Preto
São muitos "Nunca Mais"!
Agora, a minha perspectiva é real, preto e branco; sem mais, nenhum entrave, desacerto, equívoco; nem tampouco, expectativa colorida, indesejada, ilusória, irreal!!!!
Preto no Branco
O Pretinho trabalhador
Foi condenado a lidar com a dor
O Branco rico e preconceituoso
Seu único objetivo foi observar o moço
Não importa a aparência ou o jeito
Sempre eles vão pagar o preço
O Branco rouba
O Negro tem que segurar a obra
O Preto respira ao vento
Já é motivo de desprezo
Temos que acabar com isso
Para que o Negro não corra mais risco
Falar é fácil, difícil é fazer
Uma coisa tão importante que precisa acontecer
Não importa a cor ou a raça
Ser Racistanão tem nenhuma
Preto no Branco é o que eu digo
Se o Preto estiver ali perto ele não vai sofrer contigo
Ele vai sofrer sozinho
O policial defende o Branco por ser seu sobrinho
o quê? a mídia odeia os preto, os pobre, os de gueto e agora inteligente, a mídia odeia um favelado que vence e não é nenhum desses que eu to enxergando na minha frente
TRANSFORMAÇÃO.
Às vezes passamos por momentos de dor,
Tudo é como foto sem cor,
Preto e branco, sem vida a brilhar,
E parece que o fim nunca vai chegar.
Mas acredito que é preciso sofrer,
Para, então, aprender e crescer.
Como as frutas que, ao tempo, amadurecem,
A dor, um dia, vai nos fortalecer.
O fim, talvez, seja o amadurecimento,
A lição que vem com o tempo,
E ao fim, com paciência e razão,
Vemos a beleza da transformação.
Ó, gato preto.
Tu não sabes o quão és belo.
Mesmo carregado de memórias e lembranças negativas,
Você é um resultado da sobrevivência e coragem de seu ser.
Tu não tens noção de quantas pessoas estão passando o que estás a passar.
Isso é muito mais comum do que pensas, pobre gato.
És escuro como a noite e brilhante como as estrelas.
Você é mais do que imagina.
Fique tranquilo, gato.
Volte para a sua casa e abra um sorriso neste rosto triste.
Não tem casa?
Fique comigo que encontrarás a verdadeira felicidade.
Reencontre seus pais e será feliz para sempre.
Não se preocupe, lhe pagarei pela paz derradeira que enfim vai te redimir.
Bem-vindo a vida eterna, gato.
Sou preto, sim, mas será que isso é um crime?
Será que a cor define o que somos, o que subestimam em mim?
Porque serei julgado pela pele, e não pelo que tenho dentro,
Quando a cor é apenas um traço, um rótulo que invento?
O que é preto, senão um ser humano?
O que é branco, senão um tom dado ao acaso, insano?
Somos mais que as cores que nos impõem,
Somos histórias, sonhos e vozes que ressoam,
Não somos feitos de pigmentos, mas de essência,
De capacidades que se revelam na persistência.
Será que um dia o mundo verá,
Que somos julgados pelo ser, não pela cor que está?
Que o valor está no que fazemos, no que somos em verdade,
E não na superfície, que esconde nossa humanidade?
Camisa curta, branca, strawberry, top preto, short verde cintura alta, cinto, presilha preta. Música aleatórias, Delacruz, Lourena, Gaab, Sant, Bk.
Livros, filmes, romances trágicos, e tensos, sorrisos, toques suaves, conversas sobre família, relacionamentos, risadas gostosas, distância diminui, carinhos e abraços, distância diminui, belos olhos, belos lábios, beijo na mão, no rosto, na testa, lábios e olhos se encontram. Um toque profundo, na alma, no ser de cada um.
Saio de mim, surreal, sensações incríveis, inexplicáveis... o que é tudo isso? É real? Como pode haver tanto envolvimento, entrega, intensidade.
Beijos e mais beijos, nos lábios, no rosto, no queixo, no pescoço.
Caricias, você por cima, cena inesquecível. Atrevimento.
Me usa, me atiça, me tem, me possuiu.
Como isso é possível? O que houve aqui? Foi um encontro nosso ou de nossas almas?
Nossos corpos se confundiram, por um instante foram um só, estiveram num só ritmo.
Surreal, agraciado, encantado, anestesiado.
💖🤯💞
J.E.C
"Muitas vezes, nossa vida parece passar em preto e branco, como uma linda paisagem sem cor, porque estamos presos ao passado. Porém, quando encontramos algo que traz cor para nossas vidas, a paisagem começa a ganhar vida aos poucos, e tudo o que antes parecia escuro se transforma, dando espaço aos nossos sonhos."
Ser Aquarela
Desde cedo, a vida torna-se preto e branco para quem nasce destoando da tradicional paleta de cores imposta a todos por quem julga-se no direito de definir por quais nuances o rubor de um coração deve pulsar
Só, observando a todos pelas frestas empoeiradas, eu já sabia que havia vindo ao mundo com o peito iridescente
carregando o enorme fardo numa sociedade limitada
que era amar todas as cores
Em segredo, uma explosão de tons proibidos luziam em minha mente
contrastando com o silêncio gris das outras tantas pessoas coloridas da cidade
também fadadas à escuridão taciturna dos armários
Por vezes, tentei transmutar-me, regulei minha gradação,
simulei ser como me pintavam e acabei tornando-me
disforme e sem tonalidade,
expressa em inexata furta-cor
Chorava entre a dicotomia, como poderia ser preto ou branco
se em meu âmago possuía uma vibrante gama de cores traduzida em aquarela?
Rendendo-me aos gostos alheios, por anos, tornei-me a cor mais ausente nas paisagens do meu mundo, que aos
poucos, tornara-se inexistente
Ao redor, arco-íris apagados davam espaço ao céu cinza-nublado,
e a cada estalar de beijos, gritos tempestuosos vociferavam, enquanto tantas outras tonalidades eram diariamente
silenciadas para a eternidade apenas por estarem amando fora do tom ordenado
Em meio a sórdidas guerras, cruéis injustiças sociais e rotineira criminalidade
vistas de forma superficial e translúcida
todos os esforços estavam focados em nós que estávamos apenas nos misturando a outra cor
Mas no fim, o preconceito sempre será incolor, mas amar é soberano, é aquarela!
Pois todas as pessoas são cores de diversas matizes, mas só o amor é a arte criadora de obras nas molduras que são a vida,
misturar-se é a única ordem imperativa!
Eu quero amar
Eu quero amar, eu quero amor.
Pode ser colorido, preto, branco
Vai ter a mesma emoção.
O que importa é fazer feliz o coração!
Amor apimentado, salgado, doce
Temperado ou no sabor original.
Amor é maravilhoso, modificado, ou
Ou na essência natural...
Eu quero amar, eu quero amor!
Pode ter gosto de agua ardente
Ou do mais saboroso licor.
Pode ser forte como roxa
Ou ter a delicadeza de uma flor!
Pode ser quente, frio, ter a
Imensidão do mar, ou tamanho
De um pequeno rio.
Amor é majestoso, devo reverenciar!
Amor é generoso, com que sabe amar!
E X I S T Ê N C I A
Sem a música a vida seria chata, em preto e branco, um erro.
Seria como viver sem um bom SAMBA que nasce da tristeza para transmitir alegria. Seria como viver sem a BOSSA que é recebida no Japão feito uma oração.
Seria como viver sem o grito de liberdade e a adrenalina do ROCK.
Seria como viver sem a variedade melódica e o swing do JAZZ.
Seria como viver sem o sentir a alma da música CLÁSSICA.
Seria como viver sem a MPB que nos retrata.
Seria como viver sem o nó da garganta do BLUES.
Seria como viver sem o grito dos excluídos do RAP.
Aprendo não só com livros, mas também com discos.
A música é minha companheira permanente, sem ela não vivo apenas sobrevivo.
O repertório vem com o tempo.
na minha frente só enxergava escuridão, não entendi o preto no mundão, liguei a luz com o medo no coração, nada aconteceu, escuro estava escuro permaneceu, perguntei pq isso meu deus logo eu, um garoto sonhador cheios de sonhos que nesse caminho tanto sofreu, do nada quando escuro estava apois reclamar sem saber oq fazer, deus manda um sinal uma estrela no céu no escuro começou acender, e eu pensando fiquei, chorar eu chorei, lágrimas sem falar o tanto que derramei, mais lá no fundo um abraço senti, uma voz escutei, filho nada é escuridão pois mesmo tudo escuro te dei essa visão, pra enxerga que quando teus joelhos dobrar eu tenho toda solução, e daí aprendi que até no escuro temos visão, não sou poeta nem tenho o dom, mais nós pensamentos da vida mesmo sedo sofrida, a cabeça gira, as lágrimas cai a força vai embora e só pensamos em forças não ter mais, nada é pra hoje, nada é como queremos se fosse tão fácil a vida, não teria graça de fazer novos momentos, se não tivesse sofrimento e agonia oq seria da vida também se não fosse a alegria, um mundão gira irmão levando a cabeça viva esse mundão, que mesmo no preto do preto, um joelho dobrado apenas por um pecador cheio de defeitos, nada seria belo se não fosse desse jeito, deixo Aki minhas palavras de um homem que não vive em contos de fadas, e sim um adorador sofredor, leal que vive uma vida real, siga em frente nunca desista, caía levante e persista, pois mesmo fraco sem forças, isso é aprendizado da vida 🙇🏻♂️📖🫀
“metafísica”: “É um cego, com olhos vendados, num quarto escuro, procurando um gato
preto... que não está lá.”
LABIRINTO QUE HABITA EM NÓS
Na paleta sombria da vida em preto e branco,
Caminhamos nós, em loop infinito,
Onde o riso é efêmero e a tristeza é constante,
E a felicidade, apenas um breve aflito.
Ansiedade e cansaço, amarras que nos prendem,
Em meio a uma sociedade de máscaras e mentiras,
Nos sentimos como naufrágios solitários,
Em uma ilha deserta de almas vazias.
Cada passo é uma dança na corda bamba da existência,
Onde o sol se põe em tons cinzentos de resignação,
E a lua brilha com um brilho melancólico,
Sobre os destroços dos sonhos sem direção.
Somos peões em um tabuleiro de ilusões fugazes,
Onde o amor é um espelho quebrado de desilusão,
E a esperança se dissolve como areia entre os dedos,
Neste teatro de sombras, sem redenção.
No eco dos dias, ecoam vozes de silêncio,
Entre a multidão, nos sentimos estranhamente sós,
Como um quadro em branco, esperando a cor que não vem,
Somos poemas inacabados, em versos sem voz.
Não há final feliz nesta sinfonia de desencanto,
Apenas a melodia triste de corações desencontrados,
Onde o tempo se arrasta em um ciclo impiedoso,
E o vazio preenche os espaços, sombrios e deixados.
Assim seguimos, entre sombras e clarões passageiros,
Na dança eterna da busca por algo que se perdeu,
No labirinto de nós mesmos, nos encontramos perdidos,
E a vida em preto e branco, continua, sem adeus.
Artes monocromáticas
Na tela embaçada da existência, onde o preto e o branco se entrelaçam,
Somos atores em um drama de máscaras, dançando ao redor do vácuo,
Cada passo uma ilusão meticulosamente coreografada,
Onde a realidade se dissolve em sombras e reflexos distorcidos.
Neste teatro de absurdos, erguemos monumentos à hipocrisia,
Erguendo muros que dividem mais do que unem,
Enquanto vestimos nossas personas frágeis como porcelana,
Escondendo as cicatrizes de nossas almas dilaceradas.
Somos marionetes nas mãos do tempo indiferente,
Puxadas pelas cordas invisíveis do destino caprichoso,
Enquanto buscamos significado em miragens fugazes,
Que se desvanecem no horizonte inalcançável do amanhã.
Nos labirintos da mente, navegamos sem bússola,
Entre véus de ignorância e promessas não cumpridas,
Onde a verdade se afoga nas águas turvas da conveniência,
E a moralidade se despedaça como cristal quebrado.
Como estrangeiros em nossa própria terra natal,
Vagamos entre multidões que não nos reconhecem,
Em um êxodo silencioso de almas perdidas e desenraizadas,
Onde a solidão é um companheiro mais íntimo do que o próprio eu.
Na sinfonia caótica dos interesses mesquinhos,
As vozes dissidentes são abafadas pelo rugido do conformismo,
E a consciência se curva sob o peso das convenções vazias,
Enquanto a alma clama por liberdade em uma jaula de normas.
Assim, entre o efêmero e o eterno, dançamos,
Em um equilíbrio instável entre o ser e o não-ser,
Onde o paradoxo se revela como a única verdade absoluta,
E a vida, um enigma envolto em véus de incerteza.
Neste palco de dualidades e contradições,
Desenhamos nosso destino com pincéis manchados de contraste,
Em uma obra de arte que se desdobra lentamente,
Na epopeia de existir entre o preto e o branco, em tons de cinza.
Dois do Brasil. Homens de preto e branco, com tênis coloridos. Astrônomos fora do padrão. Uma ficção realística.
O Gato Preto
Ando há milênios por esta terra. Vigio aqueles que não querem ser vigiados, espalho o temor por onde passo e retiro tudo o que um dia tiveram. Minha passagem é rápida, mas o acompanhamento, não. O que parecem ser apenas dez minutos para a hora H, para mim, são décadas. Porém, em certos casos, meu trabalho precisa ser mais rápido.
No meio da madrugada, enquanto caminho pelas ruas silenciosas, observo o pequeno felino preto. Ele caminha com a tranquilidade de quem já conhece cada buraco da calçada. Acompanhar animais é sempre mais fácil que acompanhar humanos. Eles são simples, puros, não lutam contra o destino. E eu, ainda que feita para ser imparcial, confesso: prefiro os animais.
O felino se aproxima de uma lata de lixo. Ao lado dela, um pratinho com restos de comida. Suas patas, enfaixadas com uma gaze velha e suja, repousam sobre o chão como se cada passo pesasse uma vida inteira. Já é a terceira vez na semana que o vejo assim. Desleixado? Talvez.
E isso explicaria por que estou aqui.
Por um instante, o perco de vista, mas logo o reencontro. Lá está ele, brincando com a menininha do vestido vermelho. Ela usa um coque bagunçado que tenta domar os cachos loiros, uma pulseirinha rosa e o sorriso de quem ainda não sabe que o mundo pode ser cruel. Ela o agarra com o carinho de quem enxerga valor onde outros veem apenas sujeira. Talvez nem tudo esteja perdido.
Não posso impedir o que está por vir, mas me pergunto: e se fosse um pouco mais justo?
Gatos pretos sempre foram ligados à má sorte, à morte. Superstições humanas. Ridículas, mas persistentes. Em um mundo cheio de guerra, fome e abandono, culpam um animal por tragédias que eles mesmos causam. Posso parecer ingênua questionando isso, mas toda lenda carrega uma centelha de verdade. Se não carregasse, eu sequer existiria.
Olho o meu velho relógio de bolso. Está quase na hora. Há nove anos acompanho esse gato. Longos e silenciosos nove anos…
A menina está mais alegre hoje. Ela tira algo do bolso e, com cuidado, coloca uma coleira rosa com uma jóia azul no pescoço do felino. Mesmo sem palavras, vejo sua alma brilhar com gratidão. Os humanos nem sempre percebem, mas os animais também sabem agradecer. E ela, talvez sem saber, recebeu aquele gesto como um presente.
De todos os dias que os acompanhei, este é o mais difícil. Não achei que ele sobreviveria tanto tempo. Sua vida não tem sido justa. Muitas vezes vi humanos roubarem meu papel. E pela primeira vez, sinto nojo do meu trabalho.
Ela se senta no chão com o gato no colo. Eles se apegaram demais. Em quatro meses, ela deu ao felino todo o amor que ele nunca teve em nove anos. Aproximo-me devagar e me sento ao lado dela. Ela não me vê. Não pode. Mas me sinto estranhamente presente ali. Observar os dois virou meu pequeno refúgio em meio ao caos. Deus tinha razão ao dizer que crianças e animais têm as almas mais puras.
O relógio apita. Meu rosto continua neutro, mas por dentro... tudo em mim queima. Fui feita para não sentir. Para ser imparcial. Mas se pudesse, congelaria esse momento para sempre.
Um homem se aproxima. Alto, barba grisalha, roupas rasgadas. Fede a álcool e tem o olhar de quem esqueceu o que é compaixão. Fala algo para a menina e vai embora como chegou: em silêncio. Sem deixar rastro, sem deixar paz. Não consigo deixar de pensar no dia em que terei de acompanhá-lo.
O gato me encara. Para a menina, ele parece tranquilo. Para mim, sua expressão é de compreensão. Ele sabe.
A garota, assustada, beija o felino e o coloca numa caminha improvisada. Antes de entrar em casa, sorri. O maior sorriso que já lhe deu. Mesmo forçado, tem algo de esperança. E então, ela desaparece porta adentro.
Meu relógio apita novamente. O suspiro do gato é fraco. O último.
Tiro do bolso uma pequena esfera e toco o corpo do animal. Ela brilha quando coleta sua alma. Sinto o peso de novo.
— Chegou minha hora? — sua voz ecoa leve. — Mas... e ela? Como vai ficar? Por quê agora?
Uma das grandes maldições dadas aos seres vivos é a da morte inesperada.
— Vocês irão se ver novamente — respondo com a garganta apertada.
— Eu vou reencarnar? Posso ser uma menininha? Ela disse que não tem muitos amigos…
— Não é assim que funciona — digo, caminhando pela escuridão. — Mas aquele que te envenenou vai pagar, mas eu não posso controlar o que está por vir. Eu... sinto muito.
Não o vejo, mas sei que ele está confuso. Guardo a esfera no bolso e paro na esquina. Pela primeira vez, cerrei os punhos.
— Vocês ficarão juntos, longe dessa baboseira toda…
Suspiro. Continuo andando pelas ruas, mãos nos bolsos.
— Volto para buscar ela daqui a algumas horas.
Vou embora, desejando ser alvo do papel que um dia me deram e que roubaram de mim. Desejei, pela primeira vez, não ser a ceifadora, mas sim, a colhida.
