Pranto
Quando a mágoa pensar em fazer morada em teu coração, que ela tenha uma breve passagem, e ao sair apague a luz ao enxugar teu pranto
Pobre coração
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Pobre coração, qual sombra vagando em profunda escuridão...
Impelido por amor não correspondido,
Miserável indivíduo desiludido,
Por profunda depressão abatido,
Engolido por um mar de solidão;
Remetido a insano desejo de apaziguar tamanha dor
numa taça de veneno indolor...
Miserável criatura, pobre coração sem amor.
Quando meus sonhos não forem mais realidade;
Estarei adormecido, antes, porém, pediria apenas para tirar o sal do meu pranto.
Ademir Missias
É O QUE DIZEM
Valéria Leão
Dizem por aí
que eu tenho uma alma antiga
que bebe vinho, dança bolero
e acha graça na vida.
Dizem por aí
que eu abro a porta para a
poesia, que acolho seu pranto,
que compreendo os seus mais
íntimos ruídos.
Dizem por aí
que essa minha aparente
leveza de ser
nasce da conclusão
de que não se pode ter tudo
e, portanto, só nos resta viver
com o que se tem.
Dizem por aí
que esse meu inesperado
encontro com a poesia
é o resultado de uma
confusão de afetos
que, como as estrelas,
se chocam e se estabilizam.
É o que dizem por aí!
Nostalgia
Dizem ser uma sensação obsoleta.
Desperta um sorriso largo,
gargalhadas indiscretas.
Uma lágrima tímida, ou um pranto.
As vezes a aprecio outras nem tanto.
Então, se estiver muito cansado(a) de prantos, sente-se ao meu lado, eu também sou muito experiente com lágrimas.
O caminho
Meu caminho é longo
Às vezes desanimo
Outras vezes me alegro
Talvez eu fique à tua espera
Talvez deixe a cidade...
O pranto tenta me alcançar
O barulho rompe as palavras
Ensurdece o silêncio
Enlouquece...
Ameaça a pureza da alma.
Cansada...
Exausta...
Vou procurar sem planos
Um pouco de aventuras
Sem leme
Sem bússola
Busco meu destino...
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