Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello,... Alinny de Mello

Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, leia até o final.


Durante muito tempo, minhas melancolias encontraram abrigo na escrita.


Eu escrevia para entender a vida. Escrevia para organizar pensamentos. Escrevia para conversar com as minhas dores quando ninguém mais podia ouvi-las. E, ao longo dos anos, construí algo que parecia impossível de perder: um blog com mais de 10 mil postagens. Dez mil fragmentos de mim. Dez mil reflexões. Dez mil registros de uma mulher tentando compreender a si mesma e ao mundo.


Então aconteceu.


Um erro.


Um bug.


E tudo desapareceu.


À primeira vista, parecia uma tragédia. Como não seria? Anos de dedicação sumiram em silêncio. Mas existe algo curioso sobre a vida: às vezes ela destrói aquilo que já não comporta mais quem estamos nos tornando.


E a verdade é que, antes mesmo de perder aquele blog, eu já não escrevia mais nele da mesma forma. Algo dentro de mim havia mudado. Eu ainda amava escrever, mas a minha escrita estava esperando um novo nascimento.


O blog desapareceu.


Mas eu não desapareci.


As palavras não desapareceram.


A criatividade não desapareceu.


A mulher que aprendeu a escrever não desapareceu.


Foi então que compreendi uma das lições mais importantes da minha vida: o que realmente importa nunca está naquilo que perdemos. Está naquilo que somos capazes de criar novamente.


A melancolia que antes ocupava tanto espaço começou a se transformar. Não porque a dor deixou de existir, mas porque eu aprendi a dar um novo significado a ela. Em vez de escrever sobre feridas abertas, comecei a escrever sobre cicatrizes. Em vez de escrever sobre quedas, comecei a escrever sobre recomeços.


E renasci.


Renasci na escrita.


Renasci na forma de enxergar a vida.


Renasci na maneira de interpretar as perdas.


Hoje, quando penso naquelas 10 mil postagens, não sinto lágrimas. Sinto gratidão. Elas cumpriram sua missão. Foram parte da mulher que eu era. Mas a mulher que sou agora sabe que pode escrever outras dez mil. Ou vinte mil. Ou cinquenta mil.


Porque aquilo que foi apagado era apenas o arquivo.


A autora continua viva.


E talvez seja isso que tantas pessoas ainda não compreenderam sobre os recomeços. O fim de uma obra não significa o fim do criador. O encerramento de um ciclo não significa o encerramento da capacidade de construir novos caminhos.


Hoje eu não escrevo perdas.


Eu escrevo superações.


Não escrevo finais.


Eu escrevo renascimentos.


Porque algumas das melhores versões de nós mesmos surgem exatamente depois que aquilo que julgávamos indispensável desaparece.


E você, se tudo aquilo que construiu até hoje desaparecesse amanhã, ficaria paralisado pelo que perdeu ou descobriria a força extraordinária que existe dentro de você para começar tudo de novo?


Se esta reflexão fez você pensar, siga o perfil, curta, compartilhe, comente o que achou da reflexão e leia a minha coleção de ebooks. Está tudo organizado no Pinterest. Afinal, será que aquilo que você chama de perda não está preparando o palco para o maior renascimento da sua vida?