Preciso e Gosto de Intensidade
Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, leia até o final.
Existe um tipo de amor que não foi feito para durar para sempre. Foi feito para ensinar.
Durante muito tempo, eu acreditei que deixar alguém ir era uma forma de perda. Hoje entendo que algumas despedidas são atos profundos de maturidade. Nem todo amor termina porque deixou de ser importante. Às vezes, ele termina porque cumpriu sua missão.
Meu primeiro amor nasceu na adolescência, naquela fase em que tudo parece eterno, intenso e insubstituível. Eu acreditava que os sentimentos que carregava naquele momento definiriam toda a minha história. Mas a vida tinha outros planos.
O tempo passou.
Eu mudei.
O mundo mudou.
E a mulher que me tornei precisou tomar uma decisão difícil: honrar o passado sem permanecer presa a ele.
Foi então que percebi algo que transformou completamente minha forma de enxergar o amor. Independentemente de quem eu escolhesse para caminhar ao meu lado, eu teria que aprender a amar novamente. Porque ninguém ama aos 15 anos da mesma forma que ama aos 35. Ninguém atravessa décadas de experiências, dores, conquistas, fracassos e amadurecimento sem se transformar profundamente.
A pessoa que ama muda.
E o amor também.
Durante quase duas décadas, construí uma vida. Construí sonhos, aprendizados, valores, cicatrizes e conquistas. Construí uma mulher que não existia naquela época. E em algum momento compreendi que não fazia sentido abandonar tudo o que construí para perseguir uma lembrança de quem eu fui.
Porque o passado pode ser bonito sem precisar se tornar moradia.
Hoje sou grata.
Grata pelo primeiro amor que me ensinou a sentir.
Grata pela despedida que me ensinou a crescer.
Grata pela distância que me ensinou a seguir.
E principalmente grata porque descobri que liberdade não é esquecer alguém. Liberdade é lembrar sem sofrer. É olhar para trás sem desejar voltar. É reconhecer a beleza de uma história sem sentir a necessidade de reescrevê-la.
A serenidade me encontrou quando parei de lutar contra o tempo. Quando compreendi que algumas pessoas entram em nossa vida para nos ensinar capítulos que outras pessoas continuarão desenvolvendo. Não existe traição ao passado quando escolhemos viver o presente. Existe evolução.
Hoje não carrego arrependimentos.
Carrego gratidão.
Porque aquele amor me ensinou que amar é possível. E a vida me ensinou que é possível amar de novo.
No final, talvez a maturidade seja exatamente isso: entender que algumas histórias não foram feitas para continuar, mas para nos preparar para tudo o que viria depois.
E você, consegue olhar para os amores que ficaram no passado com gratidão, ou ainda está tentando reviver capítulos que a vida já transformou em aprendizado?
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Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, leia até o final.
Durante muito tempo, minhas melancolias encontraram abrigo na escrita.
Eu escrevia para entender a vida. Escrevia para organizar pensamentos. Escrevia para conversar com as minhas dores quando ninguém mais podia ouvi-las. E, ao longo dos anos, construí algo que parecia impossível de perder: um blog com mais de 10 mil postagens. Dez mil fragmentos de mim. Dez mil reflexões. Dez mil registros de uma mulher tentando compreender a si mesma e ao mundo.
Então aconteceu.
Um erro.
Um bug.
E tudo desapareceu.
À primeira vista, parecia uma tragédia. Como não seria? Anos de dedicação sumiram em silêncio. Mas existe algo curioso sobre a vida: às vezes ela destrói aquilo que já não comporta mais quem estamos nos tornando.
E a verdade é que, antes mesmo de perder aquele blog, eu já não escrevia mais nele da mesma forma. Algo dentro de mim havia mudado. Eu ainda amava escrever, mas a minha escrita estava esperando um novo nascimento.
O blog desapareceu.
Mas eu não desapareci.
As palavras não desapareceram.
A criatividade não desapareceu.
A mulher que aprendeu a escrever não desapareceu.
Foi então que compreendi uma das lições mais importantes da minha vida: o que realmente importa nunca está naquilo que perdemos. Está naquilo que somos capazes de criar novamente.
A melancolia que antes ocupava tanto espaço começou a se transformar. Não porque a dor deixou de existir, mas porque eu aprendi a dar um novo significado a ela. Em vez de escrever sobre feridas abertas, comecei a escrever sobre cicatrizes. Em vez de escrever sobre quedas, comecei a escrever sobre recomeços.
E renasci.
Renasci na escrita.
Renasci na forma de enxergar a vida.
Renasci na maneira de interpretar as perdas.
Hoje, quando penso naquelas 10 mil postagens, não sinto lágrimas. Sinto gratidão. Elas cumpriram sua missão. Foram parte da mulher que eu era. Mas a mulher que sou agora sabe que pode escrever outras dez mil. Ou vinte mil. Ou cinquenta mil.
Porque aquilo que foi apagado era apenas o arquivo.
A autora continua viva.
E talvez seja isso que tantas pessoas ainda não compreenderam sobre os recomeços. O fim de uma obra não significa o fim do criador. O encerramento de um ciclo não significa o encerramento da capacidade de construir novos caminhos.
Hoje eu não escrevo perdas.
Eu escrevo superações.
Não escrevo finais.
Eu escrevo renascimentos.
Porque algumas das melhores versões de nós mesmos surgem exatamente depois que aquilo que julgávamos indispensável desaparece.
E você, se tudo aquilo que construiu até hoje desaparecesse amanhã, ficaria paralisado pelo que perdeu ou descobriria a força extraordinária que existe dentro de você para começar tudo de novo?
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Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, leia até o final.
Existe uma fase da vida em que acreditamos que a força está em suportar a dor. Depois, existe uma fase ainda mais profunda, em que percebemos que a verdadeira força está em compreender a dor.
Durante muitos anos, chorei por coisas que não entendia. Chorei por despedidas, por medos, por dúvidas, por expectativas quebradas e por batalhas que aconteciam apenas dentro de mim. Havia momentos em que as lágrimas pareciam ser a única linguagem capaz de traduzir aquilo que meu coração não conseguia explicar.
Mas o tempo passou.
E algo mudou.
Hoje percebo que não consigo mais chorar por tristeza como antes. Não porque me tornei fria. Não porque deixei de sentir. Muito pelo contrário. Talvez eu tenha sentido tanto, refletido tanto e atravessado tantas tempestades internas que finalmente encontrei um lugar de paz dentro de mim.
Uma paz que não depende das circunstâncias.
Uma paz que não desaparece quando a vida fica difícil.
Uma paz tão serena que até a dor precisa respeitar o silêncio que construí.
Talvez eu tenha chorado tudo o que precisava chorar quando ainda estava perdida em sentimentos que não compreendia. Talvez cada lágrima tenha levado embora uma parte da confusão. Talvez cada noite difícil tenha limpado minha alma de ilusões que eu insistia em carregar.
Hoje, quando algo me machuca, não sinto a necessidade de desabar. Eu observo. Eu compreendo. Eu aceito. E sigo em frente.
Não porque a dor deixou de existir.
Mas porque ela deixou de me governar.
Existe uma diferença enorme entre uma pessoa que não chora porque reprime os sentimentos e uma pessoa que não chora porque encontrou serenidade. A primeira está fugindo das emoções. A segunda aprendeu a atravessá-las.
A maturidade não elimina as tempestades da vida. Ela nos ensina a navegar por elas sem afundar.
E talvez seja isso que aconteceu comigo.
As lágrimas deram lugar à consciência.
O desespero deu lugar à compreensão.
A revolta deu lugar à aceitação.
Hoje não me sinto vazia de lágrimas. Sinto-me preenchida por algo maior. Uma espécie de tranquilidade que nasceu depois de anos encarando meus próprios abismos.
Porque chega um momento em que a alma compreende algo extraordinário: nada é permanente. Nem a felicidade, nem a tristeza, nem a dor. Tudo passa. Tudo se transforma. Tudo ensina.
E quando essa verdade finalmente encontra morada dentro de nós, as lágrimas deixam de ser uma necessidade constante e se tornam apenas uma possibilidade entre tantas outras formas de sentir.
E você, será que não está sofrendo porque a vida está difícil... ou porque ainda não descobriu a paz que existe do outro lado da compreensão?
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Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, leia até o final.
Existe uma crença muito popular de que o primeiro amor nunca morre.
Hoje, penso que isso é verdade, mas não da forma que a maioria das pessoas imagina.
O primeiro amor não permanece vivo porque continuamos apaixonadas. Ele permanece vivo porque se transforma em parte da nossa história. Ele deixa de ocupar a sala principal da alma e passa a morar em um lugar muito mais distante, silencioso e tranquilo.
Quando somos jovens, acreditamos que aquele sentimento é o centro do universo. Cada conversa parece decisiva. Cada encontro parece eterno. Cada despedida parece o fim do mundo. Vivemos tudo com uma intensidade que só a inexperiência permite.
Mas a vida continua.
Os anos passam.
Nós mudamos.
Aprendemos.
Caímos.
Recomeçamos.
E, sem perceber, chegamos a um ponto em que olhamos para trás e enxergamos aquela antiga história com outros olhos.
Não existe mais dor.
Não existe mais apego.
Não existe mais a fantasia de que tudo deveria ter sido diferente.
Existe apenas uma lembrança.
Uma lembrança guardada como uma fotografia antiga dentro de um baú empoeirado, no canto mais profundo do coração.
E, curiosamente, quando abrimos esse baú depois de muitos anos, não encontramos sofrimento. Encontramos sorrisos.
Sorrimos das mensagens dramáticas.
Sorrimos dos ciúmes sem sentido.
Sorrimos das promessas eternas feitas por duas pessoas que ainda nem sabiam quem eram.
Sorrimos porque finalmente compreendemos que aqueles jovens estavam apenas tentando aprender algo que ninguém nasce sabendo: amar.
A maturidade tem esse poder extraordinário. Ela não apaga o passado. Ela reorganiza o lugar que o passado ocupa dentro de nós.
Aquilo que um dia foi uma tempestade se torna uma memória.
Aquilo que um dia parecia insubstituível se transforma em um capítulo.
Aquilo que um dia ocupou todos os pensamentos passa a ocupar apenas alguns segundos de nostalgia serena.
E talvez essa seja uma das maiores provas de crescimento emocional. Não é esquecer. Não é negar. Não é fingir que nunca aconteceu.
É lembrar sem desejar voltar.
É agradecer sem sentir falta.
É honrar a história sem querer revivê-la.
Porque o primeiro amor não morre.
Ele apenas troca de lugar.
Sai do centro da nossa vida e encontra repouso em um pequeno espaço da memória, onde permanece como um lembrete gentil da pessoa que fomos um dia.
E quando alcançamos esse estágio, percebemos algo bonito: não sentimos saudade daquela pessoa. Sentimos ternura por aquela versão de nós mesmas que ainda estava aprendendo a viver.
E você, quando pensa no seu primeiro amor, sente falta de alguém... ou apenas sorri ao lembrar da pessoa que era naquela época?
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Existe uma teoria silenciosa que atravessa a vida de muitas pessoas sem nunca ser dita em voz alta: para encerrar um grande amor, é preciso escrevê-lo.
Escrever tudo.
Sem filtro.
Sem orgulho.
Sem tentativa de parecer forte.
Apenas a verdade crua de tudo aquilo que ficou preso no peito durante anos.
Durante muito tempo, eu acreditava que esquecer era o objetivo. Que superar significava apagar. Mas com o tempo eu compreendi algo muito mais profundo: não é o silêncio que cura um amor antigo, é a coragem de dar forma a ele.
Quando escrevemos para alguém que já seguiu a vida, não estamos tentando trazer ninguém de volta. Estamos, na verdade, devolvendo a nós mesmas aquilo que ficou suspenso no tempo.
É como abrir um baú fechado há anos e finalmente permitir que o ar entre.
E quando esse ar entra, tudo muda.
As memórias deixam de ser fantasias inacabadas e passam a ser reconhecidas pelo que realmente foram: momentos curtos, intensos, muitas vezes idealizados por uma mente jovem que ainda não sabia diferenciar amor de projeção, desejo de realidade, possibilidade de destino.
Escrever esse tipo de carta é quase como transformar lembranças em literatura. Algo entre um romance exagerado e uma peça trágica, onde Shakespeare encontraria espaço para todas as idealizações que criamos sobre o que poderia ter sido.
Mas o mais curioso não é o conteúdo.
É o efeito.
Porque ao escrever sem esperar resposta, sem esperança escondida, sem qualquer intenção de reabrir portas, algo dentro de nós finalmente se reorganiza. O amor deixa de ser um fantasma que assombra e passa a ser uma história que foi vivida, encerrada e compreendida.
Existe uma dor inicial, sim. Mas ela é diferente. Não é a dor da ausência. É a dor da liberação.
E aos poucos, aquilo que antes era urgência emocional se transforma em lembrança tranquila.
O que era fantasia se dissolve.
O que era idealização perde força.
E o que sobra é maturidade.
A maturidade de entender que nem todo amor precisa de continuação para ter significado. Alguns amores existem apenas para nos ensinar quem éramos quando sentimos pela primeira vez algo tão intenso que não sabíamos nomear.
E quando finalmente escrevemos tudo, sem maquiagem emocional, algo inesperado acontece: o apego perde a estrutura. Porque aquilo que foi totalmente exposto deixa de ter espaço para permanecer escondido dentro de nós.
Talvez o verdadeiro desapego não aconteça quando esquecemos alguém, mas quando conseguimos contar a história inteira sem precisar mais revivê-la.
E você, o que aconteceria dentro de você se escrevesse hoje tudo o que nunca teve coragem de dizer para um amor do passado?
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Hoje eu estou focada no amor que eu construí. E quando eu digo isso, eu preciso começar lembrando de algo que fez parte da minha história: um primeiro amor adolescente, intenso, confuso, cheio de idealizações, promessas silenciosas e sentimentos que pareciam maiores do que o próprio mundo.
Naquela época, eu acreditava que aquilo era tudo. Que aquele tipo de amor definia destino, definia caminho, definia quem eu seria para sempre. Mas era apenas o começo da minha jornada emocional, onde eu ainda não sabia diferenciar o que era intensidade do que era maturidade, o que era imaginação do que era realidade.
Com o tempo, a vida me mostrou que aquele primeiro amor não era um lugar para eu morar, mas um capítulo para eu aprender.
Hoje, olhando para tudo o que construí depois disso, eu percebo o quanto eu mudei. Eu não sou mais aquela menina que confundia ausência com significado, nem aquela que acreditava que o amor precisava do caos para ser verdadeiro.
Hoje eu estou feliz. Eu estou realizada. E essa realização não vem de um passado idealizado, mas de um presente construído com consciência, com escolhas e com reciprocidade.
Eu amo e sou amada reciprocamente.
E isso, para mim, é completamente diferente de tudo o que eu conheci naquele primeiro amor adolescente. Porque agora não existe mais idealização, não existe mais espera, não existe mais dúvida constante sobre o lugar que eu ocupo na vida de alguém.
Existe presença.
Existe estabilidade.
Existe construção.
Quando eu olho para aquele primeiro amor da adolescência, eu não sinto mais dor. Eu sinto compreensão. Eu entendo que era uma versão minha tentando aprender a amar com as ferramentas que tinha naquele momento. E está tudo bem com isso.
Mas hoje eu vivo algo que não me desorganiza por dentro. Pelo contrário, me alinha. Me traz paz. Me fortalece.
O amor que eu construí na vida adulta não é feito de idealizações, mas de escolhas diárias. Ele não me tira de mim. Ele me devolve a mim.
E isso muda tudo.
Porque eu aprendi que o verdadeiro amor não é aquele que marca o começo da nossa história emocional, mas aquele que encontra a gente quando finalmente já sabemos quem somos.
E hoje eu sei.
Eu não estou mais presa ao que foi. Eu estou presente no que é.
E isso, para mim, é liberdade.
Se essa reflexão te tocou, siga o perfil, curta, compartilhe, comente o que achou e leia a minha coleção de ebooks. Está tudo organizado no Pinterest. E eu te pergunto: o que acontece dentro de você quando você para de viver no eco do primeiro amor e começa a reconhecer o amor que você realmente construiu?
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Tudo muda quando a gente amadurece de verdade.
A última vez que eu vi o homem que um dia foi o meu primeiro amor da adolescência, eu tive uma sensação estranha dentro de mim. Não era saudade. Não era dor. Era quase uma dúvida silenciosa, como se eu estivesse olhando para alguém que um dia significou tudo, mas que hoje já não ocupa mais nenhum lugar dentro da minha construção emocional.
Eu cheguei a me perguntar se realmente era ele.
Ou se era apenas a lembrança dele tentando se encaixar em algo que já não existe mais.
Porque nós já não somos mais aquelas pessoas. Não somos mais os adolescentes cheios de idealizações, de urgências emocionais, de sentimentos sem direção. Nós nos tornamos versões completamente diferentes, moldadas pelo tempo, pelas escolhas, pelas experiências e pelos caminhos que cada um decidiu seguir.
Hoje, nós somos partes de histórias separadas.
E está tudo bem.
Existe uma paz estranha, quase serena, em reconhecer isso sem resistência. Em não tentar reabrir capítulos que já foram encerrados pela própria vida. Em entender que algumas conexões não desaparecem com raiva ou trauma, elas simplesmente deixam de fazer parte de quem somos.
E, no lugar disso, fica a gratidão.
Gratidão pela adolescência que foi caótica, confusa, intensa, cheia de sentimentos que eu ainda não sabia nomear. Porque foi exatamente esse caos que me ensinou a diferenciar o que é idealização do que é amor real. Foi ele que me levou até o meu próprio amadurecimento emocional.
Se eu não tivesse vivido aquele primeiro amor, talvez eu não tivesse aprendido a reconhecer o que é reciprocidade verdadeira.
Hoje, o amor que eu vivo é completamente diferente.
O homem que eu reconheço hoje me ama com presença. Me traz paz. Me respeita. Me escolhe. E eu também o escolho todos os dias.
Eu o amo profundamente.
E esse amor não é feito de confusão, nem de dúvidas antigas, nem de idealizações do passado. Ele é feito de reciprocidade, de construção diária, de maturidade emocional e de consciência.
Hoje eu entendo que o verdadeiro amor não me tira de mim mesma. Ele me mantém em mim. Ele não me desorganiza. Ele me alinha.
E quando eu olho para tudo isso, eu percebo o quanto a vida é inteligente em suas formas de ensinar.
O primeiro amor não era destino.
Era aprendizado.
E o amor que eu vivo hoje não é coincidência.
É escolha.
E isso, para mim, é paz.
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Chega um momento da vida em que tudo muda de lugar dentro de nós.
O passado deixa de ser um lugar para onde eu retorno em busca de respostas, e passa a ser exatamente o que ele sempre foi: memória. Algo que existiu, que me formou, que me atravessou, mas que não me prende mais.
E isso não acontece de forma brusca.
Acontece em silêncio.
Acontece quando eu percebo que já não sinto necessidade de revisitar certas dores para me entender. Quando eu não preciso mais reabrir capítulos antigos para justificar quem eu sou hoje. Quando aquilo que um dia foi tão intenso já não tem mais força para me desorganizar por dentro.
O passado vira memória.
E a memória, quando amadurece dentro de nós, perde o peso e ganha compreensão.
Mas o mais bonito disso tudo é o que acontece depois.
O presente deixa de ser apenas uma passagem entre o que foi e o que virá, e se transforma em construção.
Construção de identidade.
Construção de escolhas.
Construção de um amor que não depende mais de idealizações, nem de expectativas irreais, nem de versões antigas de mim mesma tentando sobreviver dentro de novas realidades.
Hoje eu entendo que o que eu vivo não é repetição do que eu já senti. É algo completamente novo. Porque eu já não sou a mesma pessoa que viveu aquele passado.
Eu mudei.
Eu amadureci.
Eu aprendi.
E isso muda tudo.
O amor que eu vivo hoje não nasce da confusão, mas da clareza. Não nasce da falta, mas da presença. Não nasce da busca, mas da escolha.
E é por isso que ele me traz paz.
Porque quando o passado se organiza como memória e o presente se sustenta como construção, a vida deixa de ser um campo de repetição e passa a ser um espaço de evolução.
Hoje eu não vivo mais presa ao que fui.
Eu vivo consciente do que estou me tornando.
E isso, para mim, é liberdade.
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Durante muito tempo, ouvi dizer que o amor começa no olhar. Que duas pessoas se reconhecem antes mesmo de dizerem uma única palavra. Que os olhos revelam tudo aquilo que a boca não consegue explicar. E, por muitos anos, eu acreditei que talvez tivesse perdido essa experiência.
Meu marido nunca conseguiu sustentar um olhar profundo comigo. Não por alguns minutos. Nem por um minuto. Os olhos dele sempre encontravam outro lugar para repousar. Enquanto eu desejava aquele silêncio cheio de significado que existe quando duas almas se encontram através do olhar, ele parecia escapar desse instante.
Confesso que, às vezes, isso me entristecia. Eu me perguntava se havia faltado alguma coisa no começo da nossa história. Será que não vivemos aquele amor que nasce à primeira vista? Será que a nossa conexão começou incompleta?
Então percebi algo que transformou completamente a maneira como eu enxergava o nosso relacionamento.
Nós não começamos pelo olhar. Nós começamos pelo diálogo. Pela convivência. Pela afinidade. Pela confiança construída aos poucos. Enquanto muitos relacionamentos nasceram de um impacto visual e morreram quando a realidade apareceu, o nosso cresceu em meio às conversas, aos desafios, às escolhas diárias e ao compromisso de permanecer.
Depois de dezessete anos juntos, comecei a me fazer uma pergunta diferente. E se eu estivesse procurando o amor no lugar errado?
Talvez eu estivesse esperando encontrá-lo apenas nos olhos, quando ele sempre esteve escondido nas atitudes.
Porque o homem que não consegue me olhar fixamente é o mesmo homem que esteve ao meu lado nos dias difíceis. É o mesmo homem que me respeita, me apoia, me faz rir, me acolhe e me completa em tantas áreas da vida. Será que um minuto de contato visual teria mais valor do que dezessete anos de presença?
Quantas vezes idealizamos uma demonstração de amor e deixamos de perceber as centenas de demonstrações silenciosas que já recebemos todos os dias?
Talvez cada pessoa tenha um idioma diferente para amar. Algumas falam através dos olhos. Outras falam através do cuidado. Algumas emocionam com palavras. Outras emocionam permanecendo quando tudo convida a ir embora.
Percebi também que, muitas vezes, não sentimos falta exatamente do gesto. Sentimos falta do significado que atribuímos a ele. Eu não queria apenas um olhar. Eu queria sentir que existia uma conexão profunda. E, quando parei para observar a nossa história, descobri que essa conexão sempre esteve ali. Apenas escolheu outra forma de existir.
A maturidade nos ensina uma lição que a juventude dificilmente compreende. O amor verdadeiro nem sempre parece com o amor que imaginamos. Às vezes, ele é muito mais silencioso, muito mais simples e muito mais real.
Talvez o maior erro seja comparar a nossa história com as histórias que inventaram para nós. Filmes, livros e redes sociais nos ensinaram a procurar o extraordinário. Mas a vida, quase sempre, nos entrega o extraordinário disfarçado de cotidiano.
Hoje, continuo achando lindo quando duas pessoas conseguem se perder no olhar uma da outra. Mas aprendi que existem casais que se encontram de outras maneiras. Alguns se encontram nas conversas que atravessam a madrugada. Outros nas mãos que nunca se soltam diante das dificuldades. Outros no abraço que chega exatamente quando o mundo parece desabar.
O amor não é menor porque escolheu outra linguagem.
No fim das contas, talvez a pergunta mais importante não seja: "Ele olha profundamente nos meus olhos?"
Talvez a verdadeira pergunta seja: "Quando olho para a nossa história, consigo enxergar tudo aquilo que os olhos dele nunca conseguiram dizer?"
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Olha, eu gosto dele... sabe?! Ele já está ocupando boa parte dos meus pensamentos, mesmo que eu não desejasse.
Mas se eu me sentir ameaçada eu viro uma borboletinha e saio voando ... sem churumelas.
Tem gente que gosta de fazer muito com muitos recursos , eu discordo , gosto de fazer muito com pouco , toda boa luta é aquela que termina nos ultimos segundos , e com a ringue cheio de sangue .
Como gosto de conversar com pessoas invejosas e sem cultura e como assistir chaves nunca se canso do mesmo episódio.
Temos de aceitar que a sensação de quebrar um coração, tem gosto doce. Mas a de senti-lo se quebrar, tem gosto amargo. Porém, sempre tem aqueles que gostam de tomar café sem açúcar.
Colocação neutra e honesta acerca das coisas:
Para mim e para tudo o que gosto: É demais!
Para os outros e para o que não gosto: É demais.
Gosto da tua voz ao telefone, ao pé do ouvido, na gravação daquele vídeo. Gosto de cada bobagem que nos faz rir, do papo cabeça antes de dormir, da poesia inaugurando o dia, gosto dessas nossas sintonias.
Gosto de música que surpreende, que fala a nossa alma e descreve a nossa mente. Gosto de música que faça rir e também chorar. A música é a mais bela arte, que exprime tudo aquilo que não sei explicar.
"Me deixa sentir tua falta, me faz lembrar do teu cheiro e de quanto eu gosto dele. E depois vens. Sem demora e sem amarras. Sem receios e sem perguntas, só você. Você mesma. Se derrama em mim e me leva a crer que você nunca partiu, nem por um instante. Você havia se escondido dentro de mim... E quem é que consegue enxergar dentro de si mesmo?"
