deixas-te de ouvir a minha voz?
Ou a relação não tem conserto?
Divido-me em questões,
Que só tu me sabes responder.
Estamos distantes a milhões,
Olha o que estamos a perder.
Sinto-me injustiçado
Porque sei que fiz o correto.
Lamento muito o teu passado,
Mas o que existe em concreto?
Não sei o que fazer,
Nem como me comportar,
Amar-te é um prazer,
Que contigo quero aumentar.
Locomotiva sem destino.
Devagarinho...
Em passo de tartaruga....
Caminhei até cansar...
Minha meta...
Era chegar em alguma estação da vida...
Alí...
Ficou para trás....
As ruas...
As casas...
As esquinas...
Os dias vividos...
E os sorrisos e lagrimas...
Na bilheteria daquela estação....
Um quadro na parede estampado....
Ao ler....
Mexeu demais com minha emoção....
E nele estava escrito....
"Locomotiva sem destino"....
Sairá daqui alguns minutos...
E nessa estação...
Ela jamais voltará....
E lá se vai ela...
Piuííí....piuííí....
Vai alí....
Um desconhecido trem....
E nele...
Vai o amor...
Vai o sorriso...
Vai clamor..
Vai dores...
Odores de todas as flores
Vai cheiro de jasmim...
Vai também as rosas de todos os Jardins..
Vão abraços apertados...
Vai um Poeta de outro estado...
E ele...
Vai registrando cada metro desse solo regado....
Ele está descalço....
E seus pés...
Estão um pouco calejado...
Mesmo assim...
Ele continua...
Com sorriso mudo e estampado...
Ele chora...
Ele sorri...
Madrugada fria....
Tardes quantes...
Manhãs geladas...
A estação lá atrás...
Ficou vazia...
Nessa ferrovia....
Os trilhos estão machucados....
Montanhas rochosas...
Penhascos e lajeados....
Caminhando ele vai....
Num descontrole emocionado....
Solidão vazia...
Mas ele continua sua jornada...
No chão daquela estação ...
Ele deixou um cair um pequeno papel....
E nele...
Tinha um recado...
Avisa esse povo....
Pra onde eu vou....
Eu não sei...
Até quando irei por essa ferrovia...
Também não sei...
Só sei que estou indo...
Sem destino...
Sem paradeiro...
Sou apenas um escritor...
E pela vida...
Sou apaixonado...
Oh vida...
Oh paz...
Por enquanto....
Não tenho nada dizer á ninguém...
Não tenho nada contar á ninguém...
E se eu for falar...
Não saberei explicar...
E se não ouvirem mais falar de mim...
Andem por onde eu andei...
Nessas ferrovias da vida...
Há muitas estações....
Mas apenas uma...
Faz parte do meu passado...
Quem quiser saber de mim...
Procurem em cada ponto...
Tudo meu....
Nela...
Eu deixei escrito e registrado....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
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