Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Coragem é tão forte quanto covardia. A diferença é que a primeira é movida pela liberdade, a segunda pela fraqueza. Sim é uma força provida por miséria afetiva. Covardia produz também um hiato entre o caráter e o amor. Amor com falta de caráter é egoísmo.
Poucas coisas são tão toscas quanto termos de testemunhar pessoas sem a menor experiência da vida sendo instigadas por criaturas maliciosas a julgarem as realidades que permeiam a vida da experiência e, consequentemente, serem levadas a crer [criticamente] que os “seus” juízos seriam mais sapientes do que tudo o que até então fora vivido por aqueles que tem alguma vivência dessas realidades.
As pessoas que condenam as outras sem saber a verdade dos fatos são tão pecadoras quanto a mentira que propagam.
Tudo o que sou são exemplos do que vivi com a experiência dos outros, com os maus aprendi a ser bom, com os mentirosos a dizer a verdade, com os inexperientes a buscar experiência para não ferir a ninguém.
O mais engraçado e ao mesmo tempo triste é ver pessoas culparem e descontarem em outras pessoas a culpa as dores de ferimentos latentes que outras pessoas lhe causaram, ou quando elas mesmas provocaram...
Quanto temos que sofrer por um amor verdadeiro?
Quanto temos que chorar por esse amor quando se vai?
Mas se é verdadeiro porque o sofrer?
E se é amor porque se vai?
Tudo se foi,
Eu me lembro tão bem.
Tudo por luxo,
Por eu não ser tão ponte quanto me compram.
Eu sei que é difícil acreditar,
Mas tudo se foi.
Hoje é escombro.
Memórias em pó,
Sob o porta-retratos.
Maldito lustra-móveis!
Que tiram suas digitais,
Do velho e restaurado sentimento.
Bendito seja o tempo,
Entre as estrelas e as mentiras.
Acredite, acabou!
Acabou a espera.
- Não! Espera!
João de barro te explicará.
Não seja egoísta ao ponto de nem você ser protagonista do seu coração, tanto quanto morrer de amor, morre de egoísmo.
