Pranto
Meu guardião do espaço eu te abraço e meu pranto é derramado nos seus ombros largados. Surgem as lágrimas que agora são luzes entre o céu surreal de seus olhos e lembranças reais dos meus.
N'alguns quartos da vida o pranto corre, a nudez encanta, o sonho apodrece, a esperança se veste e rima à toa com a bonança...
Deus permite o tempo de pranto e luto porque conhece a estrutura do ser humano e entende a nossa dor, oferecendo consolo e esperança no meio do sofrimento.
quando entendi o que é a vida,
eu chorei,
mas sequei o pranto e vivo,
cada segundo, me apegando em algo,
para não perde-la antes de vive-la !
Morena do meu encanto...
Um dia entenderás que o meu pranto...
Pelo qual por ti derramei...
E todos os dias que disse que te amei...
E tu nunca acreditou...
Mas este pranto já secou...
Mas tua marca ficou...
Meu coração no peito silenciou...
Eu até já me acostumei.
Anos idos.
Carquilhas que se aglomeram na minha face!
O pranto fez caminhos na minha alma!
Finda outro dia que correu sem pressa
e não queira saber o quanto anseio pelo novo dia!...
Espero, quem sabe, que o amanhã
me surpreenda com novos pontos
para suprir minhas esperanças!
Ninguém tem o direito de nos motivar o pranto.
Por isso e, talvez, somente por isso, depois de nascer.... ele - o pranto - deve morrer com a lembrança de quem o causou.
#AFLIÇÃO
Quando o céu em pranto derrama tuas estrelas...
Em que céu ou abismo tarda?
Onde fazes tua morada?
Quem com correntes tão fortes e sutis prenderá teu coração?
O fogo que dentro de ti arde é um profundo e sincero amor?
Poderá dedicar-me um pouco de ti tirando-me o langor?
Nunca saberás o quanto me é importante...
Não tenho como medir e expressar meus sentimentos...
Se reprimo meus impulsos e desejos...
Afogo meus sonhos...
E choro nos leitos...
É porque sou fraco...
E a morte já fez morada em meu peito...
Rasgo as asas da vida...
E a eternidade confronto com alegria...
Não serás tu homem como eu?
Eu canto...
Eu bebo...
Eu danço...
Ah, sei que também me amas...
Como eu te amo...
Todos clamam na aflição...
E por ela juram gratidão...
A ti não clamo...
Só peço que me estenda a mão...
Ame-me agora então...
Sandro Paschoal Nogueira
Caminhos de um poeta
#O #VOO DA #MARIPOSA
Ardendo por arder em viva chama...
Sinto, suspiro, choro, colho o pranto...
De inocente olhar, puro e perverso...
Envolto em mistério nevoento…
A mariposa
Soberba...
Confiada...
Bela...
Subiu ao sol...
Cobriu o dia...
Em revoada...
Invadiu a vila...
Sendo desfeita e castigada...
Pela inveja fera de gente má e malograda...
E a multidão dissimulada...
Vivendo tal qual serpente enrolada...
Não lhe deu trégua...
Vomitou ódio pela bocarra...
Tentou compreender a angustiante desgraça...
De ser bela e tão odiada...
Não conseguiu...
E sem entender partiu...
Por mais que eu mesmo conhecesse o dano...
Também ocultei-me em meu abandono...
Foi tudo uma surpresa... Tudo de repente...
Toda a minha alma naquele momento indiferente…
Hoje...
Diante alucinações de um vinho triste…
Pesadelo hediondo me assombra...
Em tê-la visto perder-se na estrada...
A manhã nasce em muitas janelas...
Quem sabe...
Um dia...
Eu tenha o perdão dela...
Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Grita a alma quando a vida ecoa vazia
A esmo sussurras tanto
Nem pranto te faz revelar
O ouro forjado de amar
Faz um canto
Quando o encanto
Pousa suave em seu corpo
Que descansa em agitado mar
Assim é a dor
Que chora tua ausência
Quando deveria comemorar seu amor
Assim sou eu
Que mesmo sem ti
Sigo num modo abstrato...Trovador
A carta que te escrevi, tomado de emoção, molhada no pranto meu, foi ordem do meu coração, que minha mão obedeceu. Desde que você foi embora, choro eu e minha viola, em meu rosto pranto rola, desde que você foi embora.
O sorriso de Deus é a luz benevolente que se leva aos corações cansados;
O seu pranto é a escuridão maledicente que se instaura em corpos envaidecidos
O grande espírito consolador estará sempre disposto a enxugar teu pranto, por mais que desponte a penumbra, o alvorecer é uma questão de tempo e a vitória é mais do que certa
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