Pudor
Ohh vida...
Onde está o amor...
Quero sentir o pudor..
Desenhos na qual desenho,
Sobre lapis e papel...
O preto de minha essência...
Esplendencia de minha inocência..
Corrompido pela dor...
Pela arte ou artista..
Raízes que lhe prendem a arte..
A tristeza que o cerca até a morte que os mata..
A solidão que os enlouquece...
A inesistência da vivência do ser...
O amor, na qual o artista nunca saberá ter...
Pois logo ao sentir...
Se enlouquece....
Pois louco se torna, vozes e pesadelos os cerquem
Por isto repito...
Quero o amor jamais vivido...
A chama que me enlouqueça...
As lágrimas que caem a cabeça...
Quero que sejas você....
Minha lua Minha existência...
Minha ternura, meu ser que faz ser, o ser mais amado, onde neste mundo, onde amado não fui...
Apenas pisado, esmagado, alado.
Jornada
No escuro viemos sozinhos.
Chegamos sem nada,
sem pudor, sem medos, sem malas.
Não temos marcas,
não temos dor,
nada.
Damos o primeiro passo
e conhecemos as cicatrizes:
o que é bom, o que é ruim,
as regras, diretrizes.
Passamos, corremos, lutamos,
caímos e levantamos.
Ambição, temor,
frio e calor.
Encontramos nesse turbilhão de informações
o amor vindo de inúmeras direções.
Com ele, a armadura que se usa
para previnir os danos.
Por fim partimos.
Agora com malas pesadas,
bagagens deixadas apenas como uma memória
para o acalento de quem ficou,
que já não nos pertence como foi outrora.
Agora? Escuro,
um frio cortante,
silencioso e barulhento
com nada mais do que as marcas
das guerras que travamos
Da corrida que inventamos
Partimos,
No escuro, vamos, sozinhos.
Eu estava voando, girando com você por todas as cores do céu. Sem pudor algum, sem nem mesmo ter certeza de se tratar da realidade. Como éramos graciosos! Os pássaros nos invejavam, e o Sol se punha mais cedo só para nos ver. Como eram belas nossas asas, quando éramos ainda leves o bastante para voar.
“Teu corpo contra o meu dissolve qualquer pudor, e o que sobra é só a urgência de sentir, sem pressa, sem culpa, até perder o fôlego.”
Os momentos que escolho... São intensos e quentes no qual perca o pudor com os sentimentos verdadeiros... Portanto olhe no fundo de meus olhos e perceba todo desejo direcionado por você;
Quero ouvir o som de seus sussurros, gemidos com uma doce confusão entre corpos... Beije-me... Aperte-me... Me deixe te descobrir de um jeito inesperado de lhe conquistar;
Devora vagarosamente cada detalhe do meu corpo que pouco a pouco te despirei com as mãos salientes em um vago e longo momento...
A arte de seduzir é a magia de sorrir pela imaginação realizada
Ou pelo prazer alcançado sem pudor, mas desejado...
A modernidade da sedução do século vinte um
É a arte natural de fazer real o pecado um a um;
Sem pudor de nos conhecermos, sem medo de nos descobrirmos façamos do prazer e da sedução um caminho para aprender o juízo;
Palavras verdadeiras, o desejo no olhar, sentimentos infinitos, a felicidade em um altar... Eu só quero te amar, me deixa tentar?
Por entre os meus anseios encontro o meu prazer eu desejo muito te exaltar então deixa acontecer;
Digo que valerá a pena cada momento que dedico a você, meu corpo junto ao teu um só amar... Um só querer;
PARTIDA
Vê-lo partir sangra a minha Alma
As lembranças dos dias felizes que fui tua sem pudor
Dias em que meu riso foi solto
Dias em que em chamas meu corpo explodia.
Vê-lo partir quebra meu ser
Mas como prender-te à mim?
Logo eu que prezo a liberdade?
Então vá!
Mas não me diga adeus
Diga-me apenas um até breve
Deixando-me a esperança
Esperança de futuros dias quentes ao seu lado
Kátia Osório
Já não há mais educação entre os mais jovens, nem respeito entre os mais velhos, tampouco pudor entre os idosos.
Pudor é arrogância... É puro tabu de uma sociedade que tentou se achar tão moralista que acabou perdendo por completo a moralidade.
Nascemos nús e somos obrigados a esconder a nudez. Por isso questiono, faz sentido? Os que analizam a verdade por um outro ângulo são ignorados, mas sabemos que os considerados "loucos" fizeram as maiores descobertas.
Galileu morreu por descobrir o verdadeiro sistema solar. E quantos mais morrerão? Será que somos tão mesquinhos a ponto de pensar que tudo foi feito pronto? Que sempre será assim e que nada vai mudar?
Então que se danem os que fazem as regras, quero mais é continuar descobrindo o que ninguém percebe,
Sentimento solto, emanado, transbordante. Revelado, constantemente, sem pudor. Sentimento contido. Não menos virtuoso e voraz, mas controlado. Não importa a forma que ele seja guardado ou demonstrado. O importante é que exista.
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