Quase Morto
..que sentido tem homenagear um morto?!
Em tempos atuais seria publicar nas redes sociais, que admirava muito, que era uma boa pessoa, blá-blá-blá e mi-mi-mi.
Quando digo que a única certeza da vida é a morte, pareço fatalista, mas deixo o vivente congelado por alguns segundos...rsrsrs
A EFICÁCIA da expiação de Cristo é atemporal (Graça Preveniente: cordeiro morto antes da fundação do mundo: 1ª Pedro 1.20; Apocalipse 13.8) e universal (Cristo morreu por Todos: João 3.16, 1ª Timóteo 2.4). Já, a sua APLICAÇÃO é temporal (no dia chamado hoje: Romanos 13.11; 2ª Coríntios 6.1-2) e condicional (pela fé: João 1.12; João 3.15; João 3.36; Atos 16.30-31).
O maior milagre não é ressuscitar quem está morto. O maior milagre é quando os vivos morrem! Mateus 16.24-26.
Todas as confissões do passado, unanimemente admitem um arbítrio morto depois da queda, e que apenas por esse arbítrio, o homem natural não pode ir a Deus, todavia, as mesmas confissões, defendem que após Cristo nos libertar, nosso livre-arbítrio é capaz de fazer o que é espiritualmente bom com toda liberdade. Até a CFW admite essa verdade Bíblica e Ortodoxa.
O cristão regenerado é aquele que sabe estar morto para esse mundo caído enquanto se está vivo em Cristo Jesus.
Todo aquele que se autodenomine Cristão, deve obedecer aos mandamentos de Deus, se considerar morto para o pecado e vivo para Deus. Caso contrário ele é um falso cristão!
A nova vida em Cristo significa estar morto para o mundo e para todo mundo; ao ponto de já não ser conhecido mais, pois se tornou uma nova criatura em Cristo Jesus.
E, finalmente, se fizer um paralelo exato entre um homem morto fisicamente e um homem morto espiritualmente [...], então da mesma forma tem que se dizer [...] que se ele não pode aceitar Cristo porque está morto, então ele também não pode rejeitá-Lo. Um homem morto [fisicamente] não pode crer em Jesus Cristo, mas um homem morto [espiritualmente] pode.
Laurence M. Vance – The Other Side of Calvinism, ed. rev. (Pensacola, FL: Vance Publications, 1999), p. 522.
BEM OU MAL
Não sei se sou bom ou mal...
Vivo ou morto
Se aporto ou voo
Se desejo ou renego
Se desato ou fico
Se bom, inexisto
Quando não tô presente
Na presença do bem e do mal
Será que o bem não é vil?
Ou, o mal infinitamente são?
PASSAGEM
O que olha, o olhar do morto fixo no teto,
Pensa no aborto no feto,
No filho que seria o prodígio,
Porque os que vingaram,
Envolveram-se com drogas,
O que pensa o defunto?
Pensa no gerúndio do verbo morrer
Pensa nas coisas que deixou de dizer,
Pensa nos abraços que deixou de dar,
Pensa na esposa que deixou de amar,
Pensa no particípio do verbo finar
O que pensa o finado
No féretro fechado
No pranto caindo de alguém preterido
No pretérito imperfeito
E no mais que perfeito
Do verbo acabar
Acabara bem antes do lapso, do colapso
O que olha o olhar do morto,
Num ponto indeterminado,
Pensa no pigarro, na cirrose,
Pensa no enfisema,
Na cachaça que não mais beberia,
No cigarro, que não fumaria ...
O que olha o olhar do defunto,
Germes, vermes em festa,
Por um novo presunto,
A passagem? Alguma paisagem?
Trevas ou luz?
Ou A singular possibilidade de renascer?
Era uma caminhada silenciosa todo o peso do morto dividido por quatro ,elevado às presenças e semblantes, às tantas potencias... quem faria tantos cálculos? O orgulho do finado pesaria pelos coturnos de todos os exércitos, multiplicado por todos os pelos do bigode de Hitler e tudo brilharia como os botões do batalhão nazista que venceria a Europa; . mas era uma caminhada silenciosa sem sons metálicos de fuzis ou baionetas, era uma caminhada silenciosa, era uma caminhada silenciosa. Alguém procuraria no fumê do Chanel da viúva, um traço de tristeza na sua roupa preta, nas suas pernas bem torneadas, provavelmente esquecidas na política bélica de estratégia de guerrilha; quem pensaria em guerra diante de tanta beleza? O féretro desceu, desceu a bandeira, uma salva de festim que só tornou depois tudo ainda mais silente. As pernas da viúva tinham prazer pela vida...
