Prisão
A gente precisa encarar a religião como um caminho livre sem obstáculo, e não como um obstáculo no caminho.
Em pleno século XXI, milhões de pessoas (...) têm sua vida interior comprometida. São vítimas da incompreensão, da intolerância generalizada e das dificuldades de relacionamento que, paradoxalmente, caracterizam a assim chamada Era da Informação e do Conhecimento. As pessoas se escondem, se refugiam em lares semelhantes a uma prisão, erguem grades que as separam dos vizinhos mais próximos, vivem amedrontadas pela violência, pela superficialidade das relações, pela ausência de ética e pelo excesso de egoísmo, de mentiras e ambições que ainda configuram as estratégias do jogo social.
A chave da jaula de cada pessoa é única, quem conseguir abrir terá o mais belo presente, a pureza da alma humana.
Não hesite em expor suas ideias, temendo pelo que às pessoas dirão sobre elas. Tema por se tornar escravo da opinião alheia, e do ínfimo desejo de sempre querer agradar à tudo e à todos.
Antes de falar, faça! Como saber se o concelho será realmente bom? Todos temos uma realidade, um mundo na mente e vivencias, Situações parecidas podem ter finais totalmente diferentes, cada vida tem seu caminho, ponderar em concelhos de pessoas que nos amam é muito bom pra baseamento em atitudes, porém certas atitudes devem ser tomadas pra não reviver a vontade dos outros, a vida é nossa e dela devemos viver com nossas verdades! Cada um tem um tipo de felicidade restrita onde só cabe a cada um explorá-la. Não adianta querer acelerar as fases, todo processo evolutivo acontece em nossos olhos e ainda vivemos concretados a velhos conceitos de aprisionamento. É necessário errar para aprender, e cada um deve conviver com seu erro! Ensinar a criança é necessário, porém aprisionar seus sonhos é podar o real sentimento de felicidade!
"A forma como se vê determina o que você é. As vezes você já nem é mais o mesmo e está preso ao que era".
Se é irreal,
Até o mais doce pensamento é amargo
E a tranquilidade do mar é apenas aparente
Se é irreal
A imagem refletida no espelho é uma mancha
E o amor que dizes sentir é só lembrança de um vulto
Como podes tu dizer-me que é real
Se tu não és tu?
Ouça-me, portanto:
Se é irreal
Todo pensamento é ilusão
E cada movimento, dentro e fora, conduzem à mera distração
Se é irreal
Enquanto for irreal
Tu andas por onde quer, sem saber que está na prisão
Mas quando te tornardes real
Sê firme
Sê livre
E voe...
E eu me viciei no teu senso de humor barato, entre um cigarro e outro me vi presa em teus braços, o inesperado cruzou o meu caminho e já não me sinto só.
Prendi-me em você, por quê roubou meu coração?!! E o culpado disso tudo foi eu!! A gente briga e se entende, virei cúmplice dessa história. Vou te colocar em libertar pra você avoar e repousar espontaneamente nas grades do meu ser
Se alguém se sentir preso olhe-se, pois as grades poderão estar dentro de você mesmo e não ao seu redor. Liberdade é uma questão de felicidade e não de comportamentos.
Bolha
Não quero ser condenado
Sem julgamento prévio
Uma sombra ao meu lado
Ainda sou pouco velho
Se eu pudesse fugir então
Sair de vez dessa bolha
Viver apenas uma emoção
Se houvesse tal escolha
Quando estou preso, sofro
Nas grades que eu criei
Agonizo tanto e não morro
Muita ruína já suportei
Não pretendo assim seguir
Se preciso, recriarei o ar
Sobretudo, tenho que sair
Encontrar o que respirar
Estou cansado da miséria
Intelectual, moral, anormal
Eu até viajaria à Coreia
Qual das duas? Dúvida real
Difícil aceitar o óbvio
E tudo que está por vir
É estranho ficar sóbrio
Essa bolha irá explodir!
...E depois ainda pensava na existência,
mas podaram nossa liberdade
e castraram nossos sonhos.
Tola rebeldia (livre passagem a desordem)
que nos submete à longínqua cena de carências
adquirida em um túnel de mentiras.
Começamos a andar em círculos,
e então, nossos inúteis braços criaram asas,
e voamos, como pássaros,
em direção ao sol, até morrermos queimados.
(Rumo ao Sol)
XY é livre, não sofreu determinadas pesadíssimas lavagens cerebrais e, assim, não utiliza o seu espaço tempo para revertê-las. É como um passarinho sem eufemismos... Come, bebe (também água), reproduz (literalmente ainda vive tentando) e se diverte no seu vôo, sem receio das paragens do horizonte e das supostas (im)possibilidades do amanhã. Morrerá sem ter se libertado ou aprisionado através das profundidades pesarosas sobre as pressões abissais dos oceanos; morrerá e levará consigo mesmo, se não a possibilidade de compreender o todo, um divisar captado ao mais longe que (se) foi... Não foi jogado às prisões erguidas pelos temores sociais predominantes e que domam os infirmes ou pulverizam os "inservíveis" e " não curváveis"; não pode compreender a angústia que permeia até o próprio se libertar delas. Penso nele e me embato sobre a amplitude e os nuances do significado de viver e/ou existir.
eis a morte
ela eu aceito
nâo é injusta
é a mais castigada de todas as leis
feitas pela mãe, natureza
o que eu em singela fala não compreendo
é apreciarmos o mesmo céu,
usufruirmos da mesma água,
estarmos presos na mesma esfera
e termos que nos separar
por conta de consciências passadas
todos estamos presos.
então porque não nos algemamos?
e não seremos aprisionados em outra condição:
pior que o ciclo, a solidão.
vamos nos aprisionar na nossa prisão
porque viver sozinho
é viver em vão.
