Pudor
Que obra de arte é o homem, que mesmo sem um pingo de pudor, consegue se satisfazer diante da solidão.
Felicidade é despi-la por completo, sem vaidade e sem o mínimo pudor, e faze-la queimar por completo.
SUAVES LEMBRANÇAS
Hoje, lembrei de nós.
Dos beijos famintos.
Dos toques sem pudor.
Dos sons ofegantes que marcavam nossa respiração.
Do cheiro do Bvlgari — minha flor favorita — com seus cachos brancos, perfumados e encantadores, deixando o ambiente cheio de aconchego.
Nunca te quis pela metade.
E você… você me quis inteira. Intensamente.
Lembrei dos sonhos que costuramos juntos, acreditando que tudo daria certo.
Do som da tua voz, que me tirava do sério.
Do teu abraço, que me trazia paz e silêncio.
Sinto sua falta todos os dias.
Você foi a loucura mais deliciosa e perigosa que já me tomou por completo.
Um incêndio suave…
Que queimou minhas certezas até que restasse apenas o desejo:
me perder em você, de novo e sempre.
— Janete Galvão
Ao "Dia do Amigo" — Além da Passarela
Na relação com pessoas que têm pudor de seus sentimentos, temos que saber dissimular; elas têm ódio repentino àquele que as surpreende com um sentimento delicado, entusiasmado ou sublime, como se tivesse vislumbrado os seus segredos. Querendo fazer-lhes bem nesses instantes, é preciso fazê-las rir ou lhes dizer alguma fria e divertida maldade: — o seu sentimento se esfria então, e elas recobram o domínio de si. Mas estou fornecendo a moral antes da história. — Uma vez estivemos tão próximos na vida, que nada mais parecia tolher nossa amizade, e havia tão-só uma pequena passarela entre nós. Quando você ia pisá-la, perguntei-lhe: “Você quer cruzar a passarela para vir até mim?”. — Mas então você já não queria; e, quando solicitei novamente, você se calou. Desde então, montes e rios torrenciais, e tudo o que se separa e alheia, foram lançados entre nós, e, ainda que quiséssemos nos aproximar, já não poderíamos! E quando hoje você recorda aquela pequena passarela, não tem mais palavras — apenas soluços e assombro.
Em tua estética azeviche negro, que revelas sem pudor , expressa a nobreza de um Deus negro ebanizante, que o tempo previlegiou.
Pinga. Pinga. Pinga.
Debaixo da pia sem pudor
Garganta inteira pede
Agua, poesia e amor.
Tontura permeia em meu corpo
Ao banheiro no caminho
Piso no chão de quadrados
Piso, como se fosse espinhos.
Lâmpeja na minha cabeça
Situações começa a criar,
Olheiras brutas nos olhos
Começam a afundar.
Deito. Olho. Penso.
00:00
Mais uma noite em claro
Descrito no meu caderno.
Olhar da Menina, Casa 07
Raios
De sol
No olhar
Meiguice
De pureza
Sem pudor
Generosa
Vênus
Lira
Que
Aos fortes
Adormece
No que
Parece
Morrer
Enternece
Raios
No olhar
De sol
Doçura
De brilho
De luar
Que tudo
Por tudo
E atudo
Meu fim
Beija-flor
Tinha beleza
de beija-flor
apesar de ver beleza
nas coisas da vida
sem pudor,
não gostava de se expor.
Flutuava feito beija-flor
apesar de não pousar
em qualquer flor,
continuava iluminada
mesmo depois
do sol se pôr.
Sem pudor eu sigo
O passado sendo esquecido
Muita fé pra isso
To na paz de Jesus Cristo
Um salve pros amigos
Um alô pros inimigos
Sem pudor por assumir os meus erros cometidos!
Sou a persona grata non here
Sou o pudor da vergonha em mim
Sou o estrago do próprio embaraço
Sou o nó que desfaz o laço...
Perdi a paz com seu olhar compulsivo despindo meu querer de forma abusiva e sem pudor, mas carinhosamente;
Com você eu perco o medo da vida, mas sem você que se faz meu porto seguro minhas incertezas transborda-me;
Eu me escondo por entre seus olhos para que nosso amor não se desfaça com o vento;
Estou preso em teus olhos, mas eu percebo que eu quero você mesmo com as mãos vazias em aflição;
Meu silêncio dura um pouco mais de um segundo, porém meus gritos sem o mínimo de pudor duram o tempo necessário para que eu possa entender que o escape dos problemas do meu coração é eventual;
Sem pecado e sem culpa ao certo meus erros não me deixam em paz, faz com que eu acorde chorando precisando de atenção e carinhos;
Se muita das vezes quando eu choro demonstro que estou derrotado não se iluda, pois o jogo não acabou e ainda tem um longo caminho para provar de quê somos feitos;
Como a vida se faz estranha, tudo para um desvendar de um querer banal, sem certezas no interesse que se faz inconstitucionais;
Recito em gritos o que o meu coração pensa, sem pudor ou sem medo para não buscar a perfeição e não quero que procure em mim também;
Encontre-me com um sorriso verdadeiro, faceiro que me dê as chances de vê-la quando sigo as minhas loucuras;
Espero em não saber o que a hora nem mesmo o momento faça acontecer sem que eu saiba, nas certezas e indecisões;
Provoque-me com suas indecências, desatinando o pudor de forma intensa na qual eu não consiga resistir;
Não queira me perdoar para então castigar-me nas entrelinhas do amor tocando o meu corpo com suas intenções maliciosas;
Enquanto os teus desejos fizesse do meu medo versos para o teu sorriso, minhas ansiedades só aumentariam para te ter;
Percorra as minhas curvas para se endoidecer... Não tenha pudor de acariciar todo o meu corpo... Quero ousadia para viver um pecado carnal...
Venha sentir a luxuria... Venha se render a mim, pois te dominarei para que você me satisfaça...
