Pranto
Haverão dias de pranto e sol, haverão dias de jubilo e chuva, haverão dias que nem dias serão considerados. Segundos que passarão num instante e minutos tão rápidos como segundos. Fará tempo que o sentimento fluirá em forma de gotas de orvalho pelo rosto, e o sol surgirá como sorriso. Felizardo de quem desfruta o sentir mais que exprimir.
Refúgio
Quero encontrar-me em seus ombros, e somente deixar meu pranto.
Poder soluçar de dor, feito criança perdida.
Quero pegar em suas mãos, sentindo-me amparada, por sua certeza de caminhada longa.
Quero poder te abracar, pra me sentir protegida pela sua segurança.
Quero te amar cada vez mais em cada momento que o amor explode.
Quero poder viver noites, todos nossos minutos.
E quero somente...antes de todas essas algumas futuras...poder me refugiar em você.
E ser tão sua, quanto você ser meu.
Nossas metades se completarem e podermos fazer de conta, que seremos só nós dois, nesse pequeno mundo, e que ele será tão somente nosso.
Num sorriso, uma lagrima
Tempo de vida no pranto da noite
Acolho meus sonhos
Acabou se o caminho de ser
Fingir a realidade
Plantar a calma de calar se
No silêncio de meus pensamentos
Pranteio o lúgubre sonho
Passo adiante inocentemente
Enganando-me na verdade
Peço que tudo termine
Mas minha mente compele
Entender é difícil
Aceitar é pior
Compreender tornar nos fracos
Lutar torna nos bélicos
O caminho é árduo
Mas em tudo nos torna fortes
Pois aceitamos a não desistir
Mas sim lutar naquilo em que acreditamos
Por dentro sinto teu pranto,
ó pobre coração meu.
Coração, não sofras tanto
por alguém que te esqueceu!...
Aproxima-se a luz
Que o mundo inteiro alumia,
Que cada pranto alivia,
Que cada passo conduz.
Eis o Natal de Jesus,
Mestre bom e companheiro,
Deus fiel e mensageiro,
Sem pecado, sem defeito,
O exemplo mais perfeito
Do amor mais verdadeiro.
HUMORISTA
.
Morre Paulo Diogénes
E “do riso fez-se o pranto”
Vai com ele ‘Raimundinha”
Para o nosso desencanto.
Parte na flor da idade ( 62 )
Deixa tristeza e saudade
Pondo a alegria no canto!
Ele foi curado.
Não mais dor, nem sofrimento,
não mais pranto, nem tristeza!
Como cristã acredito na vida que se inicia após a morte onde haverá alegria, vida e paz.
Meu jeito de anunciar que meu pai faleceu
04/04/14
SINFONIA
Nas sombras da tristeza me encontrei,
O coração em pranto, o peito apertado,
Lágrimas como chuva a cair, sem lei,
Em meio às lamentações, perdido e cansado.
A melancolia tece teias ao redor,
Emaranhando os sonhos, prendendo a voz,
Suspiros ecoam, pesaroso clamor,
Em busca de alento, anseio por uma voz.
Nas noites mais escuras, busco a luz,
Mas a escuridão parece tão densa,
Em meio às sombras, sinto-me em cruz,
Navegando em mares de tristeza imensa.
Porém, em meio a essa penumbra e dor,
Deixo um pedido ecoar em meus lamentos,
Que nenhuma nota de felicidade se cale,
Por causa dos meus tristes pensamentos.
Que mesmo nas horas mais sombrias,
A alegria encontre sua morada,
E que em meio às minhas melancolias,
A esperança seja sempre despertada.
Que a música da vida siga a tocar,
Um acorde de esperança e contentamento,
Para que a felicidade possa encontrar,
O seu lugar, rompendo meu sofrimento.
Que, ao contemplar o céu estrelado,
Eu possa ver além das nuvens cinzentas,
E saiba que, mesmo com o coração apertado,
A vida é uma sinfonia, complexa e lenta.
Fui moldado na poeira do não-dito,
Onde os deuses escrevem com pranto e mito.
Carrego em mim o eco do início,
E a cicatriz sagrada do sacrifício.
Vi meu reflexo em rios que não voltam,
E beijei lábios de sombras que soltam.
Nos olhos do tempo, busquei o que é puro,
Mas só encontrei silêncio e futuro.
Te amei no intervalo entre dois mundos,
No compasso dos coros mais profundos.
Foste chama em meio à ruína,
Vestida de luz, ferida e divina.
Mas todo amor é lâmina em flor,
Perfuma, encanta — e sangra em cor.
E mesmo entre os véus da eternidade,
Perdi-te na curva da realidade.
Caminho agora por ruínas celestes,
Onde os anjos têm olhos terrestres.
E cada passo que dou na ausência,
É um salmo perdido na consciência.
O universo é um coro de dúvidas,
Cantando em línguas de luz e lâminas.
Mas no centro do caos há um altar,
Onde as almas nuas vêm descansar.
Se a morte for apenas uma canção,
Que tua voz ecoe na escuridão.
E quando o silêncio enfim me tocar,
Quero teus braços a me embalar.
Pois tudo que morre, volta a ser chama
No ventre do tempo que tudo reclama.
E mesmo no fim, onde tudo termina,
Nasce o infinito — em forma divina.
O poeta na solidão de alma vazia com espírito em pranto diz, por te me alimentei de migalhas sonhando um banquete, dormir em tifanga ao relento imaginei uma cama macia, te amei tal matuto deseja aprender as letras pra escrever um poema a ti deusa do amor.
A noite vem,como um pranto um grito de socorro que não pode ser ouvido,o amanhã tardará para chegar olhos aberto no escuro procurando o sono como um lugar dos mais seguros que se pode encontrar...
AQUILO QUE PRANTO
Quanto mais eu avanço
Menores são meus ranços
Cá dentro do meu rancho
Saudades eu arranjo
A vida é um gancho
Certa como carancho
Lá pelo Campo Santo
Alegre seja o pranto!
EM CANTO
Que não te cause espanto
Porque estou em pranto
Agora enxugo o manto
Ao céu invoco um canto
Pois és tu meu encanto!
DIA DE SANTOS
Santo ou não, aqui meu pranto
Lágrimas que são saudade
Que irrigam o que planto
No exemplo eternidade
É lembrança em cada canto
Eis a lei da humanidade
Ampulheta vai gastando
Esperando a Divindade
Vir cobrir-me com meu manto!
E nesse canto, onde meu pranto atingiu o ponto, me embriago e canto dentro deste labirinto a canção do meu tormento, que ruge violento como o sussurro do vento. Minto a mim mesmo que estou pronto, sedento e faminto para que habites esse recinto e seja unguento.
LETRA NOVA PARA UMA VELHA CANÇÃO
Demétrio Sena, Magé – RJ.
É tanto pranto
para chorar,
que é como ter
um mar em mim...
Guardo as águas
de muitas mágoas;
dor sem fim.
Em minha estrada
sem horizonte,
não acho ponte
pra outro amor...
Morro aos poucos,
na solidão
dessa dor.
Estou sem céu,
sem lua, estrelas,
meu caminhar
é infinito...
Abafo angústias
e meu silêncio
devora o grito.
Nem mais espero
a quem amar
como te amei
num tempo findo...
Já não vivo,
percebo apenas
que vou indo.
Agora eu sei,
não há no mundo
um sentimento
mais denso e fundo...
Este amor
é minha sorte;
vida e morte.
No abismo da minha alma, um pranto sem cessar,
Uma tristeza profunda, difícil de suportar.
A dor dilacera, como navalha afiada,
E o desespero consome, deixando a alma arrasada.
As lágrimas fluem, como rios de desolação,
Um oceano de tristeza, sem margens de consolação.
A solidão é meu único refúgio, meu triste abrigo,
E a escuridão envolve, como um manto sombrio.
Sinto-me perdido, um náufrago na tempestade,
Afogado em angústia, sem esperança, sem piedade.
As sombras me cercam, sussurrando palavras de aflição,
E a melancolia me envolve, em sua cruel canção.
Nas minhas veias corre a tristeza, como um veneno,
Envenenando a alma, corroendo o meu ser pequeno.
A tristeza me consome, deixando marcas profundas,
E a vida perde o sentido, nas suas voltas vagabundas.
Oh, como anseio por um alento, um raio de luz,
Para romper essa escuridão, essa dor que me seduz.
Mas por agora, mergulho nas profundezas do sofrimento,
Deixo as lágrimas escreverem, meu lamento no firmamento.
Sorrio mesmo quando estou triste
E a minha alegria é a dor que sinto,
Mas o pranto que no meu peito existe
É a verdade que eu escondo e minto.
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