Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa

Cerca de 260543 frases e pensamentos: Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa

⁠Para ti honesto insosso de verdade!…

Citando erradamente, o Poeta Fernando Pessoa;
Disse: “pedir desculpa é pior que não ter razão”;
Deturpando, a humildade havida em na da Pessoa, boa;
Demonstrando: a burrice que em tal tem, ao ser mamão!

“Não dar desculpas, é melhor que ter razão”, adulteradas;
Citações do poeta, em Álvaro Campos, heterónimo;
Que em nada mais tais são, que as desse esperto: um simples antónimo;
Que em nada mais tais são que: humildades tão desencontradas.

Quem citar a um poeta, sem ter humildade, em si havida;
Arrisca-se a mostrar a toda a gente, que a tal não tem;
Devido a em poesia, o interior dar pra se ver bem;
Daí tão dar pra se ver, a quem tal tem, a em si perdida.

Cuida-te ó pobre insosso, ou tão salgado, em teu mau ser;
Com o que andaste a fazer, a tanta gente inocente;
Devido à linda humildade em ti se encontrar tão ausente;
Devido a pensares que de cá, jamais irás morrer!

Porque esse: pensar que anda a enganar-te;
Como tu, tão o fizeste a tanta gente;
Jamais poder, vai a ti desculpar-te;
Devido ao desculpar em ti ausente!

Tens andado a dar as do Poeta, mas sem razão teres;
Contrariando com as tais, seus pertinentes dizeres;
Por isso, pobre insosso, é por em humildade o seres;
Que a ti, tão te salgaste, com a mentira em teus fazeres.

Acredita também, que ninguém quer: um teu desculpar;
Pois como em tal citaste, não és capaz de a alguém tal dar;
Devido a tão insossa, a verdade em ti, já tão se encontrar;
Por nada mais seres que: um da mentira, tão pobre mar.

Por isso, ó pobre ser, sem humildade pra pedires;
Desculpa a quem quer seja, sempre que a culpa em ti tão vês;
Paga, mas é a quem deves, pela tua malvadez;
Paga, mas é a quem deves, pois já chega de mentires.

Com pena de ti;

Inserida por manuel_santos_1

Sobre Fernando Pessoa
Analogamente a Pompeu, que disse que Navigare necesse, vivere non est necesse (Navegar é preciso, viver não é preciso). Pessoa diz, no poema Navegar é Preciso, que "viver não é necessário; o que é necessário é criar". Outra interpretação comum deste poema diz respeito ao fato de a navegação ter resultado de uma atitude racionalista do mundo ocidental: a navegação exigiria uma precisão que a vida poderia dispensar

Inserida por clovisrosa43

Fernando Pessoa morreu com uma cirrose. Ele era alcoólico.

Inserida por AlexandreBatista

No café, charme de Lisboa,
o cartão postal retrata,
o meu encontro com a estátua do Fernando, feito em pessoa!

Inserida por Pesilva

⁠Ao ler Fernando Pessoa...

Ler Fernando Pessoa,
Faz-me a alma renovada,
Como se uma luz brilhasse,
Na minha mente iluminada.

São versos de pura beleza,
Que nos levam a pensar,
Sobre a vida e a natureza,
Sobre o amor e o sofrer.

O poeta de muitas faces,
Que viveu várias vidas,
Deixou-nos a sua herança,
Em palavras tão queridas.

Ao ler Fernando Pessoa,
Sinto-me pleno e inteiro,
Com o coração inundado de poesia,
E a mente a entoar em segredo.

Inserida por josemartins26

⁠Como bem disse Fernando Pessoa: "Não passamos de cadáveres adiados que procriam". O rei Davi disse: "Já estou contado com os que descem à cova." E ainda tem gente dizendo. Você sabe com quem está falando? Achamos que somos eternos.

Inserida por Eduardowarrior

Como diria o velho e bom Fernando Pessoa, eu não escrevo português, escrevo "Fabricês".

Inserida por F5

Estou em companhia de Cora Coralina,

e de Fernando Pessoa para te dizer

que você é a melhor companhia;

não que os dois não me sejam de grande valia,

a tua presença e teus sabores me concedem

uma intensa felicidade e grande magia...



Um beijo com sabor de araticum

é para mostrar que

o meu coração inteiro faz tum-tum...

um beijo com sabor de baru

é para dizer que és lindo a olho nu.



Fernando Pessoa deve ter escrito à toa

que o poeta é um fingidor,

o poeta não é um fingidor;

ele quando escreve sente

as dores do mundo, e também sente amor,

você tem todo o meu amor...



Um beijo com sabor de curriola

é para dizer que quero ouvir a tua viola.

um beijo com sabor de gabiroba

é para dizer que tens o meu coração;

e nele é o endereço em que você mora.



Eu, Coralina e Pessoa, agarrados nas asas da poesia,

estamos sobrevoando planaltos, planícies e córregos,

e ainda nós não experimentamos

os segredos e todos os mil sabores;

o Cerrado é terra de grandes amores,

brindo- o com todos os louvores!



Um beijo com sabor de cagaita

é para dizer que te conquistarei

de forma nada arcaica - e bem gaiata,

um beijo com sabor de buriti

é para dizer que o meu beijo foi feito para ti.



O Cerrado é a poesia perfeita e que emociona,

a poesia me permite até passear contigo no Cerrado,

e pedir que você se torne o meu namorado;

Coralina me deu coragem

para fazer doces e escrever essa cantiga.



Um beijo com sabor de pequi

é para dizer que te quero aqui,

Um beijo com sabor de mangaba

é para dizer que já sou a tua namorada;

e que estou inteiramente apaixonada...



Eu, Coralina e Pessoa,

escrevemos versos sobre o Cerrado majestoso,

os nossos versos foram escritos

para dizer que é chegada a hora da colheita dos frutos

desse amor infinitamente generoso,

amar de verdade é lindo como o Cerrado,

amar é maravilhoso!

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠⁠⁠Há dias de tanta angústia
Que não sei do que ela é.
Não sei se me sobra o sonho.
Não sei se me falta a Fé.

É uma angústia que nasce,
Como de um solo, de mim,
Que parece ser eu todo
Com razão de ser assim.

E esmaga-me toda a alma,
Confunde todo o meu ser
E tudo gira em meu torno
Sem eu o compreender.

Mágoa como um portão velho,
Ferrugem da quinta em fim,
É uma angústia que cai,
Como num solo, por mim…

⁠Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.

Fernando Pessoa
Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 1944.

Nota: Trecho do poema Tacabaria, escrita com o pseudônimo de Álvaro de Campos.

...Mais

[...] não me recordo de nenhum livro que tenha lido, a tal ponto eram minhas leituras estados de minha própria mente [...].

Inserida por miguelogin

Kill the killer.

Inserida por lary021

ADEUS...

ADEUS…

O navio vai partir, sufoco o pranto
Que na alma faz nascer cruel saudade;
Só me punge a lembrança que em breve há-de
Fugir ao meu olhar o teu encanto.

Não mais ao pé de ti, fruindo santo
Amor em sonho azul; nem a amizade
De amigos me dará felicidade
Igual à que gozei contigo tanto.

Dentro do peito frio meu coração
Ardendo está co'a força da paixão,
Qual mártir exilado em gelo russo...

Vai largando o navio p'ra largo giro:
Eu meu «adeus» lhe envio n'um suspiro,
Ela um adeus me envia n'um soluço.

Inserida por nuno_da_silva

ULYSSES

O mytho é nada que é tudo.
É o mesmo sol que abre os céus.
É um mytho brilhante e mudo —
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.

Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.

Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.

(Mensagem)

Inserida por Victor_Gustavo

Então compreendi perfeitamente o que gerava a dor. Não era o corte com a ponta da faca, a topada na quina da cama, o amigo que não liga mais, o café que sujou o fogão, as palavras duras, as notícias na tv, obviamente isso soma-se ao fardo, mas não é ele em si. A dor era gerada pela sede insaciável do nada. Pois quando não se tinha o que queria sofria e quando conseguia almejava outra coisa para sofrer. E é por essa sede que os humanos consomem seus dias, pelos futuros que nunca virão ou que serão fadados quando chegarem. E a maior idiotice era perceber: eu também era um desses tais que nunca estava de barriga cheia.

Inserida por umabeatriz

⁠Eu sou o disfarçado, a máscara insuspeita.
Entre o trivial e o vil m[inha] alma insatisfeita
Indescoberta passa, e para eles tem
Um outro aspecto, porque, vendo-o, não a vêem,
Porque adopto o seu gesto, afim que […]
Julga o vil que sou vil, e, porque não me
No meandro interior por onde é vil quem é
Julga-me o inábil na vileza que me vê.
Assim postiço igual dos inferiores meus,
Passo, príncipe oculto, alheio aos próprios véus,
Porque os véus que me impõe a urgência de viver,
São outro modo, e outra (...), e outro ser:
Porque não tenho a veste e a púrpura visível
Como régio meu ser não é aceite ou crível;
Mas como qualquer em meu gesto se trai
Da grandeza nativa que irreprimível sai
Um momento de si e assoma ao meu ser falso,
Isso, porque desmancha a inferioridade a que me alço,
Em vez de grande, surge aos outros inferior.
E aí no que me cerca o desconhecedor
Que me sente diferente e não me pode ver
Superior, julga-me abaixo do seu ser.

Mas eu guardo secreto e indiferente o vulto
Do meu régio futuro, o meu destino oculto
Aos olhos do Presente, o Futuro o escreveu
No Destino Essencial que fez meu ser ser eu.

Por isso indiferente entre os triviais e os vis
Passo, guardado em mim. Os olhares subtis
Apenas decompõem em postiças verdades
O que de mim se vê nas exterioridades.
Os que mais me conhecem ignoram-me de todo.

Fernando Pessoa
LOPES, Teresa R. Pessoa por Conhecer – Textos para um Novo Mapa. Lisboa: Estampa, 1990.
Inserida por jhessicafourny

⁠Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Fernando Pessoa
Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 1944.

Nota: Trecho do poema Tabacaria.

...Mais
Inserida por andersonmmoliveira

Sol nulo dos dias vãos,
Cheios de lida e de calma,
Aquece ao menos as mãos
A quem não entras na alma!

Que ao menos a mão, roçando
A mão que por ela passe
Com externo calor brando
O frio da alma disfarce!

Senhor, já que a dor é nossa
E a fraqueza que ela tem,
Dá-nos ao menos a força
De a não mostrar a ninguém!

Fernando Pessoa
Poesias. Lisboa: Ática, 1942.
Inserida por laurenmatta

Eu não sou Fernando mais sou uma pessoa que achei na escrita uma forma de expressar os meus desejos mais simples sobre o sentimento Amor.

Inserida por Txblacklionzion

Fernando Pessoa disse: “Escrever é esquecer”

Mais acho que não se aplica a todos os casos.. Quando escrevo é quando lembro ainda mais de você.. É quando parte do sentimento toma forma em palavras e se dirigem a você a cada frase que eu formo. Não esquecer é sim uma forma de lembrar, lembrar a mim mesma que não há motivos para desprender o pensamento do que me faz bem, me deixa em paz, me conforta.. As paixões são breves, curtas e clara, mais o Amor, ah esse sim quando chega não vai embora, te consome, consome a alma, o pensamento, te toma por inteiro .. E nada de tudo aquilo que eu diga caberia melhor a não ser dizer a você: “eu te amo” . l.b

Inserida por Thaisaguiaar