Quase

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Nem todo “quase” merece virar lembrança.

O problema de enxergar demais
é perceber que quase todo mundo
vive atuando uma versão editada de si.
Como se a alma tivesse assessoria de imprensa.

Hoje eu observo antes de abrir.
A última vez que confiei sem filtro,
quase me perdi de mim.

Muitas pessoas desejam os frutos,
mas quase ninguém aceitaria as raízes,
as tempestades
e o tempo que foi necessário para florescer.

Eu Queria Não Ter Te Conhecido

Existe uma frase que quase ninguém tem coragem de dizer em voz alta:

"Eu queria nunca ter te conhecido."

Não porque todos os momentos foram ruins.
Pelo contrário.
Porque alguns foram tão bons que fizeram a despedida doer muito mais.

Ninguém entra em uma história imaginando que um dia desejará apagar o primeiro encontro, a primeira conversa ou o primeiro sorriso.

Mas há dores que nos fazem querer voltar no tempo.
Não para mudar quem somos.
Apenas para evitar a cicatriz.

O curioso é que o coração não esquece na mesma velocidade em que descobre a verdade.

Às vezes, a razão já foi embora há muito tempo.
Já entendeu tudo.
Já aceitou os fatos.

Mas o coração continua sentado no mesmo lugar, esperando alguém que nunca mais voltará do jeito que um dia existiu.

E então nasce o conflito mais silencioso de todos:
amar alguém que já não faz bem.

Não é fraqueza.
Não é loucura.
É apenas o tempo que os sentimentos levam para alcançar aquilo que a mente já compreendeu.

Talvez um dia a gente deixe de desejar não ter conhecido certas pessoas.

Talvez a gente apenas aprenda que algumas histórias não vieram para durar.

Vieram para ensinar.

E, por mais dolorosa que tenha sido a lição, nenhuma ferida merece nos convencer de que deixamos de ser dignos de um amor tranquilo, verdadeiro e recíproco.

Banho quente, comida boa e o amor de quem se ama.

No fim, a felicidade quase nunca mora no excesso. Ela costuma chegar em silêncio, aquecendo o corpo, alimentando a alma e encontrando abrigo no coração de quem nos escolhe todos os dias.

"Toda família deixa um legado. Nem sempre em objetos. Quase sempre em sentimentos."

"Não dá pra ficar com alguém que quase me destruiu."


- Fora do Universo: A tríade faelin

Senhor, quase não tenho palavras pra falar, pois meus pensamentos estão cheio de aflições. Ouça, no silêncio o meu pedido de socorro. Deus, eu imploro por sua ajuda. Amém!

Feio e belo aos olhos de quem vê
Tornam-se quase nada
As artes criam a beleza do feio!

Belo e feio não se mostram de forma real
Aquilo que é belo pode ser mal?
O feio pode ser assim tão bom?

Pode se criar o belo através do feio
Ou vice-versa, em diversas formas
Belo e feio numa perfeita contradição.

Do feio pode se contemplar o belo
Numa visão assim distorcida
Por que o belo é bom e o feio ruim?
Ambos não tem aparência existencial!

Quase ninguém tem mais tempo pra entender que o melhor da vida está passando, e, quando sentir a falta de tudo que desejou fazer, mas adiou, vai ser tarde pra entender que jogou seu tempo fora. Daí não adianta chorar e se lamentar. Perdeu o mais precioso da vida: que é viver!

CARREGO MINHA CRUZ

Carrego minha cruz no balaio
Com sofrimento quase desmaio
No bate estaca de cada passo
Cadência de cada momento
Segundo de cada pensamento
A vida é uma missão
Com escuridão e muita luz
Onde cada um leva sua cruz
Alguns fazem por mostrar
Para que sintam piedade
Outros usam cruz com maldade
Para engano e também crueldade
Por aparências da falsidade
Por isso levo a minha no balaio
Onde me esquivo de qualquer raio
Assim na tentação eu não caio
Do mal eu corro e saio
E sigo assim meu caminho
Levando com todo carinho
E mesmo com desalinho
Formato a dor em cada espinho
Para que mantenha a fé
E possa seguir a verdade
Que supera e revigora
Conforta e ameniza a alma
No rumo de cada etapa
Sigamos as linhas do mapa
Desígnios escritos no céu
Onde a mistura de vinagre e mel
Nos tornam assim tão fiel
Aos princípios que resumem
Que onde existe o amor
Mesmo quando surgir a dor
Com lágrimas e risos
Seguimos felizes com a nossa cruz !

João Batista Barbosa
Poesias e pensamentos

"Quase rio quase todo dia
Quase dia...quase poesia"

Edson Ricardo Paiva.

“O invisível sustenta quase tudo aquilo que realmente importa.”

POEMA QUASE INFINITO.
OS JARDINS INFINITOS DO CRIADOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando a noite derrama seus mantos sobre a amplidão celeste, E a estrela mais distante parece um diamante agreste, A alma ergue os olhos em silenciosa contemplação, E percebe quão pequena é sua pretensão.
Pensava o homem ser senhor do próprio destino, Erguendo palácios de orgulho sobre terreno peregrino, Mas diante dos oceanos do espaço sideral, Toda vaidade revela-se efêmera e trivial.
Não existem duas folhas iguais sob o vento errante, Nem dois rios que repitam seu percurso incessante, Por que seriam idênticos os mundos sem fim, Que florescem no infinito como jardins de querubim?
Cada esfera suspensa no veludo da amplidão, Guarda segredos velados à terrestre percepção, Cada sol acende auroras em regiões desconhecidas, Onde outras almas escrevem suas jornadas vividas.
Talvez existam céus de matizes jamais sonhados, Campos de luz por nossos olhos nunca contemplados, E criaturas cuja forma escapa à imaginação, Habitando horizontes além da humana concepção.
Enquanto o homem mede a vida pelos sentidos, Muitos mistérios permanecem adormecidos, Pois aquilo que a vista limitada não alcança, É percebido pela eternidade da esperança.
Cada mundo é uma escola em sublime construção, Onde o espírito aprimora mente e coração, Aprendendo entre lágrimas, conquistas e dever, As lições necessárias para verdadeiramente crescer.
Uns conhecem a alegria dos jardins luminosos, Outros atravessam caminhos ásperos e pedregosos, Mas todos seguem unidos na mesma ascensão, Sob a perfeita justiça da Divina Criação.
Bilhões de estrelas navegam pelo firmamento profundo, Como lanternas eternas iluminando mundo após mundo, E cada centelha acesa na vastidão sem igual, Proclama a grandeza de um Amor universal.
Então a alma compreende, com reverência e calma, Que o Universo não foi criado apenas para uma alma, Mas para incontáveis viajores da imensidão, Marchando pelos séculos em direção à perfeição.
O orgulho curva-se diante da verdade revelada, Como folha que retorna ao chão após a alvorada, E nasce a humildade, serena e fecunda, Ao contemplar a majestade dos espaços sem segunda.
Cada estrela talvez seja um lar resplandecente, Onde pulsa a mesma busca que habita nossa mente, E cada luz distante que cintila sobre o véu noturno, É um convite ao progresso em movimento diuturno.
Assim seguimos todos pela estrada incomensurável, Entre mundos e eras de valor inestimável, Aprendendo que a grandeza não está em dominar, Mas em reconhecer a sabedoria de amar.
E quando a consciência tocar os confins da amplidão, Verá que o Universo inteiro é uma única canção, Cantada pelas galáxias, pelos sóis e pelo infinito, Em louvor ao Criador, eternamente bendito.
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"A vida raramente se revela em clarins. Quase sempre ela se anuncia no canto de um pássaro, na luz de uma janela ou na coragem silenciosa de quem decide levantar-se mais uma vez."

A GRAVIDADE DO SILÊNCIO INTERIOR.
Existem momentos em que a vida se recolhe em um estado quase espectral, como se tudo ao redor perdesse a densidade e restasse apenas o peso da própria consciência. Não é o mundo que se torna vazio, mas o olhar que, fatigado, já não encontra repouso nas superfícies. É nesse território silencioso que se revelam as mais profundas batalhas, aquelas que não se travam contra circunstâncias externas, mas contra a própria erosão do sentido.
A existência impõe ao espírito uma travessia que não se anuncia com clareza. Caminha-se entre expectativas desfeitas, afetos incompletos e sonhos que, por vezes, se dissipam antes mesmo de se consolidarem. E ainda assim, há algo que insiste em permanecer. Uma centelha discreta, quase imperceptível, que não se deixa extinguir, mesmo sob o peso das desilusões mais densas.
Há uma dignidade austera em continuar quando tudo sugere o abandono. Não se trata de esperança ingênua, mas de uma resistência lúcida. Permanecer não porque se ignora a dor, mas porque se compreende que ela não é a totalidade da realidade. A alma que suporta, que observa, que silencia e segue, desenvolve uma profundidade que nenhuma facilidade poderia conceder.
O sofrimento, quando não embrutece, refina. Ele desnuda ilusões, separa o essencial do supérfluo e revela a verdadeira estrutura do ser. Aqueles que atravessam esse vale sombrio e não se perdem, retornam com uma consciência ampliada, ainda que marcada por uma melancolia serena. Não é tristeza estéril, mas uma forma elevada de compreensão.
E assim, mesmo quando tudo parece suspenso em um tempo sem direção, há um movimento invisível acontecendo. Cada instante suportado, cada pensamento reorganizado, cada emoção que se aquieta, constitui uma vitória que não se anuncia, mas que edifica silenciosamente a própria existência.
"Mensagem final"
Ainda que teus olhos se acostumem à penumbra, não te esqueças de que és tu quem sustenta a chama que não se apaga. Já atravessaste abismos que pareciam definitivos e, no entanto, permaneces. Há uma força em ti que não depende de aplausos nem de certezas. Continua. Pois é na persistência silenciosa que se revela a verdadeira estatura do espírito.

"A alegria raramente é um acontecimento grandioso. Quase sempre é apenas o instante em que uma dor se recolhe. Dar alegria a alguém é oferecer-lhe esse breve repouso onde o espírito respira."

As pessoas inteligentes aprendem a dizer não para quase tudo, para não perder o foco da grandeza.

⁠De tanto ouvir sem interpretar, quase virei tamanduá. Vovó falava que formiga era boa pras vistas.