Pranto
As lágrimas inspiram a poesia.
O pranto vem ao anoitecer.
O que era alegria virou agonia
Confesso: não sei o que fazer.
Tenho que cumprir o meu dever
Mas a paixão me leva...
Também quero prazer
Mas minha mente se nega.
Os mistérios me atraem a você
De maneira inexplicável.
E são eles que fazem sofrer
Tão distante, tão amável.
É muito encantador
Sua falta canta minha dor.
Meu pranto escorria pelos meus olhos, por pensar, o que seria dos meus dias, mas em um instante, renovei todos os meus sentimentos, e segurei nas mãos de Deus.
Muitos poetas crescem para dentro numa implosão da alma, como nitroglicerina cálida do pranto em autocombustão... E, por sua vez, na aura o brilho eclode num parto, expõe-se o filho, o fio e o farto, num alto salto muito além da concepção.
Sentir o silêncio significa ouvir um pranto sentido, mas não derramado, de um escritor que foi morto pelas palavras falseadas.
O levar dos minutos arrasta a realidade e ao atravessar o silêncio de uma ponte de névoa eu me transformei em neblina.
O vazio diz para a esperança desistir porque nada tem sentido. A esperança afirma que ela é palavra e concreto, indestrutível e incorruptível.
Vida e morte se encontram no mesmo instante e o que é eterno morre e renasce no mesmo insight das palavras não ditas, mas sonhadas.
Existidor – mistura de existir e dor.
Exemplo: Ela existidou até o último instante.
A alma é para o tempo assim como o corpo está para morte. A alma se esvai com o tempo, assim como o corpo se esvai para a morte.
Um estado pusilânime se apossou dos convidados em coro lastimável entremeado de dor e silêncio.
No seu quarto silencioso a dor apareceu como um fantasma e ela em meio à sua solidão desértica derramou seu pranto fúnebre.
Daria voz à melancoalegria, mistura de melancolia e alegria. Seria uma alegria triste, como o sorriso da Mona Lisa.
Ser humano é dançar com as estrelas no espaço cósmico.
De Repente
De repente o choro fez-se pranto
E de repente a serpente de encanto
Quando ouvires que a serpente chora
Notas que a serpente se fez humana
De repente o passado fez-se futuro
De repente o tempo simplesmente parou
De repente encontrei-me em novo amor
De repente penteou-me de dor
Vai sem pressa, tempo, vê se demora
Mas não percas a hora, ela implora
Notas que chora, e o pranto demora
Lágrimas custam a secar, mande-as embora.
Quando sofreres incompreensão e o pranto te encharcar o coração, recorre a Deus, pois Ele está acima de todas as tormentas da vida. Só Ele é capaz de edificar a tua vida e restaurar a tua felicidade.
Profª Lourdes Duarte
Rio em desafio
Deságuo em mar
Desabo em pranto
Reabro em espumas
Borbulhas de sons cintilantes
Marcas que o vento de agosto
Me impedem de sentir
Promessas de cores e flores
Pra quando setembro vier.
Sobre um corpo de pranto
Repousa aminha alma liquefeita
Perdoe-me, já que incertezas
E hastes de pêndulos enfeitam-me
As rachaduras,
Nos galhos secos, sobre o beiço
Da sombra de uma arvore de memorias
Observo o mundo a minha volta,
Como uma lagarta desconjuntada
Que na brevidade ensaia seu
Salto para a liberdade, minhas asas
Ainda em casulo, na ardente chama de
Fuga me guardo.
SONETO TÍBIO
Esqueça, te esquecerei. Qual a serventia?
Duma palavra, um oi, o silêncio e pranto
Te amei, gostava tanto, mas o encanto
Na sua ausência tornou-se sensação fria
Sabíamos que tudo acabaria, certo dia
Ou não, no entanto, pra que o espanto
Dum não, se não mais importa quanto
Se já na estranheza está a companhia
Então, neste soneto tíbio, um desejo
Se não vendo você, nada mais vejo
Ou sinto, bom, é não mais nos ver!
Assim, cada qual anda por sua vida
Se já teve a despedida, comovida
Não tem como perder no não ter....
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10/12/ 2020, 09’03” – Triângulo Mineiro
INSATISFEITO
Cerrado, vivo tão só, na solidão
Aflige o peito, o peito em pranto
Distante ide o tempo, o encanto
Preso na tristura e na desilusão
Tão longe ando de ti, ó emoção
De ter-te no fado meu, no canto
Da prosa, amando tanto e tanto
Multiplicando, assim, a sensação
Ando calado, e inquieta a poesia
Desses desejos de mim ausente
Pelejo com o silêncio de cor fria
E nada me diz, nem o sol poente
Tudo é cinza e apagada a fantasia
Se sente querer, a força não sente.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22/12/2020, 17’54” – Triângulo Mineiro
SONETO ANÔNIMO
Solidão, vivo tão só, numa bruteza
Onde o meu fado escoa em pranto
Longe do entusiasmo e do encanto
Numa prosa transvazando tristeza
Tão oca a poesia, cheia de incerteza
Num revés ensurdecedor, portanto
O sussurro da dor, dói tanto e tanto
Que o sentir ferido me faz ter viveza
Ando estonteado, perdido na ilusão
Calado, as noites de alvoroço ativado
E ausentes de sensação e de emoção
E me perco no gadanho do passado
Que esgatanha a afável recordação
Que arfa o falto, daqui do cerrado...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23/12/2020, 21’38” – Triângulo Mineiro
“Afinal mundo, aquele sangue, aquela cruz, aquela coroa, aquele pranto, pois, de nada vale? Não confias?
Giovane Silva Santos
Solidão:
Traz-me o pranto e me deixa o desencanto,
Traz-me a tristeza e leva minha leveza,
Traz-me a morte e me deixa desnorteado,
Traz-me a dor e me leva uma certeza,
Leva-me os amores e me traz os desamores,
Leva-me as cores e me traz a palidez,
Leva-me o samba e me traz o velho blues,
Estrangula minha e me corta com a faca da
desarmonia.
A seca me trouxe o pranto
mas eu disse não aceito
não arredo do meu canto
minha terra é meu direito
o Nordeste é um encanto
e aqui dentro o amor é tanto
que mal cabe no meu peito.
Preste atenção, beleza da vida.
Para não chorar em pranto na morte.
Caminhe na vida ,como se caminhássemos num jardim florido cheio de vida,onde admira e tira selfies.
O jardim é lindo pelas suas flores vivas pelo perfume e toque.
E para muitos esta beleza passa despercebida.
É triste que se reparem nas flores em coroas tristes de significado de despedidas.
As mais belas flores perdem seu sentido em coroas de despedida já que elas morrem junto, perdendo seu perfume e delicadeza.
Admire vivo hoje e o agora , admire as flores ,incertos, bichos, seus filhos ,amigos ,irmão e principalmente Pai e Mãe.
Não deixe que último abraço e beijo seja frio .
13.01.22 M3squ1n1 A13x
Alex Mesquini a.:t.:d
O CAIS DA SAUDADE
Mas sem a lembrança e o vazio, sofreguidão
Como sentir o pranto, dor se pouco se sentia
Dos contrastes do fado nosso: tristura, alegria
No começo onde se quer harmonia e sensação
Pois, no meu querer, o meu apego é vigilante
Constante, infiltrado na emoção que conforta
Que consola, sente, mora e a sedução aporta
Me colocando próximo, embora tão distante
Tenho tantos caminhos e diversos cansaços
Muitos os lamentos nos abraços dos braços
Na busca daquele porto seguro, minha vida!
E cá, tal navegante a beira do cais, sussurrante
No pôr do sol do cerrado, um solitário errante
Vivo a suspirar a saudade na solidão sentida...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16 dezembro, 2021, 11’22” – Araguari, MG
Nenhum pranto é frívolo, toda lágrima é diamante da existência.
É memento caro, singular e único do Universo percebido.
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