Pratos
Eleito
Os fatos desconhecidos não são tão assim imperfeitos.
São pratos bem feitos.
Cujo um deles é de um jeito que deixa o sujeito com água na boca e as babas vão se escorrendo pelo peito.
Torresmo frito perfeito!
Arroz,couve com um feijão tropeiro,
Não há quem não coma com prazer esse tipo de enfeito.
Aos olhos de muitos ele é o tal
Suspeito.....
Nos conceitos de uma ilusão qualquer ,dou rimas e não uso preconceitos.
Oh!Doce sabor que é temperado com sal,nesse poema é eleito.
Alguns agem com ele com muitos desrespeitos.
Quando ele está diante de mim,
eu não me deito.
Gostar de torresmo não é defeito.
Defeito é dizer que nunca comeu e não gosta.
A torto e a direito até os prefeitos comem desse cardápio com respeito.
No auto conceito,
Espero ter causado ao menos algum efeito.
Satisfeito por rimar.
Insatisfeito por não comer.
Mas foi bom aqui essa iguaria declamar.
Agora,
Vou ver se acho pra comprar.
A vontade é tanta.
Que o desejo de ver escrever,
Foi desfeito.....
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Fazer a vontade de Deus e não a minha é desafiador. Todos os dias, o mundo nos oferece pratos que aos nossos olhos são deliciosos, porém são armadilhas para nos afastar do Senhor. Portanto, seja vigilante! Nem tudo que brilha é ouro. Não desista, seja perseverante, Deus é contigo!
CARDÁPIO DAS PALAVRAS
.
.
As palavras
devem ser servidas como pratos
rústicos ou requintados – com temperos abstratos.
Pede-se, por vezes, que ao som de música
ressoem nos ambientes adequados.
.
“Canalha”, por exemplo...
É palavra que deve ser servida crua,
sem nenhuma música, em prato de velho barro,
de modo a causar repulsa já... na primeira sílaba.
– A não ser, é claro, nos próprios canalhas,
que adquiriram um gosto especial
por aquele estranho quitute...
Estes, quando a ouvem
de uma outra boca,
degustam-na
com lamber de beiços
– insolente e desaforado –.
.
“Sublime”
é palavra etérea que deve ser servida em porcelana bem chinesa,
ao som de violinos perfumados com cores majestosas.
Por outro lado, há certamente palavras indigestas.
Disso sabe todo bom gourmé (palavra esnobe,
para escutar à borboleta, de gravata e terno,
ao menos quando pronunciada em português).
É bem este o caso (previnam-se com comprimidos)
da – pouco saborosa – “anti-inconstitucionalissimamente”.
Palavra que se orgulhava de ser a mais longa do nosso idioma,
e que deve ser democraticamente servida em uma bandeja longa,
para quarenta e dois convidados.
.
Às vezes, os diminutivos ou aumentativos
já exigem uma nova forma de servir a palavra neles enraizada:
“Cachorrinho” as mulheres servem ao interlocutor sob a forma de canapé.
Mas “cachorrão” vem sempre entre duas fatias de pão...
E para comer na beira das calçadas,
ao som de tango amarelo!
.
Palavras há que parecem ter sido feitas à mão
para que as letras se ajustem àquilo que significam...
As lagartixas tem vontade de subir pelo “p” e “d” de parede.
Da mesma forma, é palavra dura – e, para muitos, intransponível.
Ao ser pronunciada, ou mesmo escrita, come-se com máxima cautela
– para não quebrar os dentes ou trazer problemas mais indigestos–
tal qual fosse um pé-de-moleque de fim de festa junina.
.
Mas há outras palavras que jamais combinam
com o gosto que trazem, ou deveriam trazer.
Ósculo chegou a ser banida do dicionário
porque era uma forma arcaica de beijo
apenas praticada pelos impotentes.
Tende a azedar sempre na boca,
assim que os lábios se tocam.
É servida em pequeno pote
esquecido ali ao canto.
Seu nenhum-sabor
só atrai os sobreviventes
do antepenúltimo século.
.
.
[BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Juçara, 2022]
Ela tinha a incrível capacidade de transmitir seus sentimentos aos pratos que preparava.
SESSENTA E OITO
Aquele barulho seco e obscuro dos tambores com os pratos. Aquele marcar da caixa, aquela dor dos meus pulsos.
Em um palco com suor,
entre as notas e os faróis acesos. Bate o rítmo dos verões
nas praças, nos vilarejos.
Entre cores irreais
na luz da lua,
liberdade de tantos amores, pouco dinheiro, uma fortuna...
Cem mulheres, cem noites, Cem viagens que fazia.
Com as mulheres mais erradas, você não sabia quem era....
não sabia o que amava, aquelas alegrias de mil caras ou as notas que você tocava...
Bate, bate, bate com força rock, canções do passado,
Sessanta e oito impiedosos anos, eu os vivi, respirei.
Com o rítmo do meu coração, com a raiva, com amor.
Com a força dos vinte anos, cresci naquela vida
dentro do Sonho Universal,
juventude... era infinita!
“Houve um tempo em que eu dava abrigo a qualquer um, abria as portas e colocava pratos extras.
Pensei que o amor era sinônimo de permanecer, mas a vida me ensinou que há visitas que não merecem ficar.
Aprendi que existem mãos que só sabem esvaziar e vozes que emudecem quando você mais precisa.
Agora a mesa é pequena, mas está em paz, e só sente quem entende que compartilhar não é aproveitar, mas ficar quando a luz se apaga. ”
Francisco J.
O sentimento de vingança nos alimenta de pratos frios, destemperados e indigestos que nunca satisfazem, geralmente nos deixando num estado de alerta por uma oportunidade de retaliação pelo que corrompeu o nosso equilíbrio e homeostase psíquica.
Carrapatos de gravata e sapatos
Defecam como patos na piscina de ratos
Os pobres não tem pratos, os pretos não tem pratas
Políticos tem pactos, suas almas são opacas
Gire mais pratos.
Esta é a principal premissa por trás da Teoria dos Pratos. Imagine por um momento um girador de pratos. Eles são como malabaristas, mas precisam de uma finesse e destreza real para manter um prato giratório sobre uma vara longa e fina.
Assim como o girador de prato, um homem precisa ter muitos prospectos simultâneos girando juntos. Pense em cada prato como uma mulher separada que você está perseguindo. Alguns caem e quebram, outros você pode querer parar de girar completamente e alguns podem não girar tão rápido quanto você gostaria, mas a essência da teoria das pratos é que um homem é tão confiante e valioso quanto suas opções. Esta é a essência da mentalidade de abundância - a confiança é derivada do número de opções.
Regressão
E o mundo segue evoluindo...
Crianças chorando
Vidas se perdendo por pratos de comida
Pessoas morrendo
Felicidade virando sal
Honestidade se fazendo troia
E o mundo segue evoluindo....
Corações esperando para se quebrantar
A salvação insistindo em demorar
A fome batendo a porta sem chamar
O mundo sufocando sem ar
A sobra da humanidade sendo jogada em qualquer lugar
E o mundo segue evoluindo...
Pessoas brincando de Deus
Peixes tomando sol na areia
Aves brincando de estátua nas paredes
Arvores descansando deitadas no chão
O futuro invadindo os pulmões
E o mundo segue evoluindo...
Para comer comida nova é preciso lavar os pratos sujos...Se o prato está sujo, o resto é sujeira, é coisa errada. E o que começa errado termina errado, tenha certeza. Então, mãos à obra: vamos lavar os pratos. Pratos limpos: se não quer, não diga que quer. Se não vai, não diga que vai. Se tiver dúvida, fique onde está. O mais importante é o que se tem no coração, e não aquilo que está nas mãos. Criar laços com mentiras e meias verdades é querer comer em prato sujo e sentir o gosto do amargo. Laços feitos. Laços desfeitos. Laços refeitos. Sempre em pratos limpos, por favor.
Comida na minha mesa coloco correndo atrás, batalhando...com o meu suor. Não com pratos do vizinho, muito menos do patrão !
- Relacionados
- Lavar Pratos
