Quando Morremos Sorrimos
Quando a lembrança dói, não há o que fazer, se não relembrá-la, relembrá-la, relembrá-la. Até que seu sentido mude de direção.
Pessoas vem, pessoas vão.
As vezes é necessário abandonar o barco e ir embora, quando algo deixa de ser reciproco essa é a hora de partir.
Incrível quando em análise o sujeito percebe seu sintoma por meio de suas repetições. É um doloroso insight, mas libertador quando ressignificado.
Quando se ama muito alguém e quando esse alguém, supostamente, nos magoou mais do nos fez bem, chega um tempo, um segundo descrito num minuto, em que tudo se aquieta repentinamente, acalmando as batidas desenfreadas do coração e purificando a inquietude da alma profusa. É nesse frémito de tempo que uma pessoa percebe que Deus sempre esteve connosco e que o seu amor por nós é imensurável, e se entrega a Ele completamente. É nesse frémito de tempo que uma pessoa chora as lágrimas reprimidas como água em torrente abundante e silenciosa, transcendendo a estranha e a esperada solidão pacificadora de nós próprios. É nesse frémito de tempo que uma pessoa levanta o rosto para o céu e o olha com imensa gratidão e se adensa de amor pelo amor que sente e que perdura dentro dela. É nesse frémito de tempo que uma pessoa se apercebe, com clareza, que, em todo o tempo, foi contra ela mesma que lutou, circuncisando o mais puro que dentro sempre esteve, sempre conservou e sempre regou, florescendo lentamente e em ondas de cada vez mais, em prol de um orgulho besta que quase a ia transformando a si. É nesse frémito de tempo que uma pessoa observa os dedos trémulos e descobre que a dor sempre foi amor, que sempre acarinhou o mundo e que sempre sentiu ternura pelas pessoas. É nesse frémito de tempo que uma pessoa se perdoa verdadeiramente e verdadeiramente perdoa a quem amou e a quem ama, murmurando pelo seu perdão porque sabe, conscientemente, que também magoou. É nesse frémito de tempo que a pessoa sente Deus como nunca, transbordando o seu coração para poder com sabedoria e espontaneamente encher o coração desse alguém que sempre amou e que incondicionalmente aceitou, pelo seu coração bom, no vislumbre de um toque suave e lento da sua alma tão humana. É nesse frémito de tempo que uma pessoa percebe que foi em vão o medo, porque o amor desse alguém é por ela também. É nesse frémito de tempo que uma pessoa esquece completamente o passado e aceita simplesmente o presente, com fé e com esperança no futuro, porque ama esse alguém com a pureza de uma criança, com a compreensão de uma amiga e com a intensidade de uma mulher. É nesse frémito de tempo que uma pessoa deseja a presença desse alguém só para, e ainda que por um breve momento, repousar a cabeça no seu peito e transmitir mudamente ao seu coração a paz, a certeza, o perdão e a ternura que ambos sonham e desejam, e poderem partilhar-se, sem receios, unidos pelo amor extremo, infinito e misericordioso de Deus. É nesse frémito de tempo que uma pessoa entende que dois inteiros separados pelo tempo e pela distância sempre foram um só, e se aquieta na tranquilidade de um dia de cada vez, sem pressas, e em cada hora de saudade, em que esta já não dói, por se ter transfigurado em algo lindo, uma emoção única, tranquila e gostosa de se sentir. É nesse frémito de tempo que uma pessoa sabe que ambos têm tudo para serem felizes, pois cada um tem dentro de si o que existe no outro e em cada um. É nesse frémito de tempo que uma pessoa se consciencializa que deseja ardentemente, e acima de tudo, a felicidade desse alguém, o seu bem, a sua paz, o seu sorriso eterno nos lábios meigos, a sua alegria revelada no olhar profundo de homem e de menino, doando sem reservas, amando com meiguice, porque foi isso que esteve fazendo sempre, guardando dentro de si o amor que preservou e alimentou com luz e sem qualquer esforço. É nesse frémito de tempo que uma pessoa entende o que é o amor e com amor quer abraçar esse alguém e permanecer, assim, indefinidamente, ao lado desse alguém.
Tu és o meu manto de luz e tenho muitas saudades de ti. Perdoa-me pelo que te fiz, pelo sofrimento que te causei, pelo amor que tenho dentro de mim, feliz e poderoso, e que, como uma menina mimada, nunca soube corretamente dar-te para simplesmente amar-te.
Ouço a música da chuva e sinto o afago do sol. Imploro a Deus que guie os meus passos para que não soltes a minha mão e nunca sintas vontade de desistir de mim. Ensina-me. Eu quero aprender contigo. Com humildade e gratidão. Eu aprendo contigo. Ensina-me.
A melhor das liberdades, da plenitude, do conseguir. É quando nos livramos de algo ou de alguém que nos faz mal. Que nos arrasta, nos faz viciados, doentes, pequenos. Ficar livre, não tem preço.
O tempo...
Quando caminho pela praça que era cheia de vida, me faz lembrar o encanto no canto dos bem-te-vis, agora, distanciados pelo barulho e poluição. O desencontro do homem alimentou um crescimento desproporcional que aos poucos, foi esquecendo das árvores frondosas e frutíferas cercadas de bancos de pedras naturais que convidavam para sentar e esquecer por algumas horas, os problemas sempre distantes de alguma solução.
Durante os fins de semana, famílias, faziam dali, uma extensão do quintal de suas casas pela paz e segurança que proporcionavam a seus filhos, a descoberta de uma natureza abundante em cheiros, cores e frutos.
Lembranças, com o passar dos anos, costumam ser uma boa companhia para a saudade quando o tempo, já não conta mais suas horas, mas cada minuto é arquivado e guardado como uma joia rara no cofre da vida que agora, possui cheiro de flores cultivadas, mas misturadas a uma composição melodiosa que leva a sonhar e vivenciar momentos muito especiais.
by/erotildes vittoria/3 de fevereiro de 2017
Quando perdemos a capacidade de amar, resta-nos apenas o estoicismo frio de infindáveis dias desprovidos de magia.
Onwwwww tempo...
É cliché mas ele de fato vôa..
Quando se pode tocar e amor...
Quando não se pode tocar é saudade.
Quando a Musica e Boa, Você sincroniza as Batidas da Musica, Com as Batidas do Seu Coraçao . Assim Nasce o Amor pela Musica ♪ <3
Texto sem título
Eu não sou mais que eu costumava ser. Eu costumava cantar quando era mais jovem, mas agora, o meu silêncio é mais profundo do que uma música particularmente especial.
Quando envelhecemos, nós percebemos que a fonte da juventude não existe e que nenhum raio de esperança será capaz de impedir o acontecimento daquilo que quase todos nós tememos, a morte.
A morte já se hospedou vinte ou trinta vezes em minha casa, às vezes a sua chegada era tão imprevisível como um parente distante que eu nunca cogitei a possibilidade de conhecer tão cedo, mas eu nunca quis conhecê-la, por isso eu sempre a temi, na verdade, acredito que todos temam a morte por isso, porque ela é imprevisível.
Tudo na vida passa, mas deixa rastros, e quando olhamos para traz nos recordamos de tudo o que foi bom ou ruim. Temos consciência do que fizemos de certo ou errado; As coisas boas nos engrandece e as ruins nos envergonham.
Mas a vida é cheia de surpresas, e enquanto vivermos vamos errar e acertar, porque estamos aqui para aprender, e se não aprendermos morremos na ignorância.
Tudo na vida passa, mas deixa rastros, e quando olhamos para traz nos recordamos de tudo o que foi bom ou ruim. Temos consciência do que fizemos de certo ou errado; As coisas boas nos engrandece e as ruins nos envergonham.
Mas a vida é cheia de surpresas, e enquanto vivermos vamos errar e acertar, porque estamos aqui para aprender, e se não aprendermos morremos na ignorância.
