Preto
LABIRINTO QUE HABITA EM NÓS
Na paleta sombria da vida em preto e branco,
Caminhamos nós, em loop infinito,
Onde o riso é efêmero e a tristeza é constante,
E a felicidade, apenas um breve aflito.
Ansiedade e cansaço, amarras que nos prendem,
Em meio a uma sociedade de máscaras e mentiras,
Nos sentimos como naufrágios solitários,
Em uma ilha deserta de almas vazias.
Cada passo é uma dança na corda bamba da existência,
Onde o sol se põe em tons cinzentos de resignação,
E a lua brilha com um brilho melancólico,
Sobre os destroços dos sonhos sem direção.
Somos peões em um tabuleiro de ilusões fugazes,
Onde o amor é um espelho quebrado de desilusão,
E a esperança se dissolve como areia entre os dedos,
Neste teatro de sombras, sem redenção.
No eco dos dias, ecoam vozes de silêncio,
Entre a multidão, nos sentimos estranhamente sós,
Como um quadro em branco, esperando a cor que não vem,
Somos poemas inacabados, em versos sem voz.
Não há final feliz nesta sinfonia de desencanto,
Apenas a melodia triste de corações desencontrados,
Onde o tempo se arrasta em um ciclo impiedoso,
E o vazio preenche os espaços, sombrios e deixados.
Assim seguimos, entre sombras e clarões passageiros,
Na dança eterna da busca por algo que se perdeu,
No labirinto de nós mesmos, nos encontramos perdidos,
E a vida em preto e branco, continua, sem adeus.
Artes monocromáticas
Na tela embaçada da existência, onde o preto e o branco se entrelaçam,
Somos atores em um drama de máscaras, dançando ao redor do vácuo,
Cada passo uma ilusão meticulosamente coreografada,
Onde a realidade se dissolve em sombras e reflexos distorcidos.
Neste teatro de absurdos, erguemos monumentos à hipocrisia,
Erguendo muros que dividem mais do que unem,
Enquanto vestimos nossas personas frágeis como porcelana,
Escondendo as cicatrizes de nossas almas dilaceradas.
Somos marionetes nas mãos do tempo indiferente,
Puxadas pelas cordas invisíveis do destino caprichoso,
Enquanto buscamos significado em miragens fugazes,
Que se desvanecem no horizonte inalcançável do amanhã.
Nos labirintos da mente, navegamos sem bússola,
Entre véus de ignorância e promessas não cumpridas,
Onde a verdade se afoga nas águas turvas da conveniência,
E a moralidade se despedaça como cristal quebrado.
Como estrangeiros em nossa própria terra natal,
Vagamos entre multidões que não nos reconhecem,
Em um êxodo silencioso de almas perdidas e desenraizadas,
Onde a solidão é um companheiro mais íntimo do que o próprio eu.
Na sinfonia caótica dos interesses mesquinhos,
As vozes dissidentes são abafadas pelo rugido do conformismo,
E a consciência se curva sob o peso das convenções vazias,
Enquanto a alma clama por liberdade em uma jaula de normas.
Assim, entre o efêmero e o eterno, dançamos,
Em um equilíbrio instável entre o ser e o não-ser,
Onde o paradoxo se revela como a única verdade absoluta,
E a vida, um enigma envolto em véus de incerteza.
Neste palco de dualidades e contradições,
Desenhamos nosso destino com pincéis manchados de contraste,
Em uma obra de arte que se desdobra lentamente,
Na epopeia de existir entre o preto e o branco, em tons de cinza.
Dois do Brasil. Homens de preto e branco, com tênis coloridos. Astrônomos fora do padrão. Uma ficção realística.
O Gato Preto
Ando há milênios por esta terra. Vigio aqueles que não querem ser vigiados, espalho o temor por onde passo e retiro tudo o que um dia tiveram. Minha passagem é rápida, mas o acompanhamento, não. O que parecem ser apenas dez minutos para a hora H, para mim, são décadas. Porém, em certos casos, meu trabalho precisa ser mais rápido.
No meio da madrugada, enquanto caminho pelas ruas silenciosas, observo o pequeno felino preto. Ele caminha com a tranquilidade de quem já conhece cada buraco da calçada. Acompanhar animais é sempre mais fácil que acompanhar humanos. Eles são simples, puros, não lutam contra o destino. E eu, ainda que feita para ser imparcial, confesso: prefiro os animais.
O felino se aproxima de uma lata de lixo. Ao lado dela, um pratinho com restos de comida. Suas patas, enfaixadas com uma gaze velha e suja, repousam sobre o chão como se cada passo pesasse uma vida inteira. Já é a terceira vez na semana que o vejo assim. Desleixado? Talvez.
E isso explicaria por que estou aqui.
Por um instante, o perco de vista, mas logo o reencontro. Lá está ele, brincando com a menininha do vestido vermelho. Ela usa um coque bagunçado que tenta domar os cachos loiros, uma pulseirinha rosa e o sorriso de quem ainda não sabe que o mundo pode ser cruel. Ela o agarra com o carinho de quem enxerga valor onde outros veem apenas sujeira. Talvez nem tudo esteja perdido.
Não posso impedir o que está por vir, mas me pergunto: e se fosse um pouco mais justo?
Gatos pretos sempre foram ligados à má sorte, à morte. Superstições humanas. Ridículas, mas persistentes. Em um mundo cheio de guerra, fome e abandono, culpam um animal por tragédias que eles mesmos causam. Posso parecer ingênua questionando isso, mas toda lenda carrega uma centelha de verdade. Se não carregasse, eu sequer existiria.
Olho o meu velho relógio de bolso. Está quase na hora. Há nove anos acompanho esse gato. Longos e silenciosos nove anos…
A menina está mais alegre hoje. Ela tira algo do bolso e, com cuidado, coloca uma coleira rosa com uma jóia azul no pescoço do felino. Mesmo sem palavras, vejo sua alma brilhar com gratidão. Os humanos nem sempre percebem, mas os animais também sabem agradecer. E ela, talvez sem saber, recebeu aquele gesto como um presente.
De todos os dias que os acompanhei, este é o mais difícil. Não achei que ele sobreviveria tanto tempo. Sua vida não tem sido justa. Muitas vezes vi humanos roubarem meu papel. E pela primeira vez, sinto nojo do meu trabalho.
Ela se senta no chão com o gato no colo. Eles se apegaram demais. Em quatro meses, ela deu ao felino todo o amor que ele nunca teve em nove anos. Aproximo-me devagar e me sento ao lado dela. Ela não me vê. Não pode. Mas me sinto estranhamente presente ali. Observar os dois virou meu pequeno refúgio em meio ao caos. Deus tinha razão ao dizer que crianças e animais têm as almas mais puras.
O relógio apita. Meu rosto continua neutro, mas por dentro... tudo em mim queima. Fui feita para não sentir. Para ser imparcial. Mas se pudesse, congelaria esse momento para sempre.
Um homem se aproxima. Alto, barba grisalha, roupas rasgadas. Fede a álcool e tem o olhar de quem esqueceu o que é compaixão. Fala algo para a menina e vai embora como chegou: em silêncio. Sem deixar rastro, sem deixar paz. Não consigo deixar de pensar no dia em que terei de acompanhá-lo.
O gato me encara. Para a menina, ele parece tranquilo. Para mim, sua expressão é de compreensão. Ele sabe.
A garota, assustada, beija o felino e o coloca numa caminha improvisada. Antes de entrar em casa, sorri. O maior sorriso que já lhe deu. Mesmo forçado, tem algo de esperança. E então, ela desaparece porta adentro.
Meu relógio apita novamente. O suspiro do gato é fraco. O último.
Tiro do bolso uma pequena esfera e toco o corpo do animal. Ela brilha quando coleta sua alma. Sinto o peso de novo.
— Chegou minha hora? — sua voz ecoa leve. — Mas... e ela? Como vai ficar? Por quê agora?
Uma das grandes maldições dadas aos seres vivos é a da morte inesperada.
— Vocês irão se ver novamente — respondo com a garganta apertada.
— Eu vou reencarnar? Posso ser uma menininha? Ela disse que não tem muitos amigos…
— Não é assim que funciona — digo, caminhando pela escuridão. — Mas aquele que te envenenou vai pagar, mas eu não posso controlar o que está por vir. Eu... sinto muito.
Não o vejo, mas sei que ele está confuso. Guardo a esfera no bolso e paro na esquina. Pela primeira vez, cerrei os punhos.
— Vocês ficarão juntos, longe dessa baboseira toda…
Suspiro. Continuo andando pelas ruas, mãos nos bolsos.
— Volto para buscar ela daqui a algumas horas.
Vou embora, desejando ser alvo do papel que um dia me deram e que roubaram de mim. Desejei, pela primeira vez, não ser a ceifadora, mas sim, a colhida.
Quando um preto da periferia chega ao poder, ele carrega consigo as vozes e as esperanças de toda a comunidade que muitas vezes foi esquecida.
Quando eu percebi, o dia era preto e branco, a vida tinha perdido a cor e até o céu ficou cinza, todos os dias...todos os dias eram coloridos, mas agora eles não tem mais vida, não tem mais as nossas vidas.
"você sempre vai fazer parte de mim"
Entra dia sai dia
Tudo é cinza e preto
e sem sentido.
Até que um dia
Te conheci e tudo mudou
Tudo que é sem cor
Vira arco-iris.
Me trouxe e deixou
Uma parte que vou guardar
Para sempre e com
Carinho e amor
"Te amo".
Minutos de um preto no mundo.
Olha pode parecer brincadeira ou um storytelling, mas não é.
Você já se feriu alguma vez e quando achou que estava curado alguém aperto ou tocou ali e você sentiu uma dor bem forte?
Pois bem a vida de um negro não só no Brasil mais em grande parte do mundo assim.
Ser negro é normal como qualquer outra cor ou raça depende do Ponto de vista de qualquer um. Mas pra quem é negro funciona assim.
Você vai a padaria comprar pão demanha e alguns te olham, porque imagina que poder ser um ladrão,
Se voce é motorista de aplicativo, quando você chegar no lugar a partida da corrida tem gente que cancela o chamado, quando conferem a placa do carro e te olham no rosto e diz pedi errado ou não vou poder ir agora.
Se você vai a uma entrevista de trabalho o responsável que te chamou pelo seu currículo, se surpreende e diz há! Achei que você fosse mas clarinho, e completa brincadeirinha.
Quando entra em uma loja o segurança não consegue disfarçar o olhar sobre você por toda loja.
Nós shoppings é pior ainda ele te segue.
Nós restaurantes você só é bem visto ou aceito se estiver acompanhado com um amigo branco ou uma mulher branca caso contrário eles vêem na porta te perguntar se deseja alguma coisa.
Nos churrascos de amigos se você vai pra churrasqueira pra ajudar teu amigo os convidados dele que não te conhem, diz pra você baixinho pra não te envergonhar, oh! pra seu serviço ficar top. Deixa mas mal passada ou mais assadinha e avisa na aquela mesa ali.
Numa blitz, nossa você preciso estar orando pra todos os santos porque se orar pra um santo que o policial não gostar muito, nem os santos sabem o que podera acontecer com você.
Nós bancos você pode estar nú e sempre irá acusar objeto metálico na porta giratória.
Até quando está tendo momento degustação no supermercados quando você vai pegar a prova os promoters diz, acabou mas daqui a pouco teremos mais,
Então como disse no começo a ferida nunca fecha, entende o porque que o negro está sempre com o pé atrás?
Porque aprendeu ler olhares, aprendeu a entender as piadas, quando tem um pouco de cultura ele diz você tem alma de Branco.
E ainda houve assim, vocês negros é que são os prorios preconceituosos, num vê o jogador tal, o político tal e etc...
Então eu entendo o motivo de não aceitar ou não acreditar que poderia doer com um simples comentário
Feito em um festa por alguns, e se o negro não falar nada hora depois ele ainda passar por mentiroso ou querendo se fazer de vítima.
E fala na hora se torna réu imediatamente.
Então não ter liberdade para falar sobre certos acontecimentos em certos momentos pode criar um abismo na relação de qualquer pessoa, pais e filhos, amigos e relacionamento a dois, e que pra preencher poderia precisar de um universo de entulhos que não sabemos onde encontrar.
" você é uma luz que brilha naquele fundo preto sem saída e, repleta de coisas magníficas Daqueles contos sem saída, a única que merece ter uma carta escrita.
em meio a tudo sempre haverá uma flor feita a mão por mim pra você minha pequena Monalisa, brilha em meio aos caos dessa Brasília linda
Cheia de mistério e ousadia
Hã coisas pequenas pra ser ditas aqui
Mas você é grande demais pra ser lida
Vc é poesia que encanta até a poeta cora coralina,
Como uma mulher forte e liberta
Me vejo procurando saídas, pra sair desses labirintos que se chama vida
e te encontrar na próxima esquina da rua dessa vida
algumas coisas não haverá cor em alguns dias, mas você sabe que tudo isso é feito de moradia pra pessoas que te queria pois, você brilha
E todos os lugares que você pisa
com o seu estilo, e jeito de menina mulher, encanta essa bela vida, passageira de pessoas impefeitas."
amor, o que há de ser eu sem você?
um girassol preto
um arco-íris sem cor
um navio sem mar
uma vida sem amor.
*Arco-íris da paixão*
Lápis de cor, vermelho amor, branco paz, preto dor? Escolhi viver com magia sem rancor Sorrir pra vida e ser colecionador.
Lembranças, momentos, entre medo e coragem, o prazer do desafio,chama-se felicidade.
Entreguei por uma noite, fechei os olhos pra razão, abracei minha emoção e abri meu coração.
Entretanto o sol nasce e o vento leva a história, o sereno vai embora, haa bendita hora, deixei o risco, relaxei no perigo
perguntei-me e agora? Vermelho, preto e branco, predominante, perfume de rosa,
pq? Me espera lá fora.
Vamos embora, assim fugir, interagir com as pedras preciosas,
no fundo uma voz eu te encontro até na rocha.
Vamos pintar:amarelo, verde, azul;
Sofrer e amar, frente fria do sul. 14 hrs, Kaiak, ligação, quem diria que não seria só atração.
Gasolina, conexão, positivo, positivo, reação. Combustível, fogo energia, 22 hrs esteja em casa, já? quero sua companhia.
Entrego minha filosofia, seja sábio pra entender, há é está claro, nítido de ver, pare! está feio esconder.
Jamais deixe de ser você.
Aprendizagem, maturidade, paciência, insistência, liberdade.
Estilo cachorro, dinheiro e mulher, tem café, mas prefiro chá. E vai relaxar? Ela fica louca, perdida, gosta do preto, cheiroso com disciplina, será que conhece o ápice da vida, lentinho e acelera na famosa paradinha.
Esqueça tudo...Ou receba, luquinhas.lv7
O menino da natureza.
´Real o Espírito Santo
Não há frequência igual.
Faz rebuliço.
No corpo preto, branco e, ou mestiço.
Do amor, um temporal.
São ondas radiantes.
Em tempos incessantes.
O senhor é exaltado.
O Corpo glorificado.
Jamais desenhado e estudado.
O ponto de fé.
Sete, Noé, tripé.
Pai, filho, Espírito santo.
O mover de Jesus.
Quanto, cântico, o vento impetuoso, o manto.
Milagres, irradia, vibra e contagia.
Oh, a primeira maravilha.
Está vivo, mais puro e sublime.
O coração quebrantado.
Que não sente se abalado.
Senhor, do amor, do amado.
Giovane Silva Santos
Te chamo de amor
Entre um segundo de prazer e dor
Entre o perfume e os espinhos das flores
Preto e branco e a cores
O seu amor é bom
Mas também faz sofrer
Ser um homem preto no Brasil, é se inspirar na força dos nossos antepassados , na beleza da nossa cultura e no poder da nossa resiliência.
É ser um caminho de resistência e uma expressão de amor próprio.
Se o escuro é preto
Se o escuro é ruim
Se o escuro dá medo
Nem quero para mim
Pois a escuridão dos meus olhos fechados me atormentam, fazendo um ciclo de pensamentos ruim, que não tem fim.
Adentro ao mundo de terror, como o vírus, o Blecaute se alastrou. Trazendo pavor cada dia, mas, pera aí! Mas quem disse que a escuridão proporciona algo assim? Então preto é mal e o banco é bem? Isso é um sinal para nos também, se sou preto sou ladrão, se sou branco sou do bem.
E nem venha me dizer que não é assim,
se os negros fossem tratados diferentes na sociedade, acredito que a escuridão não seria tão ruim.
Preto, pobre, perigoso, passado periculoso
Presente premeditoso, pousado perde pescoço
Fazendo fumaça fui, festa, flat, fast food
Fica flex, forga fi', foca, fácil fazer, flui
