Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
"REVEJA A MINHA PENA"
"Eu confesso que passei dos limites,
Que usei mais palavras do que as que cabiam na minha boca.
Jamais poderia imaginar que surtiriam esse efeito.
Ver você fechando a porta, carregando na mala o meu coração,
É uma cena que nunca pensei protagonizar.
Eu peço pra que volte atrás, que reveja os meus motivos.
Sei que nada justifica, sei que nada do que eu disse está à altura.
Ainda assim, eu insisto para que reveja a minha pena.
Atirem pedras os que nunca perderam o controle sobre si mesmos!".
Mais em lavinialins.blogspot.com
"Vivo desenhando o meu destino. Ele insiste em me mostrar a sua independência".
Mais em lavinialins.blogspot.com
Amo as coisas mais puras e belas como borboletas e flores pena que elas morrem tão rápido!....E ainda por cima das rosas sobram os espinhos!..
Você pode estar casada, ser a mulher mais feliz do mundo, mais você nunca vai esquecer do seu primeiro amor.
É na verdade não sei muito, e nem de todos , mais ja sei o bastante pra esta perto das boas, ou ir pra pra bem longe de pessoas mal intecinonadas.
Hoje é um dia como qualquer outro para muitas pessoas…mas para mim, é mais um daqueles dias onde a expectativa se converte num desalento e desconforto incontrolável.
É muito desconfortante para mim não ter os meus sentimentos, e pior do que isso as minhas acções sob controlo. O tempo passa e desaparece. Tento alcançar o mundo lá fora pela janela, e vejo mais uma frincha neste sentimento. O dia brilha e faz-me acreditar, mas entretanto irá dar espaço à noite, que talvez me faça perder qualquer expectativa. Porque passou mais um dia, e mais outro, e hoje foi mais um.
Sinto-me tal e qual o tempo. Desordenada, confusa, estranha, esquisita, irregular e algo desencaixada… no tempo e no espaço. Sinto-me arrastada por esse mesmo tempo, aliciada por figuras e personagens das quais não quero falar. Induzida e atraída pelas circunstâncias. Acendo mais um dos muitos cigarros que já fumei hoje, levo a minha mão à cabeça impacientemente. Será que tu sabes desta minha impaciência?
Não sei a duração ou o prazo desta ansiedade… Não sei por quanto tempo viverei neste estado de hesitação. Não sei o que fazer comigo, nem sei se saberei ser de outra forma. Não sei o que fazer contigo, nem sei como lidar com a falta que me fazes...
Não existe fase mais dramática e aflitiva, mas ao mesmo tempo mais libertadora do que matar uma soma gigantesca de pormenores para iniciar uma nova fase.
Sou eu a despedaçar-me muitas vezes, a estilhaçar sentimentos, a espatifar o coração e a dividi-lo cada vez mais. São pensamentos apinhados na garganta. É a voz que me falha na hora de os verbalizar. Sou eu a chorar até que as próprias lágrimas se cansem de fazer o seu trajecto. A rever todos os aborrecimentos empilhados em mim. O sentir o anoitecer gelado, a escutar a cólera sentida pela ausência desta ou daquela pessoa, ou experimentar a comparência assídua e repetida das saudades. Sou eu a analisar todas as banalidades e bagatelas que por vezes me entretêm o pensamento e acabam por ocupar parte dos meus dias. A auscultar a minha consciência, a agradecer a quem devo e a culpar quem o merece. A redobrar cabeçadas e tropeções naturais de quem ainda vive de cegueiras e fantasias. A punir-me pelas máculas e cicatrizes que se vão aglomerando em mim, porque ainda me esqueço de usar o escudo de protecção e de salvaguardar-me de certas situações. Sou eu a retalhar emoções, a dilacerar distúrbios e a rasgar a alma.
E sabes quando é que tudo começa a ter sentido?
Quando me lembro que para começar de novo... preciso de mim inteira.
Cada um tem o seu ritmo próprio, para alguns o relógio deveria avançar mais rápido e para outros permanecer parado.
Admiro as sábias palavras, mas muito mais, as sábias atitudes. Mas, sábias palavras, também são sábias atitudes.
Sempre escuto os mais velhos. Eles têm experiência e sabedoria, e tudo o que eu tenho é o tempo que eles tiveram...
