Profano
Um ano
Um ano que não foi profano,de sentimentos puros e às vezes insanos,
Ficar ao teu lado, sempre será meu plano,
Que seja sempre sábio o nosso lado humano.
Obrigado por tudo,
Pelo carinho e pela dedicação,
Sem tua voz, fico completamente mudo,
Perdido em um lago envolto na solidão.
Um sinal em 22 de fevereiro,
Com um simples e despretensioso oi,
Nossas esperanças,avivou-se como um braseiro,
Depois de tudo aquilo que se foi.
Te amo,te quero e desejo,
Isto está implícito em minha basicidade,
A plena felicidade é o meu ensejo,
Paciência, fé e lealdade.
Eu sonho com a eternidade,
E ao teu lado poder desfrutar,
Construindo um caminho no muro da verdade,
E nos teus braços,poder descansar.
Se quisermos trilhar o caminho da flor,
Sabedoria é a palavra chave,
Semeiar o amor ao invés da dor,
Olhar um ao outro,face a face.
E nesse olhar se perder,
Mergulhando profundo até encontrar
Sem ter o medo de sofrer,
Coragem, é o segredo de amar.
Lourival Alves
Quando o amor sublima,
move a luz do querer sagrado
sobre o desejo profano,
cegando anjos e demônios.
O insano
Junte o útil ao agradável,
O infiel e o profano,
A moral e a ética,
O amor e o humano.
Se fosse simples não mais seria bonito,
O amor mensurável não serve,
Não eleva nem agrada ao espírito.
Não peço-te permissão,
Nem te digo que foi escolha.
É mais uma imposição do destino que nos entreolha.
Sinto-te distante,
Como um grito no vazio.
Vozes oscilantes, de uma mente inerte em meio ao frio.
Se sob a penumbra cinzenta recai a noite,
Me faria eu desnecessária.
Colmada por súplicas infiéis e de glória empavesada.
Num sóbrio recanto me conduz
A paisagem já atravessada.
Gestos secos e sem luz.
Alma distante, intocada.
O contraste ideal existente.
Olhos negros estes teus,
Fariam estrelas terem inveja deste tal brilho fosco.
Apenas sigo a linha do horizonte, ignorando vertentes.
Meras súplicas abandonadas,
Pudor inexistente,
Vidas separadas.
Colecionador de amor tu és.
Obra de vidas passadas.
Colecionador de dor tu és.
Portador de histórias equivocadas.
Afundo-me em teus males, mergulho em teus receios,
Bebo da fonte dos teus medos.
Jogo-me por inteiro.
Ainda que louca, desvairada,
Entendo-te um pouco.
Vives para os outros,
Pensas nos outros.
Ah meu bem, pense em mim!
Peixe e Palavra. Corpo e Alma. Ação e Oração. Pão e Comunhão. Profano e Sagrado. Na dualidade existente nos opostos e contrastes a vida cristã encontra seu sentido.
Tomo a liberdade de propor um novo e profano princípio constitucional: o princípio do ateísmo jurídico, que consiste basicamente em não acreditar que juiz seja Deus.
Sou o sagrado e o profano,
a mulher e a amante,
a ouvinte e a falante,
o céu e o inferno,
Sou o paradoxo e a redundância,
a escassez e a abundância,
a confiança e a deslealdade,
o mito e a realidade,
Sou viciante e o saudável,
a sadio e o incurável,
o descaso e a compaixão,
conceito e contradição...
Sou, enfim, os dois lados da moeda,
o sim e o não, pois pra mim não há definição.
Abruptamente surpreendente.
Entre o céu e a terra
Qual o limite do amor?
Um castelo de sonhos.
Divino, sublime, profano...
Qual a imensidão de um sentimento?!
Ate onde ir, onde chegar?!
Quais as fronteiras a atravessar
Que perigos, mentiras ou verdades?!
Respostas?! Nenhuma.
Apenas deixo levar-me
Por esse amor que apenas tu me causas.
Sem Reservas
Invadiu-me, profano,
com mãos inquietas e toques famintos.
Cobriu-me de um desejo insano
à mercê do teu domínio
minhas forças ruíram. Entreguei-me.
Minha pele vibrou no comando dos teus beijos.
O silêncio ensurdeceu com meus gemidos.
Rasgamos os lençóis do pudor
e nos fundimos sem reservas
abrindo portas pro nosso prazer.
PROFANO É TÊ-LA; SE A OUTRO PERTENCE;
TENTO ESQUECER ESSE QUERER IMENSO; POR MAIS QUE'U TENTE; É NELA QUE'U PENSO!"sirpaultavares"
Muitos por discussões vãs tornam o Sagrado em profano, o Santo em lascivo. Devemos ter cuidado para não transformar-mos o Conhecimento da Justiça em conhecimento para perdição. Para não transformar-mos oque era para Salvação em instrumento de condenação. Lembremo-nos que oque nos foi dado não deve só gerar intelecto, mais vida. Pois há coisas que nunca nos serão neutras, por exemplo; oque não nos produz vida só pode nos produzir morte, e morte eterna.
Sagrado e Profano
Entre o Sagrado e o profano
Entre não poder
e o querer
Minha alma atormentada
Entre a razão e a emoção
Sou um ser ilimitado
Entre a virtude
E o pecado
Minha alma se consome
O meu corpo arde
Em chamas
Entre o conceito e a contradição
Estão minhas escolhas
O meu ser se dilacera
Sou um ser inacabado
Talvez um moribundo
Nesse triste vendaval
Minha consciência consome
Minha paz.
A mediocridade é a equilibrista dos meios-termos, ponto médio entre o sublime e o profano, entre a obra de arte e o plágio, entre o êxtase e a decepção.
