Quase
Eu chegava,
transito intenso,
carros e pessoas cruzavam,
olhei para o relógio,
era quase quatro horas da tarde,
meu coração assaltava algumas batidas.
Eu a vi pela janela,
e foi como uma fotografia,
nunca mais esqueci
dos detalhes do dia
em que eu a conheci.
CRÔNICA: DE PAI PARA FILHA
Como entender o mistério da vida. Aquele cidadão carrancudo, quase mudo , devido os lampejos da vida. Abnegar o mundo, viver numa voracidade, que até a perspicácia dos titãs perdera de vista, tamanha a intensidade do fluxo vivido. O mundo rapaz; te tornou assim. És o senhor de ninguém. Quão dura fora a vida pra ti. Órfão de mãe e pai , antes do seu nono janeiro vivido. Poderia dizer, setembro. Porém quando me lembro, minha alma retrai- se , a minha mente foge de toda a normalidade! É cidadão! (...) não vieste ao mundo para ser pai.
Porém o mundo gira, e numa destas guinadas , ao segregar- me do meu habitat, tudo mudou.
Aventurei- me no anseio de alçar voo rumo ao mundo distante. Mas não adianta querer determinar o norte da tua vida. Me tornei pai, empenhei com todas as minhas forças. Hoje vejo , que mais nada eu seria, se não fosse pai.
O meu mundo só é mundo, porque você existe !
300624
Intensa. Oito ou oitenta. Quase nenhum equilíbrio. Às vezes, eu me canso de ser eu. Às vezes, eu me aceito exatamente como sou.
Em pensamento sou mais forte e quase invencível. Entro no fogo, consigo ser mais eu. Viajo pra onde eu quero, vou por todo universo e vou até DEUS. Em pensamento, quase nada pode me parar, eu penso em você e com você eu vou pra qualquer lugar.
Salvação não vêm pronta, ela vêm toda deformada para ser lapidada, mas ela é ouro, ouro que quase todos(a) rejeitam pelo trabalho que dá, por isso a maioria a perde e a minoria, sim, bem poucos alcançam a salvação, porque antes dela ser ouro, ela é uma pedra pesada, escondida , deformada e difícil de ser carregada!
Hoje acordei e durante quase duas horas, fiquei olhando para o teto branco do meu quarto, e não era um olhar de admiração, não era. Era um olhar para o nada ou para tudo. Faltava-me força para levantar. As dores eram horríveis. Não sentia firmeza nas pernas, meu coração batia descompassado e num ritmo tal qual a bateria da Mocidade Independente. Meus olhos ardiam. Calafrios sequenciais. Sentia minha boca seca e meu corpo queimando em brasas. Resolvi consultar um médico, e lá fui eu sentar em frente ao computador, porque, afinal de contas, quem tem Google, não precisa de um médico real, ou precisa? Então, sentada com meu “médico”, disparei as pesquisas na página de busca, coloquei todos os sintomas, e ele, o Google, ou meu doutor, em segundos me deu inúmeras possibilidades: Chikungunya, dengue, zika, malária, pneumonia e tantas outras. Acreditei ser meu fim. Voltei para a cama e achei que chamar um padre para a extrema-unção seria o melhor a fazer, não custa nada estar preparada, mas, não o fiz. Por alguns instantes parei para pensar na vida, na minha vida, vida essa que não me deixa viver. Que me faz refém da rotina que eu mesma criei. Rotina essa que me consome dia após dia; falta de tempo ou de uma organização que não me deixe tempo hábil para fazer coisas prazerosas das quais preciso tanto: dançar, ir ao parque, cinema, teatro, rever amigos. Coisas que, por conta da correria, acabo deixando para depois, só que esse depois nunca se torna agora. Após essa breve análise, descobri que não tinha doença nenhuma para aquela imensa fadiga, desânimo, dores da alma. Realmente não era nenhuma patologia. Eu não estava doente: o que eu tinha era vida. Ou não tinha! Esse é o meu mal: não viver, só sobreviver. Esse é o mal desse século, temos tempo para tudo, menos para VIVER
Sempre haverá aquele menino, aquele que você quase teve. Não importa por quantas almas você já se apaixonou, quantas mãos você já segurou, quantos lábios você já beijou, sempre haverá ''aquele'' garoto. Ele vai estar lá, no fundo da sua mente, mesmo você achando que essa ferida já tinha cicatrizado. Ele ficará repleto de arrependimentos, nostalgia e melancolia. Ele será uma bela memória que sempre vai pintar seu coração com a quantidade de certa de amor e dor. E sempre, sempre, quando você o conjurar na frente dos seus olhos, sua boca se transformará no sorriso mais triste de todos.
E há pouco eu tinha quase 20
Tantos planos eu fazia
E eu achava que em 10 anos
Viveria uma vida
E não me faltaria tanto pra ver
Você estava só brincando?
Porque me parece
Que algo está se partindo
Nós quase nunca nos falamos
Eu não me sinto mais bem-vinda
Querido, o que aconteceu? Por favor, me diga
Porque há um segundo estava tudo perfeito
Agora você já está a meio caminho da porta
Quase de manhã mais uma noite no vazio, me desafio, lá fora o mundo louco sem perdão nem compaixão...
Nematóides salutíferos benfazejos
Em vez ou outra no ano de 2006, quase sempre, pois não poderia chover, antes de começar a aula da primeira turma do curso de Educação Ambiental da UFOP, exercia a atividade de me sentar no gramado das Oliveiras aos pés da Escola de Minas de Ouro Preto, às 7h da manhã.
Aos sábados pela manhã, fazíamos um sarau, lítero - filosófico - teatral . O assunto era livre e ia quem quisesse, ficava lotado. O que levaria um ser humano em sã consciência acordar cedo em um sábado,ver ou assistir uma pessoa falar de literatura, teatro e consciência ambiental ? Uma única coisa, fazer a cabeça!Assim como disse Clarisse, o melhor de mim é aquilo que ainda não sei, aquilo que desconheço e me renova, colocando numa rota de criatividade e de não esgotamento.
Em certa ocasião, obtive o prazer de ver passar por ali e se sentar ao nosso lado, Flávio Vespasiano di Giorgi, até o momento eu não sabia quem o era, e com ele, uma coisa especial aconteceu, nasceu em mim o que era poesia.
Di Giogi, disse algo de como controlar o entusiamo e não fazer com que a arte seja usada para humilhar, mas para encantar e em seu discurso comentou sobre o orgulho.
O orgulhoso é sempre alguém que tem mais de si em si mesmo, e portanto é necessariamente algo muito positivo, já o vaidoso é um orgulhoso equivocado, é um orgulhoso que não se conheceu direito, um orgulhoso que não soube flagrar em si mesmo as reais causas de sua alegria, é mais difícil ferir a nossa vaidade, justamente quando foi ferido o nosso orgulho.
Ao fim, disse: estou orgulho com a vaidade do não vaidoso duvidosos, em vocês.
Plataforma
Contra todos e contra ninguém, o vento quase sempre nunca tanto diz, tudo errado, mas tudo bem e, tudo quase sempre como sempre quis.
A evolução caminhou no sentido do afastamento das origens e melhoria do biótipo, que se manteve genuíno pelos caracteres dominantes.
Resumindo, um cão mal, porém adestrado.
Quase no Olimpo
Grande Hermes, nos ajudando como sempre na mitologia grega Pré- Socrática. Talvez esvaziando a lata de lixo no olimpo do pensamento abstrato.
Leve as ordens de Zeus, para que Calipso liberte Ulisses de seu cativeiro.
Este hoje, é um dia esquisito, eu quase que acabo me sentindo bem.Quando eu descobrir o mundo, ficarei andando só na borda. Pois tudo que amei, amei totalmente sozinho.
Meu fado
É o de não saber
quase tudo
Sobre o nada
Tenho profundidades.
Não tenho conexões
Com arealidade
Poderoso para mim
Não é aquele que descobre ouro
Normose
Uma triste epidemia assola a humanidade,
sintomas claros, quase sempre ignorados,
produzindo indivíduos massificados,
destruindo toda e qualquer individualidade...
Um distúrbio coletivo de personalidade,
criando humanos cada vez mais alienados,
com estilos e pensamentos padronizados,
Impostos por nossa hipócrita sociedade...
Condenando-os a este mar de mediocridade,
onde impera uma absurda falta de criatividade,
aliada a medo, conformismo e incapacidade...
Eu... Tento preservar a minha integridade,
permanecendo fiel a minha própria identidade,
mas isso soa para a maioria como insanidade.
Não é fácil amar um ser humano cheio de defeitos, porém, ao mesmo tempo, parece quase que impossível viver uma vida sem o mesmo.
O amor sempre vai procurar um caminho para percorrer.
