Portão
Ainda espero por ti
"Chegou a hora que você sempre chega aqui em casa 😁, olho para o portão... nada, espero 5, 10, 30 minutos e nada, sento no sofá passa uns 45 minutos e esculto alguém gritando no portão meu nome... abro um sorriso corro em direção ao portão, mas percebo que não tinha ninguém, era apenas coisa da minha cabeça 😭, sentei no sofá, lagrimas escorreu pelo meu rosto,mas ainda estou esperando por você..."
Chave Mestra
Seu coração era o portão
Que não se abria facilmente
E aqui estou em frente a ele
Esse portão trancado
Pelos amores não correspondidos
Que estava enferrujado
Pelas lágrimas que foram derramadas
E com a chave mestra, não há portão que aguente
O amor verdadeiro é o que o abre novamente.
Hoje fui ao portão com olhos de manhã. Miúdos, como quem apertasse pra ver melhor. Olhando além das janelas.
Procurando Ela.
Canta o sábia que encanta o sertão. A mocinha no portão vislumbra o céu, vê que seu amor vive longe no deserto, espera com seu coração aberto e o seu manancial a chegada daquele que foi em busca de novas descobertas, não sabe ele o quanto ela tem desertos. Canta o sábia sendo o tema dessa história, torcendo para o encontro desse amor, para cantar em outros ares, em outras histórias.
O cachorro late no portão
e tenta desesperadamente
passar algo além do focinho.
Ele quer sair
e mijar nos postes
com os outros cachorros.
Mas ninguém entende.
Ele pertence aos donos do portão.
Então ele grita.
Acham que ele é bravo.
Ele grita mais.
Acham que ele incomoda.
Aí jogam água
e além de puto ele sente frio.
Pensam em adestrar
no Método Ludovico
mas sabem que no fundo
ele será sempre o mesmo cachorro.
Então, numa certa noite,
cortam suas bolas.
E o cachorro não late mais.
Não quer mais gritar.
Não quer mais sair do portão.
Não quer mais ver os amigos
nem mijar nos postes.
Só quer ficar velho,
doente e acabar logo com isso.
Soa familiar?
Você deve ter visto algum cachorro desses
em algum espelho por aí
ou em qualquer reflexo de vitrine.
Pois é…
Agora o portão fica aberto
e o cachorro olha pra rua
sem vontade de sair
nem de latir.
Setembro 2010 – “O Diabo Sempre Vem Pra Mais Um Drink”
Casa azul
Passei pelo portão da minha avó
Cruzei uma rua sem asfaltamento
Me dirigi à convidativa casa azul
Bati na porta por algum momento
Um homem de meia-idade abriu
Cumprimentei ele e segui o rumo
As escadas eu subi sem fraquejar
Havia lá uma garota com aprumo
O quão real pode ser um sonho?
Desejo muito então que se repita
Para tentar recordar o nome dela
Seria este um relato enfadonho?
A magia conhece quem acredita
E eu estou persuadido pela bela.
TragediAna
Quem era Ana?
A estranha do portão?
Essa foi a sua fama
Por não ser como todos são,
O que ela queria?
Do que ela gostava?
Isso ninguém sabia
Porque ela não falava,
Em suas noites de solidão
A pobre Ana chorava
Os seus dias de humilhação
Para o travesseiro desabava,
Todos a desprezavam
Sem qualquer explicação
Mas não imaginavam
Que ela já encontrou a solução,
Eles não conseguiram seu perdão
Sua triste voz ecoava naquele portão
Agora todos lhe ouviram
Como nunca tinham ouvido até então,
O seu nome era Ana
Uma jovem libriana
Rejeita por quem não a ama
Fez seu túmulo em sua cama.
E quando eu saí de perto de ti, pensei em tudo. Tudo que aconteceu… Quando abri meu portão, meu lar parecia estar exalando você e minha boca ainda formigava. É como se meu corpo captasse todas suas informações, todos os teus toques e tudo que me lembrasse você e estivesse guardando pra que você não precisasse nunca ir embora. E levar tudo de bom que trazes em mim também.
Quando amanhece,o sol nasce,as brizas batem na porta,o meu silencio chama-te,e o meu beijo entra pra desejar-t um BOM DIA.
minha mãe sempre dizia;
-Eu sei o que os meus filhos fazem do portão pra dentro, do portão pra fora eu já não sei, por isso não me atrevo a dizer mal do filho de ninguém
quando chego na sua rua,vejo sua casa amarela,
abro o portão e não te encontro,
vc estava na janela.
te dou um abraço fico bem juntinho,
faltou luz ascende a vela,
mais tenho que seguir o meu caminho,
mais juro volto pra te buscar.
...e o Tempo bateu palma no portão, tocou a campainha, o telefone, o celular, mandou SMS, e-mail, recadinho pelo whatsapp, pelo Facebook... e eu ali, escondidinha dele...Bobão!
Eu tinha uma calçada
Uma rua e um portão
Para brincar de correr, de se esconder e de pega-ladrão
Idos tempos...
Nem tão distantes
Próximos, para falar a verdade
Tão perto do hoje como o ontem
Que já passou.
Romance
Serenata na janela
Te espero no portão,
Pra matar a saudade.
Guardei a rosa amarela
No altar do coração,
Augúrio da felicidade!
Aquele toque, o abraço,
Me faz sonhar acordada
Sentir-me no paraíso...
Teu olhar de mormaço
Minha face ruborada,
Candência do nosso juízo.
Abrolhos da alegria,
Retalhos de sentimentos
Sonhos que já findaram...
Onde está a fantasia
Dos romances, dos momentos,
Que os corações encantaram?
E se a felicidade quiser te visitar, não marque hora e nem espere no portão. Ela gosta de fazer surpresa.
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