Preconceito Racial
O racismo é uma ideologia que sustenta a crença na superioridade de um grupo racial sobre outros, resultando em tratamento diferenciado e injusto. Pode ser manifestado em níveis individual, institucional e estrutural, afetando diversas esferas da vida, como educação, emprego, habitação e acesso a serviços.
É fundamental compreender que o racismo não apenas perpetua a desigualdade, mas também tem implicações profundas no desenvolvimento social e econômico de indivíduos e comunidades. A luta contra o racismo envolve a conscientização, a educação, a promoção da igualdade e a implementação de políticas que visem eliminar as disparidades raciais e construir uma sociedade mais justa e inclusiva.
O racismo e a injúria racial são assim:
São marcas produzidas por dedos que não possuem grandes unhas; ou seja, são marcas que não se vêm com os olhos físicos, e sim, com olhar endo.
Isto porque, as marcas produzidas pelas unhas marcam a carne.
E as pelos dedos que não as possuem, marcar uma alma.
Acredito que você captou a conotação da ideia.
Os que não vivenciam a realidade do racismo, comumente dizem que o país vive uma democracia racial e que devemos esquecer todo sofrimento que nossos antepassados viveram, como? Eles acham que acabaram as chicotadas, acabou o racismo, e as marcas que ainda se fazem hoje presentes com seus efeitos sobre crianças, adultos idosos adolescentes e mulheres, estes dois últimos em maior grau, projetadas por um sistema racista que tem como filho o preconceito. Mas no dia em que a consciência despertar neste povo guerreiro, nada nem ninguém vai impedir que valorizem sua história e nem se deixem abater...
Eu odeio pessoas preconceituosas, que julgam uma pessoa pela cor da pele, peso, altura.O que importa é o que tem no coração, não tem ninguém perfeito pelo contrario é a imperfeição ou a diferença que torna as pessoas em únicas, posso não ter um corpo de modelo e olhos azuis mais tenho um coração e sentimentos que você que tem esse pensamento hipócrita e nojento não pode compreender, pois está ocupado demais procurando seu cérebro.
Á e seu coração ? esse já não sabe o que é ´´Sentimentos“.
"Que vivamos sem preconceito
Que amemos sem reparar na cor da pele ou na religião
Que vivamos em perfeita harmonia do amor."
A morte não tem preconceitos. A cor da pele pouco importa para ela. Só que esqueceram de informar isso aos homens, então por banalidades, a morte tem parecido cada vez mais preconceituosa. Porque não me leve a mal, ela leva o branco sim, mas o negro é de uma recorrência absurda, por motivos mais absurdos ainda. Por que será, Sra Morte?
O preconceito não está na cor da pele, na idade, no sexo. Ele está na mentalidade de cada um de nós.
Não faço questão de falar
Sobre a cor da pele
Sendo que tom nenhum
Ao meu ódio interfere
Só existe uma raça
Sem nenhuma diferença
Maldito preconceito
Não existe de nascença
" 🌼Antes de julgar pela cor da pele, olhe a cor do sangue, verá que não é diferente da cor do seu, se um dia você precisar, o banco de sangue não te passa essa informação. 🌼"
Liberte-se dos seus preconceitos.
BARULHO
Um minuto….
A cada três
Um minuto…
de silêncio,
pela mãe pretaSeverina
Que encara de frente,
mais uma vez,
A sua sina
Quinhentos,
Quinhentos anos de silêncio
Sob o jugo do capitão do mato
Os grilhões,
as correntes
Cento e trinta
Quem aguenta?
Quase um século e meio
De tormenta
Livres das correntes de ferro
presos às correntes sanguíneas
à miséria da favela
asfixia!
Moral, letal!
Vão-se Pedros, Joãos, Marias, Anas
Silvas com suas histórias interrompidas
...“pow”
Três ou treze,
A bala
Sempre perdida
Só se recorda do caminho errado
E, de três em três
Minutos
Lá está
Um minuto de silêncio? Por quê?
Apenas mais um,
Somado a uma vida
Que se findou
Calada
Somado ao grito calado
De um coração materno arruinado
Pela sede de vida e de morte
Que levam às polarizadas
Extremidades
Correntes elétricas
O desespero...
Alocado ali, entre o peito e a garganta
Junto a tudo que jamais se pôde dizer
Não!
De silêncio…
Basta!
É preciso barulho
É preciso muito barulho!
Para que, das entranhas da devastação
Reverbere a igualdade
A voz com gosto de sangue
Retida
Barulho que desnude
O gosto amargo
Da falta de sabor
Da vida de milhões…
Que, vivos
Morrem um pouco
a cada minuto de silêncio
Muitos...
Muitos Minutos de Barulho!
Existem vários tipos de preconceitos financeiro, social, mas o pior deles é o racial, pois independentemente da raça iremos para o mesmo lugar.
Em uma sociedade marcada pela discriminação racial, é desafiador discernir quem é negro. Enquanto discriminar é fácil, implementar políticas compensatórias é difícil.
Não obstante, a prerrogativa de assumir a afiliação étnico-racial negra a fim de beneficiar-se de políticas de ações afirmativas constitui um direito inalienável do cidadão.
Aqueles que questionam a autodeclaração de ascendência mestiça por parte de um postulante a tais políticas devem ser capazes de fundamentar suas objeções de maneira inequívoca e substancial.
Todo racista que já conheci era de esquerda. Nunca vi tanta discriminação racial quanto num grupinho de progressistas. Há um cuidado, uma cautela, para com o amigo negro, e um medo de tropeçar em seu racismo amordaçado, de tal modo que o tratam sem nenhuma naturalidade, com um zelo forçoso e calculado, mascarando de "dívida histórica", a dívida que ele tem (e esconde) de si próprio.
O sujeito livre de todo e qualquer racismo, passado ou presente, convive naturalmente, e do mesmo modo, com gente de qualquer cor de pele, sem ponderar palavras ou gestos por... cor de pele. Isso é tão óbvio, tão lógico, que dizê-lo, em tempos relativistas, soa absurdo.
A discriminação racial é a cicatriz da ignorância, que só pode ser curada pela luz da educação, empatia e respeito mútuo, para que possamos construir um mundo onde a diversidade seja celebrada e não motivo de divisão.
O esforço de educar pessoas brancas sobre o racismo estrutural assemelha-se, em sua exaustão epistemológica e afetiva, à tentativa de convencer sujeitos adultos — quaisquer que sejam suas origens — de que jogar lixo ao chão não é apenas infração ambiental, mas gesto simbólico de desapego ético e desordem civilizatória.
Ensinar a quem se recusa a escutar é como implorar a um adulto para não sujar a casa que todos habitam:
o mundo já fede, mas ainda assim me encaram como se o odor fosse meu.
