Quando a Gente Cresce Descobre Mario Quintana
A gente fica se prendendo às pessoas que não nos amam mais, que não nos dão mais o valor que merecemos. Insistimos em relacionamentos que não dão mais certo, que há muito tempo se desgastaram. Às vezes a gente percebe, mas prefere não acreditar, acha que um dia irá melhorar, ser como era antes, que o outro poderá nos amar novamente. Algumas vezes, a ficha demora a cair, às vezes, a gente até tenta ir, mas não temos forças suficientes para partir. O tempo vai passando e nós vamos ficando por aqui, com a esperança do que está por vir seja melhor. Mas por que tem que ser assim? Por que não pegamos a nossa mala e saímos daqui? Ora, ora, nos acomodamos, nos acostumamos com o que nos fere, nos machuca, só porque um dia já vivemos momentos incríveis, marcantes, intensos e especiais. Mas não me leve a mal, a gente não pode se contentar com pouco e nem se acostumar com o que nos rasga o peito, com aquilo que dói, que faz sofrer, que faz chorar. A gente precisa mesmo é de vergonha na cara, de coragem para abandonar, precisamos pegar as nossas bagagens e ir embora.
Um dia eu vou crescer, vou ser gente grande igual a você para não precisar mais sonhar na inocência com o impossível, nem correr entre as árvores, nem me lambuzar com sorvetes, muito menos rir das rabugices das pessoas. Pra não precisar gostar de verdade e nem acreditar que tudo na vida pode ser melhor com pouco, e que às vezes o custo é só um sorriso. Um dia vou ser gente grande como você, mas até lá quero brincar de casinha e me divertir com as formas das nuvens no céu, apesar de já ter passado do meio século de vida.
A gente espera tanto das pessoas, e isto é uma tolice. O máximo que elas nos devem, é educação. Nada mais.
É importante a gente desmistificar quem é este sujeito que escreve. Geralmente, o que é mostrado para nós é escrito por homens brancos, ricos ou europeus, como se nós não produzíssemos saber também, como se não tivéssemos escrevendo a História. Poder mostrar isso para as pessoas é fundamental. Escritores de diferentes lugares, as pessoas que vêm da periferia também são sujeitos pensantes, que produzem, sujeitos que escrevem. Isso gera uma identificação em pessoas que nunca foram vistas como produtoras. Há uma identificação com o que está sendo escrito e com o que se escreve. O leitor consegue se ver nestas pessoas.
O cúmulo da burrice, é endeusar uma pessoa que manteve tanta gente abaixo da linha da pobreza por tanto tempo, para serem usados como massa de manobra em época de eleição. Mesmo assim, a pessoa, é visto por tantos pobres de espírito como um herói. Salve a santa ignorância...!
Chega uma hora da vida que a gente entende que estrelas não realizam desejos.
Uma hora o coração não tem mais espaços pra sonhos. Numa certa idade a gente para de se iludir. E vê que a vida inteira foi em vão!!!
A internet era pra nos engrandecer, era pra ser um motivo pra gente poder agradecer, mas mundo virtual é de enlouquecer, e essa merda aqui, tá fazendo tu adoecer
Ainda bem que o que a gente perde com as nossas viagens nunca foi realmente nosso. Iria embora com ou sem a nossa partida. E a gente parte primeiro, mas também fica inteiro mais rápido.
Saudades da época em que a gente só tinha que se preocupar se a pessoa era bom caráter ou não. Hoje, na era do Photoshop, a gente nunca sabe como é a pessoa de verdade...
Algumas Saudades a gente finge que esquece mais nem tanto conseguimos esquecer tudo que era saudade...
Raiane oliveira
